(Para terminar esta trilogia, achei por bem, em homenagem aos 6 milhões, que dizem ser mas que, talvez por não terem actualizado as listas de sócios e apaniguados, ainda estarão a contar com os que da "lei da vida" se foram libertando. Por isso, apresento o Sr. Pintinhas como lídimo representante de tal associação. Eles que me perdoem!)
PINTINHAS NO FUTEBOL
Pintinhas foi ver a bola.
A coisa corria mal.
Num arreou tamanha "tola"
que o pôs no hospital!
Ficou tão contente,
dum golo como há poucos
que no parceiro da frente
dá uma saraivada de socos!
Do árbitro, não está contente,
por uma falta apitar.
Grita toda a gente,
Pintinhas vai protestar!
Intervém a autoridade,
quando ele salta para a pista,
que lhe pede com humildade:
-"Faça favor, desista!".
Pintinhas vai armar "fita"
porque não quer sair da pista,
e diz em alta grita:
-"Eu sou benfiquista"!.
O polícia não se conforma,
porque a artimanha é velha,
e é assim que desta forma,
Pintinhas vai para a "grelha"!
Como havia dúvidas que eu pudesse produzir "obra" com tanta "profundidade", terminei a minha actuação com a seguinte quadra:
Foram tiradas da cabeça
e não de folhetos de jornais.
Quando quiser mais, peça,
que, em casa, há lá mais!
Bem hajam pela paciência que tiveram para ler isto!
Este blogue foi criado após insistência de muitas pessoas, amigas (assim as considero). Porém não vou utilizá-lo só para a promoção da minha terra, Salvaterra do Extremo, vila de 780 anos, situada (para que conste) no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, na província da Beira Baixa. Vou igualmente tentar diversificar os assuntos e trazer aqui alguns que são do meu interesse e espero que sejam do interesse de mais alguém. Mais um leitor que seja, já valeu a pena!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Poesia ... "non sense" ! (II)
(Com as minhas desculpas, a todos os visitantes e seguidores, pelo abaixamento do nível deste blogue, aqui deixo a 2ª parte da trilogia. Isto são efeitos da crise, que é geral!)
JANTAR NO JARDIM ZOOLÓGICO
Está tudo preparado.
As feras estão escolhidas!
Não vá o Sr. Pintado
ficar com as tripas encolhidas!
"Venha daí o leão"!
diz ele cheio de vento.
E o grande comilão
dá cabo dele num momento.
"Venham o tigre e o camaleão,
águias, abutres e o ouriço"!
E o grande comilão
a tudo vai dando sumiço.
Como a fome não se afaste,
de fava come 50 sacos
e vai fazer um desbaste
na aldeia dos macacos.
Querendo sair e com fome,
o grande comilão,
para honrar o seu nome,
come também o portão!
(Nota importante: Não levem a mal mas isto, amanhã, já acaba!)
JANTAR NO JARDIM ZOOLÓGICO
Está tudo preparado.
As feras estão escolhidas!
Não vá o Sr. Pintado
ficar com as tripas encolhidas!
"Venha daí o leão"!
diz ele cheio de vento.
E o grande comilão
dá cabo dele num momento.
"Venham o tigre e o camaleão,
águias, abutres e o ouriço"!
E o grande comilão
a tudo vai dando sumiço.
Como a fome não se afaste,
de fava come 50 sacos
e vai fazer um desbaste
na aldeia dos macacos.
Querendo sair e com fome,
o grande comilão,
para honrar o seu nome,
come também o portão!
(Nota importante: Não levem a mal mas isto, amanhã, já acaba!)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Poesia ... "non sense" ! ( I )
Como me faltou assunto e este estava mais à mão, vou aqui colocar uma "trilogia" de poesia "non sense". Tinha eu 18 anos, era ajudante de serralheiro, quando o meu oficial me recitou uma espécie de "trava-línguas" dum tal Pedro Paulino Pintor Pintava Paredes. Não quis ficar calado e, no dia seguinte, apresentei-lhe uma "trilogia", sobre um tal Pintinhas Pinto Pintado e da qual apresento hoje a primeira parte. Claro que, como trilogia que é, a continuação virá em sequência.
Divirtam-se, se for caso disso!
"PINTINHAS"
Pintinhas Pinto Pintado,
foi ao Hotel Embaixador.
Comeu um banco grelhado
e duas cadeiras, com bolor.
O criado então, assustado,
perguntou-lhe, hesitante:
-" Que mais quer, Sr. Pintado?
Não acha que é bastante?".
Pintinhas não cabe em si
e diz, em tom berrante:
-"Você é um burro que anda aí.
Traga-me um elefante"!
Amuado, o criado, lá se foi
e o desejo foi satisfeito.
Pintinhas comeu ainda um boi
e uma sopa de amor perfeito.
Pintinhas foi-se embora.
Foi o desfecho mais lógico.
Soube-se, à última hora,
que vai jantar ao Jardim Zoológico!
(continua)
Divirtam-se, se for caso disso!
"PINTINHAS"
Pintinhas Pinto Pintado,
foi ao Hotel Embaixador.
Comeu um banco grelhado
e duas cadeiras, com bolor.
O criado então, assustado,
perguntou-lhe, hesitante:
-" Que mais quer, Sr. Pintado?
Não acha que é bastante?".
Pintinhas não cabe em si
e diz, em tom berrante:
-"Você é um burro que anda aí.
Traga-me um elefante"!
Amuado, o criado, lá se foi
e o desejo foi satisfeito.
Pintinhas comeu ainda um boi
e uma sopa de amor perfeito.
Pintinhas foi-se embora.
Foi o desfecho mais lógico.
Soube-se, à última hora,
que vai jantar ao Jardim Zoológico!
(continua)
domingo, 15 de maio de 2011
“Uma Aventura… no Jardim Zoológico” !
Este tempo de Primavera, fez-me recordar um episódio noutra Primavera, já um pouco longínqua. Aqui, fica ele!

Não, não é plágio nem é o novo livro da Drª Isabel Alçada. Essa, anda atarefada em escrever “Uma Aventura … no Ministério”.
Esta aventura no Jardim Zoológico, reporta-se à década de 50, tinha eu aí os meus 11 anos. Aconteceu que, andava no 1º ano do Ciclo Preparatório, na Escola Manuel da Maia, ali à Estrela, e foram os alunos da minha turma convocados para uma visita ao dito jardim. A alegria foi geral e, no dia aprazado, manhã cedo, munidos dum pequeno farnel, só para enganar a barriga, lá nos encontrámos na antiga estação dos eléctricos, nas Amoreiras, junto ao que hoje são as torres do arquitecto Taveira. Eléctrico reservado à miudagem, lá seguimos rumo a Sete Rios. Já conhecia o Jardim e do que então vi, não me recordo de nada em especial. A bicharada estava lá toda! Decerto vimos, os leões, o elefante a tocar a sineta, os ursos, a loja do macaco Faustino e o próprio, e muitos outros animais além do cemitério dos cãezinhos. Não vimos golfinhos, grande atracção dos dias de hoje, porque nesse tempo ainda os não havia.
O dia, de Primavera, estava ensarrabulhado, com algumas abertas e ameaçava chuva a qual, depois de nos divertirmos em corridas e brincadeiras no “roseiral” e no “labirinto” de buxos artisticamente cortados e dispostos por mãos de jardineiro, se resolveu a aparecer. Recolhemo-nos debaixo da pala de um pequeno café, existente perto do “roseiral”, dum rinque de patinagem onde costumavam fazer alguns espectáculos para a pequenada e do lago dos barquinhos. Aproveitámos, então, para comer o magro farnel pois tínhamos as mesas e cadeiras do café por nossa conta. Refeição terminada, o empregado do café não foi tão simpático como antes e recusou-nos um copo de água. Claro que se um bebia, todos os outros também quereriam e ele não teria mãos a medir. Pôs-se, então, o problema da descoberta dum simples bebedouro e cumpre-me, agora, referir o motivo principal desta minha dissertação.
Entre os vários colegas havia um, mais velho e repetente, que não era mau rapaz mas penso que seria um pouco infantil para a idade e o corpo que tinha. Não me recordo do seu nome mas todos o tratavam pela alcunha, “Pato Donald”. Penso que por ele imitar a fala do Pato Donald, nos filmes de desenhos animados.
Continuando, fomos em busca dum bebedouro mas, como é natural, em alvoroço traquinas. Um de nós lembrou-se de começar a correr e “Aguarrás, aguarrás, é o burro que vai atrás”, ao que os mais atrasados respondiam “Aguardente, aguardente, é o burro que vai á frente” e a correria continuava. Eis senão quando, os mais adiantados estacaram, de repente, porque mesmo defronte dos nossos olhos deparámos com uma espécie de lago, circular, de 5 ou 6 metros de diâmetro e com degraus, progressivamente em círculos menores, formando escadaria de cerca de 1 metro de profundidade. Tinha tudo para ser um lago. Mas não era! Acontecia que por ter chovido, o mármore do fundo, molhado, espelhava e dava-nos essa ilusão. Tudo esclarecido, a correria continuou e então, mais à frente, os primeiros veem uma pérgola, com colunas, um portal e lá ao fundo, na parede forrada de lindos e artísticos azulejos, uma artística bica jorrando o precioso líquido. À vista de tal prémio, ainda mais correram e, passado o portal, viram igualmente o que parecia ser um espelho líquido, semelhante ao anterior mas, agora, rectangular. Eu, que seguia um pouco mais atrás, ainda recordo o “Pato Donald”, como que atingido por tiro certeiro, num voo completamente descontrolado, mergulhar no lago que antecedia a fonte. Outros, mais afortunados, ainda conseguiram impedir a queda, agarrando-se às colunas. Após umas gargalhadas bem sonoras, houve que atender ao infeliz “Pato” que honrou a sua alcunha e foi bom de ver, num acto solidário, sem “slogans” de ocasião, tratarmos de despir o rapaz, espremer e torcer-lhe a roupa, enfiar-lhe a camisola de um, o “pullover” de outro, agasalhá-lo o melhor possível para que não arrefecesse, tratar de informar o professor responsável, coitado dele que nem sabia onde nós estávamos, chamar um táxi e um de nós acompanhá-lo a casa.
No dia seguinte, na escola, a aventura foi muito comentada e, “Pato Donald” incluído, estávamos prontos para outra! E, já agora, ficámos a saber que nem tudo o que parece, é!
(Imagens retiradas da net. Blogues: girafamania; ofertasloucas; tonirodrigues)

Não, não é plágio nem é o novo livro da Drª Isabel Alçada. Essa, anda atarefada em escrever “Uma Aventura … no Ministério”.
Esta aventura no Jardim Zoológico, reporta-se à década de 50, tinha eu aí os meus 11 anos. Aconteceu que, andava no 1º ano do Ciclo Preparatório, na Escola Manuel da Maia, ali à Estrela, e foram os alunos da minha turma convocados para uma visita ao dito jardim. A alegria foi geral e, no dia aprazado, manhã cedo, munidos dum pequeno farnel, só para enganar a barriga, lá nos encontrámos na antiga estação dos eléctricos, nas Amoreiras, junto ao que hoje são as torres do arquitecto Taveira. Eléctrico reservado à miudagem, lá seguimos rumo a Sete Rios. Já conhecia o Jardim e do que então vi, não me recordo de nada em especial. A bicharada estava lá toda! Decerto vimos, os leões, o elefante a tocar a sineta, os ursos, a loja do macaco Faustino e o próprio, e muitos outros animais além do cemitério dos cãezinhos. Não vimos golfinhos, grande atracção dos dias de hoje, porque nesse tempo ainda os não havia.
O dia, de Primavera, estava ensarrabulhado, com algumas abertas e ameaçava chuva a qual, depois de nos divertirmos em corridas e brincadeiras no “roseiral” e no “labirinto” de buxos artisticamente cortados e dispostos por mãos de jardineiro, se resolveu a aparecer. Recolhemo-nos debaixo da pala de um pequeno café, existente perto do “roseiral”, dum rinque de patinagem onde costumavam fazer alguns espectáculos para a pequenada e do lago dos barquinhos. Aproveitámos, então, para comer o magro farnel pois tínhamos as mesas e cadeiras do café por nossa conta. Refeição terminada, o empregado do café não foi tão simpático como antes e recusou-nos um copo de água. Claro que se um bebia, todos os outros também quereriam e ele não teria mãos a medir. Pôs-se, então, o problema da descoberta dum simples bebedouro e cumpre-me, agora, referir o motivo principal desta minha dissertação.
Entre os vários colegas havia um, mais velho e repetente, que não era mau rapaz mas penso que seria um pouco infantil para a idade e o corpo que tinha. Não me recordo do seu nome mas todos o tratavam pela alcunha, “Pato Donald”. Penso que por ele imitar a fala do Pato Donald, nos filmes de desenhos animados.Continuando, fomos em busca dum bebedouro mas, como é natural, em alvoroço traquinas. Um de nós lembrou-se de começar a correr e “Aguarrás, aguarrás, é o burro que vai atrás”, ao que os mais atrasados respondiam “Aguardente, aguardente, é o burro que vai á frente” e a correria continuava. Eis senão quando, os mais adiantados estacaram, de repente, porque mesmo defronte dos nossos olhos deparámos com uma espécie de lago, circular, de 5 ou 6 metros de diâmetro e com degraus, progressivamente em círculos menores, formando escadaria de cerca de 1 metro de profundidade. Tinha tudo para ser um lago. Mas não era! Acontecia que por ter chovido, o mármore do fundo, molhado, espelhava e dava-nos essa ilusão. Tudo esclarecido, a correria continuou e então, mais à frente, os primeiros veem uma pérgola, com colunas, um portal e lá ao fundo, na parede forrada de lindos e artísticos azulejos, uma artística bica jorrando o precioso líquido. À vista de tal prémio, ainda mais correram e, passado o portal, viram igualmente o que parecia ser um espelho líquido, semelhante ao anterior mas, agora, rectangular. Eu, que seguia um pouco mais atrás, ainda recordo o “Pato Donald”, como que atingido por tiro certeiro, num voo completamente descontrolado, mergulhar no lago que antecedia a fonte. Outros, mais afortunados, ainda conseguiram impedir a queda, agarrando-se às colunas. Após umas gargalhadas bem sonoras, houve que atender ao infeliz “Pato” que honrou a sua alcunha e foi bom de ver, num acto solidário, sem “slogans” de ocasião, tratarmos de despir o rapaz, espremer e torcer-lhe a roupa, enfiar-lhe a camisola de um, o “pullover” de outro, agasalhá-lo o melhor possível para que não arrefecesse, tratar de informar o professor responsável, coitado dele que nem sabia onde nós estávamos, chamar um táxi e um de nós acompanhá-lo a casa.
No dia seguinte, na escola, a aventura foi muito comentada e, “Pato Donald” incluído, estávamos prontos para outra! E, já agora, ficámos a saber que nem tudo o que parece, é!
(Imagens retiradas da net. Blogues: girafamania; ofertasloucas; tonirodrigues)
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Pela raia egitaniense !
Hoje venho aqui apresentar uma “curtíssima-metragem” englobada no ciclo de divulgação da minha terra e que encetei já quase há 2 anos.
Os personagens, principal e secundários, são do melhor que há. Já o realizador, é um simples amador e, como tal, não domina perfeitamente as técnicas da 7ª arte. De tal modo que bem tentou efeitos especiais, tal qual os do “Admirável Mundo Novo”, mas não conseguiu. Assim, faltam aqui os cheiros e os sons da minha terra, velhinha de muitos séculos mas que nos faz remoçar de cada vez que a visitamos. Porém, a tentativa não foi de todo gorada e poderão ouvir, se quiserem, adufes e não só! Só terão o trabalho de escolher o acompanhamento.
Portanto, deixo isso ao gosto e à imaginação de quem aqui vier. Desfrutem e bem hajam pela visita!



Music Playlist at MixPod.com
Os personagens, principal e secundários, são do melhor que há. Já o realizador, é um simples amador e, como tal, não domina perfeitamente as técnicas da 7ª arte. De tal modo que bem tentou efeitos especiais, tal qual os do “Admirável Mundo Novo”, mas não conseguiu. Assim, faltam aqui os cheiros e os sons da minha terra, velhinha de muitos séculos mas que nos faz remoçar de cada vez que a visitamos. Porém, a tentativa não foi de todo gorada e poderão ouvir, se quiserem, adufes e não só! Só terão o trabalho de escolher o acompanhamento.
Portanto, deixo isso ao gosto e à imaginação de quem aqui vier. Desfrutem e bem hajam pela visita!


Music Playlist at MixPod.com
quinta-feira, 28 de abril de 2011
As voltas da História, em Salvaterra !
Achando que a minha pesquisa sobre a história de Salvaterra já estava a atingir um ponto em que só podia avançar desde que me deslocasse à minha terra e lá tentasse obter resposta para algumas, muitas, das minhas dúvidas, tratei de aproveitar este período da Páscoa embora, infelizmente, não houvesse o Bodo em honra de Nossa Senhora da Consolação. Se bem o pensei, melhor o fiz e meti pernas (o automóvel, claro) ao caminho.
Uma vez lá chegado, tive o grato prazer de trocar algumas informações com alguns conterrâneos (srs. António Tomás Lopes, José Manuel Moreira e Ramiro Rodrigues), interessados como eu em levantar a poeira dos tempos e trazer, até ao presente, factos mal conhecidos da vida desta terra.
Para culminar, por gentileza dos dois últimos, tive ainda o benefício duma visita guiada até ao “Salto da Cabra” tendo também ocasião de ver as tão faladas “furdas”, já do meu conhecimento mas que pude observar com mais cuidado e verificar quanta técnica aplicada em tais construções tendo em vista “a qualidade de vida” dos animais.
São construções melhores do que muitas destinadas a humanos. Havia o respeito pelos animais que, depois de mortos, lhes valiam como alimento para muito tempo.
Terminámos percorrendo algumas ruas da terra, fazendo reparo nalgumas casas de cristãos novos. Visita pequena para tudo aquilo que havia que ver mas, mesmo assim, muito importante para trabalho futuro. O meu bem hajam!
Posto isto, novas dúvidas e mistérios se puseram.
Assim:
- Que significado terão aquelas 12 pedras, em volta do poço de São João? Será um relógio de sol?
- O número bastante significativo de casas assinaladas como sendo de cristãos novos. Além das cruzes, que são de vários estilos, as ombreiras das portas ostentam igualmente um número gravado. Os vários estilos teriam algum significado especial e será que o número identificava quem era quem, entre os cristão novos? Noutras localidades, parece não existir este procedimento.
Em Salvaterra, há conhecimento de um barbeiro, natural de Idanha-a-Nova,que foi preso pela Inquisição. Após 5 anos de prisão, por ter perdido o juízo, foi entregue à família. Consta que a família estaria toda presa!
O caso destes cristãos novos, de Salvaterra, é matéria para um mais aprofundado estudo, se tal for possível!
Parece também ter ficado esclarecido que D. Afonso Henriques nunca terá estado em Salvaterra. Terá chegado a Idanha-a-Velha, pois Salvaterra, como Peñafiel, seria terreno templário por doação de Afonso VII, de Leão, em 1150, o que não acontecia com Idanha, nas mãos mouriscas.
Também nas guerras da Restauração, não houve combate nem tomada de Salvaterra por D. Sancho Manuel. Tudo indica que Salvaterra, após a Restauração, apenas mudou de mãos. Tanto assim que, logo em Setembro de 1641, D. Álvaro de Abranches, Governador das Armas da Beira, abriu alfândega em Salvaterra, tendo-a encerrado ainda antes de Novembro pois os castelhanos não estavam muito interessados em comerciar.
Passei também pelo que resta da antiga Fábrica da Moagem, magnífico edifício construído em 1919 que mete dó estar em tal estado de degradação. Olhei para ele e imaginei o ti’Pedro, espanhol que se mudou de “armas e bagagem” com a família para Salvaterra, pequenino e sorridente, todo enfarinhado. E, lá “estava” também o filho, Júlio, seu ajudante. E o barulho das máquinas e das suas correias transmitindo o movimento a tudo aquilo.
Depois de tudo isto, o certo é que se cheguei à minha terra com algumas dúvidas, esclareci essas mas trouxe outras que me irão provocar mais algumas “dores de cabeça”!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Santa e Feliz Páscoa !
Com os votos de Santa e Feliz Páscoa, para os meus amigos, seguidores e todos que por aqui passarem, deixo uma estampa e uns versos alusivos à quadra.A estampa foi, como talvez se possa ler no reverso da mesma, “Prémio de um campeonato de chamadas”, na aula de Religião e Moral, quando eu andava no 1º ano do Ciclo Preparatório. Vejam bem, naquele tempo até havia aulas de “Religião e Moral”, com campeonatos de chamadas e tudo. Uma “crueldade”! Hoje em dia, aulas de Religião, são uma “seca”. O melhor é curtir “bué” uma qualquer coisa, seja lá o que isso for. Mas, se a Religião é uma “seca”, a “Moral”, então, nem se fala, isso é coisa que já ninguém sabe o que seja. Era, realmente, uma disciplina que agredia a mentalidade de qualquer estudante. Há casos de alunos que nunca mais recuperaram, tal foi o trauma. Era bastante notada a falta de psicólogos!

Pois bem, a professora, Maria Luísa Val do Rio, ofereceu-me a estampa escrevendo, ainda, as seguintes palavras: “Desejando que sejas sempre um exemplo bom para os colegas”.
Como ela depositava tanta esperança naquele miúdo de onze anos…
Sem grande esforço, tenho feito aquilo que julgo ter sido possível. Se o consegui, outros o dirão!
Para amenizar um pouco, aqui deixo também uns versos:
A aldeia, por tradição,
tem nela, enraizado,
a Quaresma, a Paixão
e Cristo ressuscitado!
E, antigamente, o prior,
uma tradição quase morta,
levava o Cristo Redentor
a beijar, de porta em porta.
Mas, neste mundo novo,
nem tudo o tempo levou.
Aleluia, meu bom povo,
já Cristo ressuscitou!
É bom que nos lembremos,
ao carregar nossa cruz,
que todos nós louvemos
ao Filho de Deus, Jesus!
As lendas e as tradições
é bom irmo-las mantendo,
pois alegram os corações.
Com elas, vamos vivendo!
E é tão simples, tudo isto!
A boa Páscoa é dar perdão,
lembrar a Paixão de Cristo
e louvar sua Ressurreição!
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