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| O "Vera Cruz |
Navio construído em 1951, no estaleiro John
Cockeril, em Hoboken, Bélgica, para a CCN (Companhia Colonial de Navegação).
Deslocamento ............ : 21.765 ton
Comprimento ..............: 185,80 m
Boca ........................... : 23,09 m
Velocidade normal ... : 20 nós
Este navio, que podia transportar 1242
passageiros, foi um dos que em muito contribuiu para o transporte de tropas,
durante a guerra colonial. Em 1973, aconteceu-lhe o que muitos outros se
queixaram. Foi para a sucata!
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| O "Infante D. Henrique" |
Navio construído em 1961 (o último ao abrigo
do Despacho 100), no estaleiro John Cockeril, em Hoboken, Bélgica, para a CCN
(Companhia Colonial de Navegação).
Deslocamento ............ : 24.406 ton
Comprimento ..............: 195,60 m
Boca ........................... : 24,60 m
Velocidade normal ... : 21 nós
Este navio, que podia transportar 1018
passageiros, em 1977 serviu de hotel aos trabalhadores do novo porto de Sines,
onde se foi degradando. Em 1988, com novo dono, depois de reparado e com o nome
de “Vasco da Gama”, ainda fez cruzeiros às Caraíbas mas, o que foi um dos
maiores e melhores navios de passageiros da nossa frota não resistiu a tanta
“doença” e, em 2004, acabou os seus dias, ingloriamente transformado em sucata!
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| O "Pátria" |
Navio construído em 1947, no estaleiro John
Brown & Co. Ltd., Clydebank, Glasgow, Escócia, para a CCN (Companhia
Colonial de Navegação).
Deslocamento ............ : 13.200 ton
Comprimento ..............: 161,85 m
Boca ........................... : 20,83 m
Velocidade normal ... : 16,5 nós
Este navio, podia transportar 798
passageiros. Em 1973 ... como não podia deixar de ser, sucata com ele!
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| O "Império" |
Navio construído em 1948, no estaleiro John
Brown & Co. Ltd., Clydebank, Glasgow, Escócia, para a CCN (Companhia
Colonial de Navegação).
Deslocamento ............ : 13.200 ton
Comprimento ..............: 161,87 m
Boca ........................... : 20,83 m
Velocidade normal ... : 17 nós
Vou-me alongar um pouco mais com este navio
porque, penso que em 1959, após vários problemas com as turbinas, o navio
aportou a Cabo Verde e daí veio “ao pé coxinho” até Lisboa. Chegado cá e
inspeccionadas as turbinas, foi resolvido fazer a reparação das mesmas no
Estaleiro Naval da CUF. A reparação consistia na completa remoção das palhetas
dos estatores e rotores das turbinas (ou só duma turbina, ao certo não
recordo!) e sua posterior substituição. Trabalho nunca efectuado em Portugal,
seria necessário que, de Inglaterra, viessem materiais e um “expert” que nos
ensinasse. Os materiais eram especiais, os das palhetas, dos calços e das fitas
e arame de fecho de cada andar. O “expert” era um indivíduo, entre os 50 e os
60 anos que, digamos, o que nos ensinou de maior relevância foi o modo como se
comportava o material quando eram batidos os calços. Se a pancada era fraca, no
fim podia faltar espaço para alguma palheta e se era demasiado forte podia
apertar muito as palhetas e sobrar espaço. Quase trabalho de relojoeiro! Mas,
que era ele mais do que nós? Fizeram-se cérceas (escantilhões), acertou-se a
pancada, experimentou-se o primeiro andar duma turbina e, ao fim duma semana, o
“camone” é simpático mas pode ir para a terra dele! Bye, bye and thank you!
Palhetas montadas, turbinas equilibradas e
lá foram montadas no navio. Se houve reclamações, desconheço, porque outras
“guerras” me chamavam. A construção do arrastão “Magnus Heinason” e do “Sacor”,
esperavam!
Este navio, irmão mais velho do anterior,
mas só 1 ano, podia transportar 799 passageiros (mais 1 do que o irmão), tinha
mais 20 mm de comprimento, tinha uma velocidade normal de mais meio nó e,
talvez por só ter “nascido” em 1948, só foi para a sucata um ano mais tarde que
o irmão. Estava escrito! Em 1974 ... lá foi ele!



