quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lembranças de meu Pai !



José Celorico

19 de Fevereiro de ... 1906 !


As Lembranças de meu pai,
resistindo ao esquecimento
enquanto o tempo se esvai, 
povoam-me o pensamento!



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

PORTUGAL ... ao Panteão!!!


“Liberté, Egalité et Fraternité” foi o lema da Revolução Francesa, porém o que também se ouviu durante os dias turbulentos até à Tomada da Bastilha, foram os gritos de “Allez au Pantheon!!!”
Pois bem, em Portugal o “assalto” ao Panteão parece ir dar-se agora. Os lídimos representantes da Nação, não têm mais com que se preocupar, uma vez que a vida (lhes) corre bem e vai daí, trataram de transformar o Panteão Nacional num armazém de “celebridades”. E cada um tem as suas! Já lá diz a canção, mais ou menos isto, a propósito das cerimónias do 10 de Junho de triste memória: - Pátria pequena e com tantos feitos!
Mas deixemo-nos de considerações mais sérias e aproveitemos para, em tempo de Carnaval, deixar algumas achegas para a resolução de tão intrincado problema. Isto, para me antecipar a moções, referendos e outras “brincadeiras” para passar tempo e não resolver nada, tentando justificar o dinheirinho que nos levam.

Então, vamos a isto!

Panteão Nacional  -  Igreja de Sta. Engrácia
( retirado da wikipédia )

Garrett, “Viagens na minha terra”,
figura da lusitana teatralização.
Sem dar origem a muita guerra
lá foi trasladado pr’ó Panteão!

João, da “Cartilha Maternal”
e grande vulto da educação.
A este o povo não fará mal
se for louvá-lo no Panteão!

Arriaga, de Ponta Delgada,
e de republicana convicção.
Viu a república implantada,
com honras foi ao Panteão!

Teófilo, outro de açoriana gente,
republicana doutrina e geração.
Apesar de um fugaz presidente,
também honrado foi no Panteão!

Sidónio! O Rei, dos Pobres!
Alterava ele a Constituição,
apesar de sentimentos nobres.
Solenemente, está no Panteão!

Junqueiro, “Padre Eterno”,
e promotor da revolução.
Foi retirado do inferno
e levado para o Panteão!

Carmona, o “Marechal”,
cumpriu a sua missão.
Não sei se bem, se mal,
e foi posto no Panteão!

Aquilino,“Estrada de Santiago”,
símbolo do sentimento beirão.
Porque havia um lugar vago,
foi ele ocupá-lo, no Panteão!

Delgado, foi, sem segredo,
semente da nova revolução.
Dito, “General sem medo”,
foi colocado no Panteão!

Amália, diva do Fado,
feito nacional canção,
tem o corpo sepultado
no Nacional Panteão!

Passos Manuel, Marcos Portugal,
esperam uma melhor ocasião
pois este país não tem um real
para os levar lá pr’ó panteão!

Sophia, grande poetisa,
deixou poemas e ilusão!
Decerto que bem precisa
ser levada pr’ó Panteão!

José, um Nobel laureado,
a Espanha deu o coração!
Ficará um pouco de lado
mas, lá irá pr’ó Panteão!

Pessoa, até há quem ache,
autor de poema de maldição
que “abençoou” uma praxe.
Irá também pr’ó Panteão?

Eusébio, veio de Moçambique,
mas um português de adopção.
Talvez que Bem (lhe) Fique
ir da “Catedral” pr’ó Panteão!

Salazar, o “sábio do ocidente” (???)
levantou as finanças do chão.
Hoje, é tudo muito diferente.
Ouro? Talvez só no Panteão!

Thomaz, do Decreto 100,
da mercante navegação.
Onde estiver, estará bem!
Não há lugar no Panteão!

Marcelo, foi a Primavera
sem sequer dar floração!
E este povo ainda espera!
Já nem pensa no Panteão!

Maia, capitão de Abril,
tinha uma só ambição.
Apanhado por morte vil
tem direito ao Panteão!

Mário, que diziam ser fixe,
demos-lhe nós a Fundação.
Ele quer que a gente se lixe,
porque quer ir pr’ó Panteão!

Spínola, 28 de Setembro
e uma contra-revolução!
Um monóculo, eu lembro,
nunca entrou no Panteão!

Gomes, vulgo “O rolha”,
conseguiu pôr contenção,
não quis o povo à trolha
mas não rolha no Panteão!

Vasco, dito “O louco” ,
tinha ele grande ambição.
Fez muito ou fez pouco?
Não chega pr’ó Panteão!

Sá Carneiro, Camarate
da queda dum tal avião.
Ainda se discute o abate!
Poderá ir pr’ó Panteão?

Freitas, um vira-casaca,
senhor de douta opinião.
A qualquer porto atraca!
Merecerá ele o Panteão?

Cunhal, um herói do PC,
vulto maior da oposição.
Dito, por quem nele crê,
não quis ir pr’ó Panteão!

Aníbal, “algarvéu” duma cana,
o presidente “Senhor indecisão”.
Ele, o homem, nunca se engana!
Faz de Boliqueime um Panteão!

Pedro, “o roedor coelho”,
que vai roendo a Nação.
Aceite um bom conselho.
Deixe de roer o Panteão!

Paulo, amigo dos feirantes,
o da “irrevogável” decisão.
Deixe lá tudo como dantes
não vá revogar o Panteâo!

Em todo o assunto ele poisa.
O (in) Seguro, da oposição!
Se não diz coisa com coisa,
não pode entrar no Panteão!

Ronaldo, longe vá o agouro,
quando levar em cada mão
uma redonda bola de ouro,
pode repousar no  Panteão!

Como, em pátria de futebóis,
todos somos uns campeões,
vamos erguer, para os heróis,
mais ,,,dois ou três panteões!

Porém, quando eu morrer,
agora ainda estou na razão,
como um humano quero ser.
Não quero ir pr’ó  Panteâo!!!!

E com direitos tão iguais,
sem referendo, ou moção,
também os homossexuais
poderão ir pr’ó Panteão!

Pensam que mais não tinha,
de “heróis” para enumerar?
Aqui vos fica uma adivinha.
Vamos lá, todos, adivinhar!

De grego nome,“inginheiro”,
transmontano mas aldrabão,
falso filósofo, pantomineiro!
Só ao Domingo, no Panteão!

Tenham um muito bom "Carnaval"!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Eu e ... os "Concursos" ou, as "Minhas habilidades" ! ( 3 )

Em 1996, tomei conhecimento dos Concursos de Quadras Populares para as Festas de Almada, no São João, ao qual, salvo raras excepções, tenho concorrido todos os anos e onde já obtive 2 “Menções Honrosas”. Nada mau!












Entretanto “descobri” esta coisa da Internet, blogues e blogagens e aqui me tenho espraiado, aprendido, divertido, versejado e feito amigos que se dispõem a ler o que escrevo e melhor que isso, bastas vezes me dizem gostar do que leêm. 












É ouro sobre azul e, se mais não fosse, isso me dá força para continuar. O que a seguir vier, bom será!

Resumindo, nunca fui visto nem sentido como um especial dotado, fosse para o que fosse. No que toca à parte oficinal, serralheiro, comecei por ser considerado quase uma nulidade. Dotes de desenhador, também sem muito jeito, até aos 10 anos nem sabia o que isso era, só comecei a ter algum gosto quando da frequência do ciclo preparatório e quanto a versejar, muito embora pelos meus 18 anos, porque estudava Literatura Portuguesa na Secção Preparatória aos Institutos, tenha tomado algum gosto por isso, e ao longo dos tempos tenha feito algumas experiências, só a partir de 2009 no blogue Aldeia da Minha Vida, eu comecei a levar a coisa mais a sério.
E cá estou a tentar manter a chama acesa que espero não se apague tão depressa! E quanto a "habilidades" é tudo, por agora! Será que mais alguma coisa virá? Só Deus sabe!

A todos e a cada um, o meu bem haja!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Eu e... os Concursos, ou as "Minhas habilidades" ! ( 2 )

Passaram largos anos e terminada a minha vida académica, o acaso trouxe ao meu conhecimento o “mundo dos logotipos”. Estávamos no ano de 1972 e apareceu no Estaleiro o anúncio da abertura dum concurso, entre os funcionários da empresa, para a elaboração dum logotipo para a recém formada “Gaslimpo”, assinalando o seu 5º aniversário. Achei que podia entrar no “jogo” e meti mãos à obra. Saí-me bem. Primeiro prémio e uma Menção Honrosa!

Quase de seguida abriram um concurso para o logotipo da “Setenave” e, embalado com o sucesso, concorri. O sucesso foi total. 1º, 2º e 3º prémio! Foi o pódio completo!

Convenci-me que tinha algum jeito para estas coisas e concorri a mais alguns, uma vez que à época, 1973, havia bastantes empresas à procura de um logotipo que as identificasse. Foram os casos do “Amoníaco Português” e “Petrosul”.


Também nesse ano, no âmbito do III Congresso Nacional de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais que se realizaria em Maio de 1974, o Gabinete de Higiene e Segurança no Trabalho abriu o I Concurso Nacional de Cartazes de Prevenção. Lá fui eu e um pouco inesperadamente, pelo menos para mim, atribuíram-me o 1º prémio. Recebi o prémio monetário e um troféu. O cartaz nunca foi impresso pois o 25 de Abril aconteceu e o cartaz ficou ... na gaveta! Penso que também o Congresso, por motivos óbvios, não se realizou.



Só mais tarde, em 1976, para a RDP e em 1986 para a “Pestox”, tentei a sorte. Destes apenas me ficou a experiência e a satisfação do dever cumprido.





No entanto, em 1980, dentro do grupo Lisnave foi aberto concurso para o logotipo do estaleiro da “Cabnave”que se estava a construir em S. Vicente, Cabo Verde. Fui contemplado com o 2º prémio e, como previsto, foi esse logotipo adaptado à empresa “Cabmar”.
  
A partir daqui, talvez já de créditos firmados, passei a ser convidado a elaborar os logotipos de várias empresas associadas, tais como: "ACIT"; "Evenco"; "Cisalis"; “Navelink/DeWall”; “Estalnave”  Estaleiros Navais do Lobito”; “Guinave” Estaleiros Navais da Guiné – Bissau; “Enave” Estaleiros Navais de Luanda; “Navalis” Projectos Industriais, Lda. ; “Lisnave Internacional”; “WISL/NAVE” Western India Shipyard, Mormugão.
















Em 1988/89, fazendo parte da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Francisco de Arruda, coube-me, como não podia deixar de ser, elaborar um novo logotipo.


E outros logotipos houve que não estão aqui representados. Alguns por já não ter os originais, nem cópia, e outros porque por variadas razões ficaram na gaveta!
Mas foi assim que, nesta área de “habilidades”, terminou  a aventura. Outras áreas me esperavam!

(continua)


domingo, 26 de janeiro de 2014

Eu e ... os Concursos ou, as "Minhas habilidades" ! (1)

Muito por acaso, mas talvez por alguma predisposição natural para testar as minhas capacidades, como já em tempos expliquei, embora tímido, cedo comecei a entrar em Concursos.
Teria os meus 10 ou 11 anos e entrei num concurso da “Joaninha”, suplemento infantil da revista “Modas e Bordados”. Claro que não foi nenhum trabalho de “crochet”, ou “ponto de cruz”, era apenas colar e pintar, uma espécie de “puzzle” de rectângulos de papel, onde o resultado final era o mapa de Portugal! Fui contemplado com um livrito, que não recordo o nome e que ofereci a uma minha prima, mais nova que eu.


Cinzeiro martelado
Só uns anos mais tarde, aos 16 anos, estando nas oficinas da AGPL, resolvi fazer um trabalho (um artístico cinzeiro forjado, em chapa martelada) não propriamente para ganhar fosse o que fosse mas para participar nos Jogos Culturais do Pessoal da A.G.P.L., uma vez que eles até davam uma medalha comemorativa e tudo.

Foi ainda neste tempo que eu me armei em miniaturista. Foi mais um devaneio! 

Aqui estão, uns martelinhos!!!
Até aqui, nada de especial. Coisas banais e absolutamente normais.
Porém, com a entrada para o Estaleiro da CUF e a  participação no Concurso Provincial de Trabalho da Mocidade Portuguesa, tudo começou a mudar. Agora já não era um mero capricho pessoal. Tratava-se de ir representar uma empresa conceituada!
Sem saber muito bem como me iria sair deste problema, lá me fui treinando e mentalizando e dizendo que não havia de ser nada. Perder ou ganhar tudo é desporto e eu só queria jogar!
Ouvidos os conselhos de quem sabia e munido duma caixa de ferramenta que pesava cerca de 20 kg, lá me dirigi às oficinas do Instituto Superior Técnico, onde decorreria o Concurso. Escusado será dizer que os meus 3 colegas de empresa me apoiavam, tal como eu a eles. Pouco mais podíamos fazer!

Durante uma semana, decorreu o Concurso e prognóstico quanto ao resultado, nem no final deste. Somente a sensação de dever cumprido! Apenas uma semana depois chegou a notícia de que eu tinha ganho o mesmo. Ainda hoje acredito que apenas ganhei porque um operário da Fábrica Nacional de Material de Guerra, rapaz já com 21 anos, sobreavaliou as suas capacidades e resolveu passar uma tarde no cinema Império. Como sempre, o mal de uns será o bem de outros! Agora havia que assentar os pés no chão e rumar à fase seguinte, o Concurso Nacional.
Este foi bem mais fácil. Não só a concorrência era de nível inferior como a experiência anterior já ajudava. Tudo fácil e de novo venci o Concurso!
Ironia das ironias! Eu que apenas 3 anos antes, tinha sido, de acordo com as notas que me foram atribuídas na disciplina de Oficinas de Serralharia, na Escola Industrial Machado de Castro, dado praticamente como sendo uma total nulidade para o ofício. Quanto a mim a explicação para tal facto era bem outra, mas ficará para outro dia. Quem sabe!

Pena que, por motivos escolares e não só, mas isso também seria assunto para outra conversa, fiquei impedido de representar a empresa e o país no Concurso Internacional que se realizou em Bruxelas, onde se realizava, ao tempo, a Exposição Universal. Outro o fez e com todo o mérito!


Medalha do Concurso Nacional
Não se ficou por aqui a minha ligação aos concursos da Mocidade Portuguesa. Foi o caso que, 2 anos passados, já como desenhador, fui indicado para concorrer na classe de Desenho Industrial. Depois dalguns percalços, tudo correu dentro da normalidade e acabei por obter o 2º lugar. Nada mau! E aqui terminou a minha aventura de concursos em termos profissionais.

Medalha de "Valor no Trabalho", que encerrou este ciclo da MP
Outros desafios e “habilidades”, viriam no futuro. 

(continua)






quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Eu ... as "Velhas Oportunidades" e a CUF !

Depois de uma passagem pelas oficinas de serralharia, da Sociedade Argibay de Reparações Navais (9 meses)  e da 10ª repartição da AGPL (16 meses), coube-me ingressar, como aprendiz de serralheiro mecânico, no Estaleiro Naval da CUF. Eram tempos de aprendizagem em que quem quisesse singrar teria de trabalhar durante o dia e estudar à noite. Eram o que se podiam chamar, as “Velhas Oportunidades”. Quando hoje ouço falar nas dificuldades que se põem a quem quer estudar, lembro os milhares que frequentavam os cursos nocturnos, comercial e industrial, e enchiam as escolas. Pessoalmente, não me posso queixar muito, e tal como eu algumas centenas de aprendizes do Estaleiro pois nos eram dadas condições que não se encontravam noutras empresas. No Estaleiro, os aprendizes, diariamente, tinham 2 horas para estudo que, nalguns casos, até podia ser acompanhado. Tinham horas para ginástica e, ou, para natação. Acrescido a tudo isso, tinham os livros de que necessitavam e que devolviam no fim de cada ano, além de prémio monetário por aproveitamento. A estas condições de trabalho, havia durante cerca de um ano, toda um fase de aprendizagem da profissão. O resultado disto era de que não só se preparavam profissionais que iam aumentar a qualidade da produção do Estaleiro, como a do mercado de trabalho, uma vez que muitos dos que passavam por esta aprendizagem, saiam para outras empresas, onde teriam entrada directa dado o seu “currículo”. 
A simples marca “CUF”, era sinónimo de qualidade garantida. 

Alguns, muitos, continuavam na empresa e chegariam a lugares de gestão intermédia e até superior.
Durante o período de aprendizagem, na oficina de Mecânica, havia que começar por aprender a limar e, dum pedaço de vergalhão em aço macio (vulgo, ferro), fazer um cubo nas dimensões pretendidas.

Cubo (1º trabalho) e trabalho de ajustamento (último trabalho) (ver Nota *)
Seguia-se, então, o fabrico de esquadros, compassos, escantilhões, serrote e graminho, que fariam parte da caixa de ferramenta do futuro profissional!

Cerca de 1 ano de aprendizagem!
Esquadros, compassos, escantilhões, punção de bico, riscadores,
chave de porcas de castelo, suta e peças soltas (no canto superior direito)(ver Nota **)



Serrote ( desmontado )

Serrote, completo com folha e ... pronto a funcionar!
Durante este período de aprendizagem, um monitor, periodicamente, ia fazendo a apreciação dos aprendizes quanto a comportamento e qualidade de trabalho e foi desta maneira que eu e mais 3 colegas fomos indicados para representar a empresa no Concurso Nacional de Trabalho, organizado pela Mocidade Portuguesa.
Mais uma vez a Mocidade Portuguesa no meu caminho!

Disso falarei mais tarde!

Nota * : Estas peças, posteriormente, para conservação, foram cromadas!
Nota **: O aspecto, talvez pouco recomendável, destas ferramentas, deve-se à camada oleosa de protecção (seca dado o passar dos anos). No entanto, garantia do produtor, depois de convenientemente limpas, apresentam um aspecto que diria, como na numismática, "flor de cunho"!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

As minhas J(o)aneiras !

Não querendo quebrar uma tradição, aqui estou com as Minhas J(o)aneiras! Se vos agradarem, acompanhem-nas com música a condizer! Bem hajam!

(retirado de www.livrosnareia.blogspot.pt)

Boas festas, boas festas,
grita o povo em unidade. 
Mas que festas serão estas,
se é tanta a austeridade?

Boas festas, boas festas,
Olhai um recanto tão belo!
É um estaleiro, boas festas,
ali em Viana do Castelo!

Boas festas, boas festas,
Venham todos, venham ver!
É o “Atlântida”, boas festas,
aqui no Alfeite, a apodrecer!

Boas festas, boas festas,
onde a corrupção é hino
e o povinho, boas festas,
dá boas festas ao Isaltino!

Boas festas, boas festas,
se na Suiça tem o “fruto”
e também, boas festas,
na "grelha", fuma charuto!

Boas festas, boas festas,
esta festa está bem viva
e o Orçamento, boas festas,
nem fica de preventiva!

Boas festas, boas festas,
bolo rei p’ra toda a gente
e também, boas festas
e a fava, p’ró Presidente!

E é este povo abençoado
e de mente tão impoluta,
que anda a ser governado (?)
por filhos da ... má conduta!

Boas festas, boas festas,
que eu não quero enfadar,
vou dar já as Boas Festas,
mas mais teria p'ra cantar!