domingo, 19 de maio de 2013

"Salva a Terra" 2013 ! Eco festival de música !

De novo se vai realizar, em Salvaterra do Extremo, o Ecofestival "Salva a Terra"!

Uma organização da Quercus – núcleo de Castelo Branco  e do projecto musical Velha Gaiteira, o Eco Festival é um festival bianual que vai na 3º edição e acontecerá de 7 a 10 de Junho de 2013, em Salvaterra do Extremo, aldeia do concelho de Idanha-a-Nova, dentro do Parque Natural do Tejo Internacional

Este Ecofestival, servirá para angariação de fundos para o Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) e será composto por inúmeros concertos, “workshops”, percursos interpretativos, conferências, cinema ao ar livre, banhos no rio e animação diversa. Os participantes poderão acampar junto à aldeia e terão à sua disposição uma cantina onde poderão efectuar as suas refeições.

Bem hajam os organizadores e os participantes!


Para mais informações, consultar:

www.salvaterra.pt


e ver o vídeo em http://vimeo.com/user17836948/salvaterra2013

domingo, 5 de maio de 2013

Dia da Mãe !

Num mundo em que há dias para lembrar tudo, quando devíamos lembrar tudo todos os dias e, como hoje é o “Dia Mundial da Higiene das Mãos”, aqui venho, de “mãos limpas”, deixar alguma coisa para que os que também aqui vierem, não “vão de mãos a abanar”!   





Mês de Maio, mês de Maria,
flores, coração e algo mais,
como o Dia da Mãe! Um dia
que, é Dia de ... todos os Pais!

Se todo o filho, que é amigo,
a sua mãe ele ama e acarinha,
eu, que a não tenho já comigo,
aqui deixo um beijo à minha!



segunda-feira, 29 de abril de 2013

29 de Abril de ... 1991 !






Hoje trago à memória o meu pai,
que a minha memória alimenta,
pensando no tempo, que se esvai,
e só a minha saudade aumenta!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tenente Manuel Dias Catana... um poeta de Salvaterra !


Hoje vou lembrar o Tenente Manuel Dias Catana, do qual já neste blogue, em 23 de Dezembro de 2010, eu coloquei um poema sobre o "Madeiro" em Salvaterra mas, sobre os seus dados pessoais eu, infelizmente, pouco posso dizer. 
Assim, vou transcrever um pouco do que no jornal "Beira Baixa" de 14/02/1970, se escrevia a propósito do seu livro de versos "Poemas de Amor e de Saudade", acabado de editar: 
"Natural da raiana Salvaterra do Extremo, o Tenente Dias Catana é nome conhecido em todo o distrito de Castelo Branco. Conhecido e apreciado. Não precisa de apresentação, além da que já dele fez o ilustre  beirão e académico, dr. Jaime Lopes Dias, no prefácio que escreveu: “sonhador, idealista, possuído de excessiva modéstia, que anda de braço dado com a sinceridade, autodidacta, folclorista, músico, compositor e executante”.

Posto isto e lamentando não poder dizer mais, por de mais não dispôr, mas supondo que seja já falecido, aqui fica, com este seu poema dedicado à terra que o viu nascer, a minha pequena homenagem. 






                                                     Ó  SALVATERRA !

Ó minha terra adorada,
Meu conforto e minha festa,
Quero-te sempre lembrada
Na minha Musa modesta.

Porque foi em ti, que um dia,
    - Minha doce feiticeira! 
Esta luz que me alumia
Eu vi pela vez primeira.

Vejo às vezes, a sonhar,
Os teus vales e os teus montes,
Onde ouço as aves cantar
Ao desafio com as fontes...

Deixo a música dos ninhos
Que escutei horas a fio,
E, tomando outros caminhos
Vou tomar banho ao teu Rio.

Regresso pela Deveza,
Subo à Forca, sem parar,
Donde admiro a Natureza
Embevecido, a sonhar!...

Prostrado pela canseira,
Estendo-me sobre os fenos
Debaixo duma azinheira,
E respiro a pulmões plenos!

Na paz que então me rodeia
Ouço cânticos estranhos
De envolta co’a melopeia
Dos chocalhos dos rebanhos.

Até o cuco indolente
Quer mostrar que tem garganta,
E eu conto, maquinalmente,
As vezes que o cuco canta.

Como é bom, sonhando, ver
Os lugares da mocidade!
Só é pena não poder
Voltar-se, atrás, na idade!

Ó Salvaterra da Beira,
- Meu doce e suave enleio! –
Na minh’hora derradeira,
Dá-me guarida em teu seio!




segunda-feira, 25 de março de 2013

Santa e Feliz Páscoa !


Nesta quadra festiva, de tempos difíceis e conturbados, aos meus amigos, seguidores e visitantes deste blogue, deixo os sinceros votos de Santa e Feliz Páscoa!





As Quaresmas foram jejuadas!
Junta-se o povo em procissão,
as Almas são encomendadas
e já se prepara para a Paixão.

Celebra a morte de Jesus,
joelho no chão, este povo.
Olhando Cristo, na Cruz,
à espera do Homem novo!

E quando a Páscoa chegou,
o povo, que estava rezando,
porque já Cristo ressuscitou,
soltou as Aleluias! Cantando!

Mas se a Páscoa terminou
e Cristo aos céus ascendeu,
depois que por nós se finou,
o Homem novo ... não nasceu!


E, dois milénios passados,  
renovemos nossa fé em Jesus,
pois Ele, por nossos pecados,
pregado, morreu numa cruz!


quinta-feira, 21 de março de 2013

21 de Março !





(Retirado de blogdaisilda.blogspot.com)



No Dia Mundial da Poesia
se dotes de poeta eu tivera
faria um poema neste dia
enaltecendo a Primavera!

À Primavera florida, 
dos campos tão coloridos. 
À Primavera da Vida, 
e à sinfonia dos sentidos!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Salvaterra ... no Romanceiro Português ( 6 )


Para encerrar este ciclo de “posts”, apresentando alguns romances medievais na versão de Salvaterra do Extremo, aqui fica mais um, tal como os anteriores, inserto no ROMANCEIRO PORTUGUÊS DA TRADIÇÃO ORAL MODERNA, vol. II, editado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Por fim, resta-me esperar que tenham sido do agrado de quem os tenha lido! 




Conde Alarcos


    
Vindo a dona Silvana    pelo corredor acima,
  2  
tocando numa viola,    muito bem a retinia.
    
Acordou seu pai na cama    pelo motim que fazia.
  4  
--O que é isso, ó Silvana?    O que é isso, ó minha filha?
    
--De três irmãs que nós éramos,    estão casadas, têm família,
  6  
eu, por ser a mais bonita,    porque razão ficaria?
    
--Já não há gente nas cortes    igual à tua valia.
  8  
--`Inda está o conde d` Elvas.    --Está casado, tem família.
    
--Mande-o chamar, meu pai,    da sua parte e da minha.
    
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
  10  
`Inda agora vim das cortes    já me mandaram chamar!
    
Não sei se será por meu bem    nem se será por meu mal.
    
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
  12  
--Quero que mates a condessa    p`ra casares co` a minha filha.
    
--Como hei de eu matar condessa    se ela a morte não merecia?
  14  
--Mata conde, mata conde,    não procures demasia.
    
Quero que me tragas a cabeça    nesta dourada bacia.--
    
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
  16  
Foi o conde para casa    todo cheio de agonia.
    
Foram-lhe a pôr de jantar    nem um nem outro comia,
  18  
as lágrimas eram tantas    que até os pratos enchia.
    
--Conta conde, conta conde,    conta-me a tua agonia!
  20  
--Se eu te contara, condessa,    de repente morrerias.
    
Manda el-rei que te mate    p`ra casar co` a sua filha.
  22  
Não me mates com navalhas,    nem com espada luzidia,
    
mata-me com uma toalha,    na minha casa as havia.
  24  
Deixa-me dar um passeio    da sala para a cozinha.
    
Adeus, criadas e criados,    a quem eu tanto queria!
  26  
Deixa-me dar um passeio    da sala para o jardim.
    
Adeus cravos, adeus rosas    que tanto chorais por mim!
  28  
Anda cá, filho mais velho,    que te quero ensinar,
    
amanhã tendes mãe nova,    como lhe haveis de chamar.
  30  
De joelhinho em terra,    com o chapeuzinho no ar.
    
Anda cá, filho do meio,    que te quero ensinar,
  32  
amanhã tendes mãe nova,    como lhe haveis de chamar.
    
De joelhinho em terra    com o chapeuzinho no ar.
  34  
Mama filho, mama filho,    este leite de paixão,
    
amanhã por estas horas    está tua mãe no caixão.
  36  
Mama filho, mama filho,    este leite de amargura,
    
amanhã por estas horas    está tua mãe na sepultura.--
    
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
  38  
Já tocam os sinos das Côrtes!    Ai Jesus! Quem morreria?
    
Morreu a dona Silvana    pelas traições que fazia,
  40  
desapartar os bens casados    coisa que Deus não queria.



Nota do editor de Romanceiro Português TOM 2001:

Omitimos as seguintes didascálias: entre -3 e -4; -6 e -7; -8a e -8b.; -11 e -12; -13 e -14 Rei; entre -4 e 5, -7 e -8, -8 e -9 dona Silvana; entre -9 e -10; -12 e -13; -19 e -20 Conde; entre -18 e -19; -21 e -22 Condessa.