sexta-feira, 7 de maio de 2010

7 de Maio de...1704. Salvaterra, cai nas mãos de Espanha!

Duque de Berwick

Em 7 de Maio 1704, devido ao problema da sucessão ao trono espanhol e, como Portugal apoiava o candidato austríaco, o arquiduque Carlos, dos Habsburgos, Salvaterra foi ocupada e saqueada pelo duque de Berwick (filho ilegítimo de Jaime II, de Inglaterra) e o general D. Francisco Ronquillo, ao comando de um exército franco-espanhol de 10.000 homens, partidários de Filipe V, candidato bourbónico.
A ocupação duraria cerca de 1 ano (4 de Maio de 1705), dia em que o Marquês das Minas pôs tudo como dantes!

A entrada de Portugal nesta Guerra da Sucessão espanhola, teve um desfecho inesperado. Por muitos e variados motivos, depois do Marquês das Minas entrar em Madrid, como grande triunfador, os desígnios políticos alteraram-se e ele foi deixado desapoiado e regressou a Portugal, sem honra nem glória. Os interesses políticos falaram mais alto e o apoio mudou de rumo, em sentido contrário!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

6 de Maio de ...1882. Salvaterra na Câmara dos Deputados!










É verdade! No dia 6 de Maio, de 1882, na Câmara dos Deputados, alguém se lembrou de que Salvaterra, que em 1855 tinha perdido o seu estatuto de sede de concelho, ainda existia e que, tal como hoje, sofria os efeitos da interioridade. Foi então que, o deputado Franco Frazão, eleito pelo círculo de Castelo Branco, usou da palavra para dizer o que a seguir se transcreve, do "Diário da Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza", da Sessão desse mesmo dia:

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O sr. Franco Frazão: - Desejo chamar a attenção do governo para o estado lastimoso da viação publica no districto de Castello Branco, provincia da Beira Baixa.
Aquella provincia não tem uma única ligação completa com o resto do paiz, em uma raia de 18 leguas não tem uma estrada nova que a ponha em communicação com o reino vizinho.
Isto é o mais deploravel estado em que póde encontrar-se a viação de uma provincia em pleno 1882.
Eu pedia pois ao sr. ministro das obras publicas que mandasse activar os trabalhos da estrada de Castello Branco a Segura e Salvaterra, para termos pelo menos este ponto de ligação com o reino vizinho, que mais adiantado do que nós tem a sua corteva concluida até á ponte de Segura.
Como disse, em 18 leguas de raia não temos communicação com os nossos vizinhos, e para o lado do sul do reino temos apenas uma ligação, mas imcompleta, porque nos falta a ponte do Tejo, o que obriga a baldeações incommodas e despezas.
O sr. ministro das obras publicas deve prestar toda a sua attenção a este importantissimo assumpto, fazendo com que o districto de Castello Branco tenha uma ligação completa de viação publica com o sul do reino, com o caminho de ferro do leste, e portanto com a capital. Seguramente a construcção da ponte sobre o Tejo em Villa Velha é uma das necessidades mais instantes de viação publica do districto de Castello Branco, que tem sido injustamente retardada há bastantes annos.
Já vê v. ex.ª que digo com verdade que é lamentavel o estado da viação do districto de Castello Branco.
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Depois de muitas promessas eleitorais,(onde é que eu já ouvi isto?), que chegou a meter colocação de bandeirolas para marcar o trajecto da estrada, e tudo, e as mesmas serem retiradas logo após as eleições,(Portugal, não muda mesmo nada!), o certo é que, desta vez, a estrada chegou ao adro de Salvaterra nesse mesmo ano de 1882!
Mas, que não haja ilusões, o alcatrão viria muitos anos depois!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

5 de Maio de...1319...1705...2007, na vida de Salvaterra!


Neste dia, em 1319, fruto do tombo ordenado por si, o rei D. Diniz,por carta régia, decidiu que a vila de Salvaterra da Beira faria parte da Comenda de Santa Maria da Ordem de Cristo. Esta Ordem fora recém-criada, em 14 de Agosto de 1318, a seu pedido, pela necessidade de manter a luta contra os muçulmanos e a defesa da fronteira Sul, e foi confirmada pela Bula Ad ea exquibus do Papa João XXII, de 14 de Março de 1319, devido à extinção oficial, no Concílio de Viena (1311-1312), da Ordem dos Cavaleiros do Templo, retirando assim à vila de Salvaterra alguns dos privilégios e isenções adquiridos através do Primeiro Foral.
Nessa mesma data, de 5 de Maio de 1319, e o castelo de Segura já construído, com os dinheiros provenientes da isenção dos pagamentos desta terra a Salvaterra, o rei D. Dinis doou a vila de Segura à Ordem de Cristo, retirando-a da jurisdição de Salvaterra.

Igreja de Zarza la Mayor, onde se podem ainda ver estragos causados por muitas das lutas da Guerra da Restauração

Também no dia 5, mas de 1705, e após a reconquista de Salvaterra, o Marquês da Minas encetou uma operação de retaliação sobre Zarza la Mayor. Esta não ofereceu muita resistência e a história, já habitual, repetiu-se. Foi tomada e mandado fazer saque para se ressarcir dos danos recebidos no ano anterior, sendo que nesse saque participaram, além dos soldados, muitos populares. Para que a destruição fosse completa mandou, de seguida pôr fogo à vila, demolir os edifícios e tudo o que fosse fortificação.
Há quem diga que, após a reconquista de Salvaterra, o Marquês das Minas reuniu com os generais e tomaram a iniciativa de avançar sobre Madrid!
Este ciclo só terminou em 1713!


A ponte/açude, dita do Vau de Idanha

Por último, no dia 5 de Maio de 2007, foi inaugurada a ponte/açude sobre o rio Erges, obra ansiada há muitos anos e que permite um maior estreitamento das relações, já de si bastante fortes, entre os povos das duas margens que, mau grado todas as vicissitudes da história, sempre viveram de frente um com o outro e se apoiaram nas horas más! A ponte é apenas uma passagem, para a outra margem!

terça-feira, 4 de maio de 2010

4 de Maio de ... 1705. A reconquista de Salvaterra!

Armas da família Sousa (Marqueses das Minas)









Escudo de Filipe V, de Espanha


Arquiduque Carlos II da Áustria (Carlos VI, Imperador da Alemanha)

No dia 4 de Maio, de 1705, D. António Luís de Sousa, 2º Marquês das Minas, saído de Almeida com um exército formado com as tropas da província da Beira e muitos homens do Minho, chegou a Salvaterra, ocupada pelas tropas espanholas desde o ano anterior (devido à Guerra da Sucessão de Espanha) e reconquistou-a!
Mas a história não acabaria assim e, amanhã, terá continuação...

domingo, 2 de maio de 2010

2 de Maio de...1229. O foral de Salvaterra!


Neste dia, 2 de Maio de 1229, na cidade da Guarda, D. Sancho II atribuíu foral (seria o 1º) a Salvaterra que, naquele tempo, ainda não era do Extremo e era guardada pelos cavaleiros da Ordem do Templo!
À Ordem dos Templários que se encontrava na Península Ibérica desde 1128, e tinha ajudado D. Sancho II na conquista de Salvaterra aos Almóadas, em 1226, tinha o Rei entregue a sua guarda (terá sido ao Mestre Martin Sanchez, o 12º mestre da Ordem em Portugal e o 2º nos três reinos, Portugal, Castela e Leão).

D. Sancho, o segundo,
lhe deu foral, o primeiro
e Salvaterra entrou no Mundo
para um lugar cimeiro.

O rei aos Templários a cedeu
para que dela cuidassem,
cobrassem algum de seu
e também a povoassem.

2 de Maio. Dia da Mãe, Dia das Mães!!!

Para todas as Mães, colhi esta rosa no canteiro do meu quintal!



E, em especial, para a minha MÃE !!!
No Dia da Mãe aqui venho
e a todas as mães eu digo:
- A minha mãe, já não tenho
mas, trago-a sempre comigo!

Para mostrar o meu carinho
uma flor não lhe posso dar,
mas chamo por ela, baixinho,
e um beijo lhe vou deixar!

sábado, 1 de maio de 2010

O mês de Maio nos desígnios de Salvaterra do Extremo...

Ao longo dos tempos, o mês de Maio tem sido pródigo em acontecimentos na história de Salvaterra.
Posto isto, vou tentar, durante este mês, relembrar esses acontecimentos tão marcantes.
Assim, espero que alguns os relembrem e outros os venham a conhecer!

No dia 1 de Maio, mas em 2005, durante o IV Convívio Ibérico, o presidente da Junta de Freguesia de Salvaterra do Extremo dizia faltar apenas o aval do presidente da Confederação Hidráulica das Águas do Tejo, para se iniciar a construção da ponte sobre o rio Erges.


Hoje, dia 1 de Maio de 2010, no Dia do Trabalhador, houve novo Convívio mas agora, como desde 2007, já com a ponte-açude, anseio de muitos e muitos anos, como pano de fundo. E, foi ver, os povos das duas margens dando as mãos, esquecendo desentendimentos de antanho e usando o Erges como traço de união!