sexta-feira, 8 de julho de 2011

O dia começa no autocarro ! ( 1 )

(Em tempos, já longínquos, pensei enviar este conto para o Concurso de Contos do "Diário Popular". Porém, faltou-me a coragem para enviá-lo pois desconfiei muito da qualidade do mesmo. Hoje, deixei-me desses pruridos uma vez que já ninguém me vai levar muito a sério e desculparão a ousadia e também porque, com a idade, fui perdendo a "vergonha". Assim, "tirei-o da gaveta" e, em duas doses, aqui está ele, dado à estampa, em estreia mundial!
Será que se perdeu grande coisa?)


O DIA COMEÇA NO AUTOCARRO !

O despertador retiniu! São seis e meia, mas de que dia? Ah, é segunda-feira! Logo vi, pelo que me estava a custar abrir os olhos!
De Inverno é mais difícil acordar, pois a claridade não entra pela janela de modo a permitir localizar-me no tempo. Ligo o rádio e começo logo por ouvir um anúncio, porém sem o entender, pois esta agradável sonolência ainda não me largou.
O quê, já? Seis horas e quarenta e cinco minutos, disse o locutor, sempre solícito e prestável mas também com voz de ensonado.
Levanto-me num repente e começo o ritual do costume, quase como um autómato, dou comigo a engolir uma chávena de café com leite e duas torradas.
Olho o relógio e fico como que hipnotizado. Será possível, já sete e vinte e oito? O autocarro é às sete e trinta e dois. Tenho quatro minutos para mostrar o que valho!
Enfio o casaco e faço uma inspecção rápida aos bolsos, não vá faltar alguma coisa, o que é normalíssimo à segunda-feira. Desço a escada em passo de corrida, saio porta fora e ouço já o autocarro, roncando a subir a calçada.
Pelas minhas contas ainda tenho que andar dois minutos e sempre a subir. Já não o apanho! Paciência, irei de eléctrico. Vou chegar ainda mais atrasado que o costume.
Que hei-de fazer, à segunda-feira é sempre assim!
Deixei de ouvir o roncar do autocarro, não percebo bem porquê!
Faltam-me uns dez metros para atingir o fim da rua íngreme e começo a perceber. Um auxílio providencial! O autocarro, portento de dois andares, está parado pois, devido a uma brincadeira de moços estudantes, um latão (!) do lixo rebolava pela rua abaixo tornando o trânsito perigoso. Sorri ao deparar com a minha tábua de salvação.
Uns 20 anos atrás e isto não seria possível pois o lixo era colocado, normalmente, em caixotes de madeira ( alguns artisticamente pintados ) ou simplesmente embrulhado, o que também era muito do agrado da estudantada porque lhes permitia não só demonstrar os seus dotes futebolísticos como protestar contra quem atentava contra a saúde pública, pondo tais embrulhos no meio da rua. Hoje, porém, isso não é possível, graças a uma “louvável” iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa que em tempos tornou obrigatório o uso dum recipiente metálico, comprado, se não estou em erro, pela “módica” quantia de 70$00. Somos, claro, um país de predestinados e improvisadores pelo que houve logo uns “artistas” que compraram umas chapinhas à dita Câmara (mais baratas, pois então) e as colocaram em latões, latas, bidões (que foram de tinta, de óleo, de banha, etc.) e tornaram as portas dos prédios em verdadeiras exposições de “design”. Outros, nem as chapinhas compraram pois que estas não favoreciam, em nada, nem a algibeira nem o “design”.
Bem, mas hoje estou de acordo com eles, pois descobri mais uma das utilidades de tais latões. Cheguei à paragem ainda antes do autocarro. As mesmas caras do costume, quer na paragem quer dentro do autocarro. Devíamos formar um clube! Está na moda e é fino. Talvez o Clube do Autocarro das 7 e 32, quando não vem atrasado!
Subo ao andar superior, dou uma vista de olhos, tentando descobrir um banco totalmente vago, mas não encontro nenhum. Sento-me então já aqui ao lado da moça que vai descer duas paragens mais adiante e que me olha desconfiada, ela lá saberá porquê! Faço de conta de que não é nada comigo e ela parece ficar mais descansada.
Começo a minha observação, banco por banco.
Lá está, à frente, sempre no mesmo banco, só de uma pessoa (talvez tenha assinatura), a estudante de Química, nariz tipo “Mafalda Sofia”, impante de força e juventude.
No banco corrido, em frente, o guarda republicano que gosta de ver bem por onde passa.
Vários trabalhadores que saiem, normalmente, nas próximas duas ou três paragens. A senhora da qual eu sou o relógio ou vice-versa pois que nos encontramos, com bastante frequência, na nossa corrida para o autocarro.
O indivíduo ainda novo, de bigode, que deve passar mal as noites pois mal entra no autocarro, depois de passar uma breve vista de olhos pelo elenco feminino, passa logo pelas “brasas”.
Um pouco à frente, três indivíduos discutem as agruras da tarde de domingo pois o seu clube favorito é dos que está a passar um mau bocado. Há um, no entanto, que está conformado. Em todo o lado acontece isso!
No banco de trás há quem se lastime: -“ Não está certo! Ele disse que pediu ao Director do Estádio Nacional para nós jogarmos lá, sempre que possível e que lhe fora prometido e então na quinta-feira telefonam-nos a dizer que não era lá o jogo. Era no Boa-Hora! Tivemos que andar a avisar tudo à pressa, pois o jogo era no sábado. Mas sabes quem foi jogar ao Estádio Nacional no sábado? Nem adivinhas! Pois foram as “tipas” do “ABC”. Não está bem. O desporto federado a ser corrido por causa duma paródia!”
Penso que, realmente, só de paródia!
E continuou na sua lamúria, enquanto se levantava e se dirigia para a saída mais o seu colega que lhe ia dando razão, conforme lhe era possível.
Fico também a pensar que não está bem, mas, enfim deixem lá as meninas brincar um bocadinho, para bem do desporto nacional e de alguns “mirones”. E para isso que melhor senão o Estádio Nacional?

(continua)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

As “mezinhas” da minha avó, o estudo “científico” e as directivas comunitárias!

Não sou muito de vir aqui expor a minha opinião sobre isto ou aquilo mas, desta vez, parece-me importante que as pessoas saibam algo que se está a passar.
Pelo simples facto de estarmos na Comunidade Europeia, agora, todos temos de nos sentir muito europeus e acatar tudo o que venha de Bruxelas. À primeira vista até nem parecerá mal mas há coisas que me parece passarem das marcas. Entre muitos outros, há o caso das colheres de pau que toda a vida foram usadas e que, (decerto pelo elevado número de mortes que originavam!), foram abolidas. Prevenção contra males maiores? Talvez.
No entanto, desta vez, vamos ser confrontados, já durante este mês de Julho, com uma directiva comunitária que pretende abolir tudo o que seja considerado ervanária e não só. Por exemplo, poderá não ser permitido, à semelhança do que se passa com a “cannabis”, ópio ou outro alucinogéneo, plantar erva cidreira, lúcia-lima, camomila, etc.. Isto tudo, porque a indústria farmacêutica o impõe. As “mezinhas” caseiras, terão os dias contados! Comprimidos e “drogas” farmacêuticas é que é bom, pois são estudadas “cientificamente”!Vem isto, também, a propósito uma reportagem sobre a condenação das medicinas alternativas, em favor da medicina convencional, cientificamente estudada.
Pois bem, ao ser perguntado a uma senhora, “altamente” conceituada, o que ela tinha a dizer sobre a “Homeopatia”, foi ela muito directa. Disse, então: “ Aqui há tempo, por me sentir doente (seria dor de cabeça, ou outra) dirigi-me a uma farmácia e a farmacêutica tentou “impingir-me” um produto homeopático dizendo ser o indicado. Li as indicações e disse-lhe que não queria um “placebo”, queria uma coisa para me curar. A farmacêutica tentou convencer-me mas, eu disse-lhe que era “química” diplomada e aquele produto era lactose e água”.
Dito isto a senhora, “química “ diplomada, emitiu o seu alto parecer!
Logo de seguida, na mesma reportagem, o sr. dr. George, veio-nos dizer que era uma questão de crença e que esses produtos não estavam provados cientificamente!
Ora bem, o que me parece é que esses produtos, e outros, só passam a estar cientificamente aprovados quando as farmacêuticas tiverem o seu controlo, fabrico e distribuição.
Por experiência própria, dado que cá em casa, uns mais, outros menos, todos tivemos rinite alérgica, posso assegurar que não sou diplomado em Química e nunca me curei por acreditar piamente nos medicamentos que me foram receitando a mim e aos meus durante anos. As minhas filhas foram “cientificamente” carregadas de cortisona e antibióticos, receitadas por científicos médicos. Todos fizemos os testes de alergologia, método científico, e o resultado foi ir-mos ficando cada vez mais intoxicados. A minha filha mais nova só conseguiu a desintoxicação (sim, porque não é só a conhecida droga que intoxica) após digito massagem. Acresce dizer que todos os medicamentos, “anti-histamínicos”, nos traziam a dormir em pé. Mas, cientificamente!
Por fim, depois de vários anos sem resultado, através de um simples tratamento com essa coisa menor, feita de água e qualquer outra coisa, cientificamente não provada e que não dá lucro às farmacêuticas, os sintomas foram desaparecendo até serem hoje praticamente nulos.
Antes que me esqueça, é conveniente dizer que este, simples, tratamento homeopático foi complementado por 3 ou 4 vezes com um outro tratamento que a ciência, perante a evidência e o lucro que gera hoje em dia, já se permitiu aprovar. Falo do tratamento termal. Antigamente coisa dos pobres que se foi tornando coisa de ricos como, aliás, a saúde vai sendo, cada vez mais. Em obediência à comunidade científica e farmacêutica que vai criando bactérias para depois vender o objecto da cura.
Tudo o que esteja ao alcance da bolsa do pobre deverá ser exterminado!
Talvez nos possam explicar, “cientificamente”, porque será que o paciente, ao ser tratado a uma qualquer mazela, terá que ser medicado para que isso não afecte qualquer outro órgão. É que, também “cientificamente”, não está provado que isso não venha a acontecer. E, acontece muitas vezes!
Valha-nos que ainda há médicos que não se deixam levar pelos seus “doutos” conhecimentos e admitem que não sabem tudo, admitindo a Homeopatia, a Acupunctura e muitas outras terapias!

(Para informações, acerca desta directiva comunitária, ver http://www.savenaturalhealth.eu )

(Imagem retirada de www.amena.tcpnsa.com)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Quadras para a noite de São Pedro !

Não quis deixar passar as festas de São Pedro sem lhe dedicar dois grupos de quadras.
Aqui ficam elas, na esperança que também este santo seja paciente connosco e nos ajude a abrir as portas deste nosso caminho, de portas cada vez mais fechadas! E, já agora, não leve a mal a minha brincadeira.



São Pedro, fez-se maroto
e entrou numa brincadeira,
viu em baixo um tecto roto
abriu, lá de cima, a torneira!

Não verá que a brincadeira
cá em baixo causa mágoa?
Limita-se a abrir a torneira
e sem dizer: “Lá vai água”!


Que São Pedro fora detido,
e a notícia me deixou mudo.
É dito, culpado e arguido.
Tem chaves que abrem tudo!

Ao ser presente a tribunal
foi ilibado e solto, o réu,
porque as chaves, afinal,
só abrem as portas do Céu!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

São João, "up to date" !

Não querendo deixar passar esta época, de folguedos, sem prestar o tributo ao meu santo, aqui deixo, tal como me sairam, dois "alhos porros" que suponho terem alguma actualidade. No entanto, foram feitos na esperança de que o santo, tão habituado aos baptismos, nos verta sobre as nossas cabeças, principalmente às "pensadoras", alguma da sua água benta. Se for necessário, até nos pode mergulhar completamente. Estamos no Verão e o povo agradecia!
E "Viva, o São João"!



------------- I --------------

São João dá-me os braços,
dancemos até horas mortas,
ensina-me a dar os “Passos”
sem bater muito no “Portas”.

Preciso muito da tua ajuda
e, como sabes, confio em ti.
Dizem que, agora, tudo muda
pois que a culpa, é só do FMI!

Cá na minha modesta opinião,
que eu a foguetes já não corro,
te peço e imploro, ó São João,
dá-lhes bem com o alho porro!

E se alguém por isso protestar,
ou reagir de qualquer maneira,
castiga-os e manda-os saltar
as chamas da tua fogueira!

Dizes-me que sou agoureiro
vejam bem, quem tal diria,
quem aguentou o “inginheiro”
também aguenta a maioria!

Ainda, para terminar, te digo,
meu grande amigo, São João.
A direita não vai ser um perigo.
A culpa, é sempre da oposição!


------------- II -------------

São João pr’a ver as moças
fez linda fonte, prateada,
as moças não vão à fonte,
que a fonte já foi roubada!

São João foi levantar dinheiro
pr’a fazer festa de “arromba”,
alguém arrombou, primeiro,
o “Multibanco”. À bomba!

São João, de rua em rua,
procurou ele, pelo FMI,
só enxergou a luz da lua
e a tal crise, que anda aí!

Procurou por todo o lado
pois queria festa de truz,
o FMI não foi encontrado,
queixou-se ao Menino Jesus.

Porta-te como um ser humano,
meu bom e devoto São João!
Volta cá, de novo, pr’ó ano,
mas só de arquinho e balão!

E, vem só com a pele do cordeiro.
Ninguém nota, ninguém se zanga,
porque por aqui, já o povo inteiro
anda há muito tempo, de “tanga”!

A crise todos ataca, e é tanta,
mas deixa lá, não faz mal,
também eu enrolo a manta
e só apareço lá pr’ó Natal!

Se for bom o comportamento,
e te portares com juizinho,
pode ser que te dê aumento
e o encontres no sapatinho!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Noites de Junho nas Termas de Monfortinho !

Passado que foi o Santo António e enquanto não chega o São João, deixo aqui um artigo, escrito por Urbano Tavares Rodrigues, inserto no jornal “ Notícias” de Lourenço Marques, de 22/07/1964


NOITES DE JUNHO NAS TERMAS DE MONFORTINHO

A água azul da noite filtra estas estrelas familiares, e tão distantes!, a lua, quase amarela, anuncia mais uma trovoada para amanhã; adolescentes, que soltaram as tranças, pulam a fogueira de São João; e a grafonola manhosa, que às vezes repete incansavelmente uma só palavra perdida, fez voltear dez pares no terreiro de baile improvisado, junto da estação de serviço. A noite cheira a flores, a essas flores brancas, suaves, adocicadas, do Parque da Fonte Santa. Nos fins do mês de Junho, diminui o afluxo de aquistas às Termas de Monfortinho. E, contudo, a avaliar por este ano não deve haver melhor época para banhos e repouso, com tempo sereno e morno, que uma ou outra trovoada breve não deixa aquecer em demasia: os montados fronteiriços, quietamente dramáticos, os trigais de um louro torrado, os visos rochosos e os fundos verdes da mata que conferem às Termas a sua dignidade, recortam-se na mais pura atmosfera que se possa imaginar, rival das terras secas do leste mediterrânico reportadas pela sua claridade imarcescível.
Até a voz da Amália, esta noite, aqui chega. Algures, numa vivenda de persianas já cerradas ou numa das muitas pensões onde a luz continua a palpitar, magicamente essa voz, envolta em febre, nasce, brusca, fonte de tristeza exaltante, corre pela noite tépida, e fere: “Ao menos ouves o vento” “Ao menos ouves o mar!”.
As raparigas dançam, mesmo umas com as outras, à falta de varões, embora daqui não tenham seguido muitos para o Ultramar. O estridor dos “paso-dobles”, vindo do lado de lá da fronteira, cornetim de bilhetes postais de há vinte anos, abafa o lamento que a grande trágica do fado arranca deste poema tão belo do David Mourão-Ferreira.
A iluminação das Termas de Monfortinho, que se vê de muitas léguas em redor, recompõe as casas, as árvores, que ficam poalhadas de ouro, matéria escultórica de um luxo fugadíssimo, embebido de noite, desta mesma noite plena de grilos, de ralos, de gritos de pássaros, da respiração olente da terra, do chiar do saibro sob os passos...Se há obra que nesta região se impõe, por ser não só de utilidade local, mas de evidente interesse nacional, é a ligação por estrada das Termas de Monfortinho com Penha Garcia, que aqui daria acesso aos viajantes do Norte desejosos de conhecerem e fruirem as belezas e os benefícios deste oásis vivente pousado entre montanhas, nos páramos, tão gratos a um olhar de artista, desta Beira Alentejana que culmina nos barrocais de Salvaterra do Extremo. Já, anos atrás, bati nesta tecla, e não me parece demais insistir, até porque, uma vez resolvido (o que não deveria tardar muito) o problema da ligação rodoviária com Cória e da consequente ponte internacional, que há-de aqui construir-se sobre o Erges segundo toda a lógica, os turistas vindos de Espanha, que hoje deploram a falta de uma via directa para o Norte e Nordeste, sem a perda de tempo da deslocação a Castelo Branco, seriam então em número cada vez maior. Além de que as instalações hoteleiras das Termas de Monfortinho, simplesmente consideradas até como ponto de paragem, pedem meças a quantas cidades!
Se a hora é de atenção ao turismo no domínio económico, não há dúvida de que esta terra privilegiada pela natureza, que a dotou, ademais da beleza, com águas que tantos males suavizam e curam (os hepáticos que o digam e os reumáticos, os nefríticos e, entre outros pobres de Cristo ou ricos pobres pelas maleitas, os que padecem de dermatoses e alergoses), estas Termas de excepcional encanto e virtude merecem, de facto, a melhor das atenções, para que depressa se convertam no centro internacional que nos parece ser o seu próximo destino.

domingo, 5 de junho de 2011

O meu "Bem-haja" a Santo António !



Este ano o Santo António chegou, a este blogue, antes da data prevista. Por esse facto aqui fica o meu agradecimento.

BEM-HAJA, SANTO ANTÓNIO

Ó meu rico Santo António,
meu santinho tão milagreiro,
livra-me a mim do Demónio
como livraste do engenheiro!

Meu santinho, eu te acredito
e quero seguir o teu conselho
mas, vou ver-me muito aflito
com os “passinhos de coelho”!

Segui, pois, a tua opinião,
que eu de ti sou um devoto,
foste quem guiou a minha mão
ao pôr na urna o meu voto!

Meu santinho, a verdade,
deixemo-nos cá de tretas,
prega sermões à vontade,
política, não te metas!

Mas, vou pedir e aconselhar.
Meu santinho, não me deixes!
Se pensas aos homens pregar,
mais vale pregar aos peixes!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Salva a Terra" !

Salvaterra, terra de acolhimento dos povos que se viam perseguidos pelos invasores, cujo topónimo nos indica que é uma “terra de pôr a salvo” e que o foi durante séculos, também agora é uma terra que continuando a acolher quem a visita, se transformou numa terra de acolhimento e refúgio da natureza. Aqui encontram sossego as vidas, animal, vegetal e até mineral. E, assim, temos que em Salvaterra, nos dias 9, 10, 11 e 12 deste mês de Junho, promovido pelo CERAS (Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens) se realiza um
"Ecofestival" cujo nome não podia ser mais apropriado, “Salva a Terra”.


Assim Salvaterra, propõe-se não só salvar os povos mas a própria Terra, pois por aqui nidificam e vivem espécies tais como a cegonha-preta (Ciconia nigra), o grifo (Gyps fulvus), o britango (Neophron pernopterus), a águia-real (Aquila chrisaetos) ou a águia de Bonelli (Hieraatus fasciatus) e muitas outras aves de menor porte e animais terrestres, não esquecendo a vegetação e a riqueza geológica.








Do evento, que espero se realize (ao contrário da descida do Erges que ainda estou para saber porque não se realizou), que seja um êxito não só para a organização, como para Salvaterra e, já agora, que seja o pequeno contributo desta terra para justificar o seu lindo nome.


(Para mais informações, é favor pesquisarem o blogue "Salva a Terra", no Facebook)