segunda-feira, 30 de abril de 2012

O "Angola", vai de viagem... virtual! ( 27 ) ... Luanda - São Tomé


Dia 28 :

Após uma viagem sossegada, o navio chegou defronte da baía de Luanda, cerca das 10h 30min e terminou as manobras de acostagem às 11h 53 min.
Cerca das 24.00h estaremos de saída!
Luanda
Avenida marginal e o edifício do Banco de Angola


Luanda
Vista parcial, com a Escola Industrial em primeiro plano
Haverá algumas horas para ir até à cidade, tomar um café na “Versalhes”, olhar a Fortaleza, passear até à Ilha e apreciar o anoitecer na baía.

Luanda
O anoitecer na baía e o  edifício de 21 andares, do Banco Comercial de Angola
 a alguns meses da sua inauguração
As temperaturas, do ar e da água, amolecem os corpos e são propícias à indolência. Há que acalmar o corpo e o espírito, até São Tomé, pois os 7 dias que se seguirão, serão monótonos e enervantes depois de quase 2 meses de viagem.
Antes do Funchal, pelo menos, não haverá idas a terra e só o saber que estamos de regresso a casa, nos traz algum lenitivo.

Às 22h 50min, o “Angola” iniciou a despedida de Luanda  e às 23h 54min rumou a São Tomé, decidido a passar a linha do Equador. 


Dia 29 :

Começamos a afastar-nos da navegação costeira, a sentir os efeitos do golfo da Guiné e o ar e a humidade começam a tornar mais difícil a respiração.



Dia 30 :

Às 00.00h, os relógios de bordo foram atrasados 60 minutos.

Às 13h 30min o navio aproxima-se do fundeadouro onde lança a amarra às 13h 55min.
Os interessados em ir a terra, se tiverem tempo, poderão embrenhar-se nas roças Água Izé ou Água Amoreira, entre outras e deparar com a palmeira de leque, característica desta ilha, com as bananeiras, os cacaueiros e os mamoeiros, etc. ou o Fortim de São Jerónimo.

Despachado o trabalho de carga, o navio levantou ferro às 22h 49min.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O "Angola", vai de viagem... virtual! ( 26 ) ... Lobito - Luanda


Dia 27 :

Eram 05h10min quando o navio ficou defronte da baía do Lobito. Foi quando, lá ao fundo, enquanto divisávamos a entrada da baía, de súbito da água se levantou um cachão e um vulto saindo lá de dentro caiu de seguida no meio de grande agitação das águas. Facto invulgar, mas que nos levou a pensar ser o resultado da luta de um tubarão e uma jamanta (raia gigante).
O navio foi manobrando e quando acostou eram 06h 45min.
Como só vamos sair depois das 20.00h, vou oferecer aos meus adormecidos “passageiros”, além de mais um breve olhar pelo Lobito, uma passeata até Benguela. Talvez valha a pena!
Lobito. Depois do porto, a Colina da Saudade
Saímos do porto e seguindo para a esquerda, avenida acima, passamos pela Colina da Saudade, mais à frente o cinema ao ar livre, “Flamingo” de seu nome, e metemos pela estrada em direcção à Catumbela. 

Lobito. Estrada para a Catumbela.
(retirado de www.angolabelezbelo.com) 
Pelo caminho, vemos, do lado direito, a linha do caminho de ferro, uma extensa plantação de ananás (melhor dizendo, abacaxi) e bananal, e do lado esquerdo, as instalações da “Cassequel”, o Bairro Popular bem no alto dum morro e, numa extensão de vários quilómetros, a plantação de cana de açúcar. Uma plantação a perder de vista e na qual se notam as várias fases, do crescimento até ao corte.

Lobito. Estrada para a Catumbela.
Em baixo, já se vê a plantação de cana e lá no alto, o Bairro Popular.
(retirado de www.nossoskimbos.net)
Depois passamos na Catumbela, junto à estação do caminho de ferro frondosas mangueiras, atravessamos a ponte do rio Catumbela e, por fim, chegamos a Benguela, onde podemos admirar a baía e extasiar com a beleza da “acácia rubra”, em flor.

Benguela. É a acácia rubra e ... palavras, para quê?
(retirado de www.sites.google.com)
Visitamos o moderno Hotel Mombaka e o cinema “Kalunga”, também ao ar livre, como o “Flamingo”. Visto tudo isto, são horas de dar um último olhar pela baía, repleta de barcos de pesca que é farta por estas bandas e de empreender o regresso ao Lobito, comprando algum artesanato, um cachinho de bananas e algum ananás.


Uma vez no navio, os amantes da pesca ou de somente “dar banho à minhoca”, podem tentar a sua sorte porque, basta uma linha com anzol, algum peixito há-de picar. A menos que seja um “baiacu” (estranho nome este, para o que é um peixe balão) que além de cortar a linha com os finos dentes, incha quando sai da água e não serve para comer.
Quem não quiser experimentar, é só aguardar a hora da saída.
 







O navio começa a manobrar às 20h 55min, larga o cais, despede-se da Restinga e às 21h 55min está em mar largo, rumo a Luanda, onde chegará amanhã, cerca das 12.00h.


Lobito. A restinga e a baía.


E como não quero deixar estas terras sem apresentar um exemplar étnico, ele aqui está, devidamente ornamentado!

Mulher "Kaconda"
do grupo étnico "Umbundo"

O "Angola", vai de viagem... virtual! ( 25 ) ... Moçamedes - Lobito


Dia 26:

Moçamedes. O porto, com a praia e a cidade ao fundo.
(retirado de www.prof2000.pt)

Com o pouco tempo disponível para visitar a cidade, o melhor é apanhar um táxi que nos leve do porto até lá.
Pelo caminho e logo à saída do porto vemos, escavadas na rocha arenosa do morro que o ladeia, aquilo que nos parece terem sido as paredes do interior de casas que anteriores colonizadores, muito provavelmente pescadores, terão construido. A construção seria mais barata, relativamente fácil e estava mesmo à borda de água.

Moçamedes. Avenida principal e a pérgola.
(retirado de www.prof2000.pt)
Ao entrarmos na cidade, deparamos com a avenida principal (a marginal) acompanhando parte da praia e ali mesmo nas rochas, lá andavam uns caranguejos que quase não acreditamos sejam mesmo, tais as dimensões. Eram negros e enormes. Coisa aí para cerca de 25 cm de diâmetro!
Voltando à avenida, com o seu ajardinado central, uma pérgola e todo um estilo 1900, era bastante agradável de ver. Tudo muito limpo e luminoso. Tudo muito simples mas era uma típica “terriola” portuguesa, do continente, claro.
Até tem um novo mercado, de arquitectura moderna e desafogada.
Nada desiludido com a  visita, houve que regressar ao navio. 
Para lá do morro, dizia-se ser o deserto, de Moçamedes onde "habita" uma estranha planta, "Welwitschia mirabilis" ou como dizem os naturais, cebola do deserto, planta milenária, apta a suportar as inclemências do deserto e a falta de água até cinco anos.


Deserto de Moçamedes.
A estranha planta "Welwitschia mirabilis"
(retirado de www.hypescience.com) 

Enquanto isto, o navio foi carregando carne e peixe (atum), que estava armazenado nos seus ainda recentes "Armazéns Frigoríficos".
Cerca das 17.00h o navio começou a manobrar e às 17h 21 min rumou ao Lobito, onde chegará amanhã, cerca das 12.00h.
Entretanto, pouco depois de sairmos, cruzámo-nos com o “Prìncipe Perfeito” e repetiu-se o festival de apito. Desta vez, o “Angola” apita mais e mais alegre pois já vai a caminho de casa!


quinta-feira, 26 de abril de 2012

O "Angola", vai de viagem... virtual! ( 24 ) ... Cape Town - Moçamedes

Dia 23 :

Cape Town. Praia, em Sea Point.

Cape Town.
A cidade vista, lá do alto, da Table Mountain!

Cape Town.
A Table Mountain vista de Blaauwberg.

Cape Town.
Clifton e os Twelve Apostles. Camps Bay, lá ao fundo!






























Mais uma vista de olhos pelas montanhas circundantes, revisitar o “OK Bazaar’s”, comprar uns sabonetes “Camay”, e retornar ao navio que a viagem continua.
A saída ocorreu pelas 14h 42min.
Já navegando no Atlântico, mar um pouco agitado, vamos olhando a costa e divisando a Robben Island, ou seja, Ilha das Focas, e adivinhando, mais a norte a Ilha Dassen e Saldanha Bay.

Dia 24:
Às 00.00h, os relógios de bordo foram atrasados 60 minutos.

Durante a noite o nevoeiro caiu e o sono foi feito em sobressalto devido aos constantes apitos do navio, como sinal de presença. E, convenhamos que também não era muito agradável sabermo-nos envoltos pelo denso nevoeiro.
Durante o dia o nevoeiro levantou e acalmou passageiros e tripulação.
Entretanto também no rádio, em onda média, já iamos apanhando, aqui e ali a emissão da Rádio Eclésia de Angola, o que, parecendo que não, sempre nos animava um pouco. A recepção nem sempre era fácil, devido aos campos eléctricos da atmosfera da zona.

Dia 25 :
A temperatura do ar, e da água, vai subindo, embora não muito. Na costa, divisamos Walvis Bay, porto do Sudoeste Africano, cujo nome é devido à afluência de baleias naquela zona e que também é muito frequentada por focas e flamingos. Vamo-nos aproximando da costa angolana e amanhã estaremos em Moçamedes.

Dia 26:
A manhã chegou e começamos a avistar, saindo das águas, um vasto número de triângulos cuja deslocação nas águas nos prendia o olhar. Mais de perto, confirmámos que se tratava, “pura e simplesmente”, de tubarões. O característico “tubarão martelo”, tão abundante nesta zona e que também significa serem estas águas muito abundantes de espécies piscatórias.


Cardume de "tubarão-martelo"
(retirado de http://www.veja.abril.com.br/)
Pouco depois das 09.00h chegámos defronte de Moçamedes, onde acostámos às 10.00h.

A carga não é muita. Carne e umas toneladas de atum, saiem dos armazéns frigoríficos do porto para as câmaras frigoríficas do navio.

Vamos sair, cerca das 17.00h.

Até lá, vamos dar uma vista pela cidade que não é tão feia assim e que é bem uma típica terra portuguesa.

domingo, 22 de abril de 2012

O "Angola", vai de viagem... virtual! ( 23 ) ... Lourenço Marques - Cape Town

Dia 20 :

Depois de pôr a Máquina em Atenção, desde as 05h 58min, o navio começou a manobrar às 08h 05min e saiu rumo à Inhaca, onde largou piloto às 09h 56min. Aqui chegados, é tempo de recordar os dias passados em Lourenço Marques.


Lourenço Marques. Museu Álvaro de Castro.

Lourenço Marques. Museu Álvaro de Castro.
Interior. Três leões em luta com um búfalo.



Assim, compras feitas, houve tempo para dar mais uma vista de olhos pela Costa do Sol, ir à Polana ver o pôr do Sol e visitar o Museu Álvaro de Castro, um museu de história natural que tem espécimes que dariam para encher outro museu, tal a sua quantidade. No hall de entrada, podem ver-se fantásticas cenas da vida animal. Numa das suas salas, repleta de tubarões, temos de pedir licença para passar entre eles. Noutra sala, podemos ver, em frascos, exemplares do período de gestação do elefante o que embora interessante, nos faz pensar quantas mães e fetos foi necessário sacrificar! Em suma, um museu notoriamente com espaço a menos mas extraordinariamente interessante.


Lourenço Marques.
Praça Mac Mahon e Estação dos Caminhos de Ferro.
Logo à saída do Cais Gorjão, na praça Mac Mahon, lançámos um último olhar ao interessante edifício da Estação do Caminho de Ferro. E, tal como em Lisboa onde, no Cais do Sodré, temos a Estação de Caminho de Ferro, paredes meias com o Cais da Ribeira e os frequentados bares do Cais do Sodré, também aqui temos, qual réplica, os bares e o mesmo tipo de frequentadores, na Rua Araújo.

Lourenço Marques.
Igreja de Santo António da Polana




Lourenço Marques.
Panorama da piscina e jardins do Hotel Polana.
















Lourenço Marques. Clube Naval.


Lourenço Marques.
Avenida marginal. Paraíso dos pescadores.













Lourenço Marques. Vista geral da cidade.
Para lá da Baía do Espírito Santo, a Catembe e, ao fundo, a Inhaca.

Nova visita ao “Scala” e ida aos Correios, para enviar novas para a família e seguiu-se o regresso ao navio e ao trabalho, aguardando a hora de saída, sabendo de antemão que, tendo saído de serviço às 04.00h, teria de regressar à Casa da Máquina ainda mais cedo do que o costume. Às 10.00h o navio já estaria em manobras e eu teria de descer. É um “fim de festa” bastante cansativo e, entretanto, eu ia perdendo alguns quilitos. Apesar de ter apoio de familiares, isso além de trabalho acrescido para eles, trazia menos descanso para mim. Perdoava-se o mal que fazia, pelo bem que sabia e esta ia ser, talvez, a última viagem!


Zavala.
Vista panorâmica das maravilhosas lagoas de Zavala, seus marimbeiros e dançarinos.

Dia 21 :
O tempo refrescou, o mar tornou-se mais alteroso e fortes ventos originavam um incomodativo balanço que havia que suportar com alguma paciência e tentar adormecer quando fosse caso disso. O navio, vento de popa, empina-se nas ondas e chegado lá acima, quando esta lhe falta, como que cai num vazio. Porém, tudo irá correr bem! É só mais um, ou dois dias!

Dia 22 :
À medida que nos vamos aproximando do Cabo, o estado do tempo não tem grande alteração e isso vai provocando algum desgaste, uma vez que parece estarmos permanentemente à procura de equilíbrio. O hábito não nos leva a pensar muito nisso, mas é um facto que desgasta.

Com o tempo assim, pouca vontade temos de observar a costa.
Cerca das 22h 30min o navio apresenta-se defronte do porto de Cape Town, onde acaba por acostar às 00h 02min, já do dia seguinte.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

19 de Abril de ... 1951 ! Mais um dia "inesquecível"...


O país está de luto! Ontem, morreu o Presidente da República, Marechal António Óscar de Fragoso Carmona!
Era uma quinta-feira e não houve escola. Ordens superiores, informaram que em sinal de luto todas as escolas encerrariam. Para nós foi uma alegria e o alvoroço foi geral. Eu morava na rua dos Poiais de São Bento e a Escola Primária era mesmo defronte. Toca a voltar para casa!
Até aqui, tudo normal. Atravessei a rua, agora em sentido contrário, subi as escadas até ao 4º andar e o dia continuaria. Porém, queria o Destino que o dia não decorresse tão pacato assim.
Foi o caso de que, depois de terminado o almoço, decidi, com o consentimento da minha mãe, ir visitar uns tios e primo que moravam na Av. 24 de Julho. A distância não era longa, naquele tempo não havia o trânsito dos dias de hoje e embora eu estivesse em Lisboa apenas há cerca de 6 meses, era um trajecto bem conhecido. A permissão foi dada mas tinha hora prevista de retorno, claro, e seria no máximo, lá por volta das 17 horas.
Foi então que o tal Destino quis que eu retornasse ainda um pouco mais cedo e, quando já estava mesmo à porta de casa visse, a sair da Escola, alguns dos meus colegas que teriam acorrido a um apelo da própria Escola e tinham organizado, com e sob a direcção do director e da “contínua”, ali mesmo, uma “excursão” à Assembleia Nacional, onde expostos à população, estavam os restos mortais do Presidente. Depois de devidamente informado do que se preparava, disse que ia só avisar a minha mãe e já vinha ter com eles. Que não podia ser, diziam eles, pois tinham que ir imediatamente. Claro que naquelas juvenis cabeças, imediatamente era já, e não se fala mais nisso. Posto perante tal dilema e como o problema era dar ali um saltinho só até à Assembleia, ver o homem, que até estava morto e voltar a casa de seguida, isso seria coisa rápida.
Como eu me enganava! Subida a rua do Vale, a Jesus, e descidas as Escadinhas da Arrochela, para entrar no imenso mar de gente que se acotovelava defronte da Assembleia, foi o cabo dos trabalhos. Dia bem quente, apesar da chuva miudinha do dia anterior, pouco tempo passou para a “contínua” desmaiar e o grupo ficar tresmalhado. Depois de furar pela multidão, dei comigo, e mais 2 colegas, no ajardinado lateral, defronte da Rua Nova da Piedade, chamado Jardim de S. Bento, onde hoje é o parque de estacionamento da Assembleia da República. Aqui, um pelotão de soldados tentava proteger umas miúdas duma qualquer escola, também elas quase em pânico. Tentámos nós também usar essa protecção. Entretanto o tempo ia passando, fazia-se tarde e eu, mais os meus 2 colegas, resolvemos enfrentar as dificuldades e fura daqui, empurra dali, escapulimo-nos e aí estávamos nós, impantes, no alto da escadaria exterior. Lá dentro, subimos a escadaria em passo de corrida, passámos pelo professor Araújo, o nosso director, entrámos no salão onde estava a urna exposta e era verdade, o homem estava mesmo morto! A guarda de honra mantinha-nos em respeito e tratámos de sair dali, quanto antes. Eram cerca das 8 horas da noite! Fizemos o caminho de regresso e enaltecíamos a nossa brilhante vitória! Ainda lá havia muita gente à espera e nós tínhamos alcançado o objectivo. Seria um dia de glória para contar no futuro e começaria já, quando em casa eu contasse a minha odisseia. E, ia nestes pensamentos, enquanto, ofegante, escada acima, subia ao meu 4º andar. Radiante, bati à porta e do que sucedeu a seguir, nem me quero recordar. Nem tive tempo de abrir a boca! Foi a maior “bolatchada” na cara que a minha mãe, Deus lhe tenha a alma em descanso, meu deu alguma vez. Doeu-me, mas fiquei incrédulo. Então, depois dum feito tão memorável, era aquilo a que eu tinha direito?
Só mais tarde pude perceber a aflição em que a minha mãe se encontrava. Ela já tinha ido a casa dos meus tios (naquele tempo, nem todos tinham telefone e ninguém ainda sonhava com telemóvel), já me tinha procurado por tudo quanto era sítio e do João, nem novas nem mandados. Ainda por cima, sabendo que não era meu costume ser tão descuidado!
E, foi assim que terminou um dia que prometia ser memorável mas que ficou inesquecível pelas piores razões.

Para terminar e após tão atribulada aventura, posso informar que, dois dias depois, agarrado ao gradeamento que delimita a via férrea, quase defronte dos Armazéns Frigoríficos, hoje Museu do Oriente, assisti ao cortejo fúnebre, que da Assembleia Nacional se dirigia para o Mosteiro dos Jerónimos, passando na Av. 24 de Julho mas, agora, acompanhado do meu pai.
O “temporal” do dia 19, já tinha passado!

Nota: (Aproveitando o, talvez, "adormecimento" dos virtuais "passageiros" desta viagem, aqui fico este "post" )

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O "Angola", vai de viagem... virtual! ( 22 ) ... Beira - Lourenço Marques

Dia 15 :

Beira. A ponte do Chiveve, a avenida e a Praça do Município, lá ao fundo.
Depois de aproveitar o dia de ontem para dar mais uma vista de olhos pela cidade, passar a ponte sobre o Chiveve, subir a avenida, passar o Largo Caldas Xavier, sentar e tomar um café na Praça do Município, defronte dos Correios, passar pelo Solar dos Beirões e encontrar amigos, residentes ou de passagem, fez-se o retorno ao navio e ansiar pela saída no dia seguinte. Amanhã, já um mês é passado sobre o nosso dia de saída de Lisboa.


Beira. Largo Caldas Xavier.
 E, é com este estado espírito que o navio larga do cais às 10h 55min e, após desembarcar piloto às 12h 34min, deixa este porto às 12h 43min e toma rumo ao sul, a Lourenço Marques. A corrente do canal, que após a saída de Porto Amélia nos levou quase aos 19 nós, hoje já abrandou e o navio já só atingiu os 17 nós. Apesar de tudo, ainda bem acima dos normais 14 nós.

Como, desta vez, o tempo disponível não foi muito, nem deu para pensar em visitar a Gorongosa que "é já ali", depois dumas boas horas de viagem. Mesmo assim, deixo aqui um "cheirinho" a leão, para benfiquista ver!

Parque da Gorongosa. Cena "leonina"!

Dia 16 :

Navegação normal, agora divisando terra por estibordo, chegamos à Inhaca às 14h 25min, onde embarcamos o piloto que nos leva, pelo canal, rumo ao Cais Gorjão, onde atracamos às 17h 06min.

Lourenço Marques. O Cais Gorjão e a cidade.
A boa notícia, só para alguns, é de que vai haver algum descanso, porque o navio só estará de saída na manhã do dia 20. Até lá, divirtam-se, aproveitem para fazer as compras, pois  os familiares e amigos não se esqueceram de fazer as encomendas. Se não viram tudo durante a estadia anterior, é altura de procurar melhor desta vez. Boa sorte!