segunda-feira, 9 de junho de 2014

10 de Junho ! Dia de Portugal ! Dia de Camões ! Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas !

Um simples mas significativo dia, com tantas designações, parece estar destinado a ser um dia em que a classe política se auto elogia ou elogia alguém que lhe é afecto, pois raros são os casos de inteiro merecimento. Por outro lado a população, em geral, vai atendendo mais ao estado do tempo, propício para uma ida à praia do que para ouvir discursos de circunstância. Vem à baila um tal Camões, meia dúzia de encómios à diáspora e os problemas do "Zé" vão ficando na mesma, ou pior um pouco. Posto isto, parece ao comum dos mortais que o melhor será aproveitar um banho de mar, que o calor já o permite e para o ano, se cá estivermos, há mais 10 de Junho!


(retirado de bibliotecacantinhodoconhecimento.blogspot.pt)


Dantes não havia confusões
este dia era feriado nacional.
Primeiro foi Dia de Camões
e mais tarde Dia de Portugal!

Mudando, o tempo se passa!
Portugal e também Camões
passou ainda a dia da Raça,
e vinham as condecorações!

Aí se lembravam os mortos
por esta nossa Pátria querida,
os quais por caminhos tortos
neles perdiam a jovem vida!

Hoje, tempos das liberdades,
braço no ar, fecha-se o punho,
passa a Dia das Comunidades
o, bem simples, 10 de Junho!

É bem estranha esta maneira
de uns relembrarem o passado
e curvarem perante a bandeira 
o que, para outros, é só feriado!

Tal como o orgulho do passado,
o forte amor pátrio já desmaia
e assim se comemora o feriado 
com um belo mergulho na praia!


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um "santo" António, diferente! Adiantado ou ... fora de tempo?


Passadas as eleições, ditas europeias, parece ter aparecido um novo “santo”. Pelos vistos, procura ofuscar a aura do seu homónimo pois escolheu a quadra festiva deste último para se fazer afirmar.
Pois bem, cada um é como cada qual e ninguém tem nada com isso. Eu só não percebo (isto é presunção minha, pois eu não percebo tanta coisa), como é que este “santo” o primeiro na “irrevogável” decisão que parece todo o mundo ter esquecido (irrevogavelmente demitiu-se de manhã e à tarde já era outra vez Ministro, sempre com pompa e circunstância) resolveu com toda a sua legitimidade provocar um “revolução”. Parafraseando algo do passado, “tudo pelo partido, nada contra o partido”!

Sem pretender mudar o mundo e aproveitando a prerrogativa que me dá o Santo verdadeiro, aqui está um pouco do que eu penso. Mal ou bem, outros o dirão!




O povo, que vota, diz que gosta
do vinho tinto, verde ou maduro,
e dum tal “santo” António, o Costa,
mas, deste, não está bem Seguro!



Santo António não gosta
dos namoricos no escuro,
porque anda aí um Costa
e já ninguém está Seguro!

Santo António quer claridade,
foliões, alegria e luz a rodos
e porque quer Tranquilidade,
fez um Seguro, contra todos!

Santo António, da cidade
dos bailaricos e petiscos
que resiste à tempestade
com Seguro, multi riscos!

Santo António dos andores,
cidade em sombras envolta.
Cidade de tantos caçadores!
Mas, o Coelho? Anda à solta!

E se este Coelho tudo rói,
o que muito me desgosta
é não saber e isso me dói,
o que é que quer, o Costa!

Quero terminar. Sem beleza!
Qual vai ser o nosso futuro?
Eu, já tenho a minha certeza. 
De velho, não cai o Seguro!


segunda-feira, 2 de junho de 2014

A vida em Salvaterra ( 2 ) ! Os expostos, no século XIX (1820 - 1920) !

Após a comemoração, em Portugal, do Dia Mundial da Criança, resolvi colocar este “post”, preparado há algum tempo.
Mau grado tudo o que se diz sobre a protecção da Criança, a verdade é que, quanto a mim, bem pouco se tem feito. Se não, vejamos:
Vem, já dos tempos da Idade Média, o procedimento tendente a acabar (minimizar) com o abandono de crianças. Para isso foram criadas as Rodas que as recebiam e cuidavam durante a infância (em Portugal, seria até aos 7 anos). No entanto muito poucas eram as crianças que resistiam, devido a doenças e à fraca alimentação.
Em Portugal tal procedimento, sob a égide das Misericórdias, financiadas pelas Câmaras municipais, começou cerca do ano 1500. Pina Manique reconheceu oficialmente a instituição da Roda, através de circular de 24 de Maio de 1783, com o objectivo de pôr fim ao infanticídio e ao comércio ilegal de crianças na raia. Diz-se que os espanhóis vinham a Portugal comprá-las, o que é um pouco estranho pois em Salvaterra do Extremo consta que até de Espanha vinham depositar as suas crianças na Roda.
Em meados do século XIX, a Roda caiu em desuso e perdeu importância. No Brasil, só em 1949 (!) tal prática foi abandonada!
Porém, hoje, o “grande avanço da civilização” é a criação de algo a que talvez chamem clínicas e onde já se deposita (sim, que agora ninguém abandona nada) o produto duma qualquer leviana relação. Com todo o conforto, diga-se de passagem, mas sem Pai nem Mãe! O Aldous Huxley não se deve ter lembrado de nada igual. E os países, onde isto se pratica, já não são tão poucos assim. São tudo países altamente “desenvolvidos”, da chamada "linha da frente"!


A "Roda" ... dos tempos modernos! "Babyklappe"

Esperando não ferir muitas susceptibilidades, julgo que este tão “legal” procedimento, não andará muito longe do que se possa chamar uma IVG, pós parto!!!

Criança, sofre!


E aqui está a janelinha que se diz ter sido onde estava
instalada a Roda dos Expostos, em Salvaterra do Extremo

Os expostos, no século XIX (1820-1920)

O termo “exposto” aparece no séc. XVI sendo a “Roda”, oficializada, uma criação do séc. XVIII.
Os expostos, filhos de mães solteiras ou fruto dalguma relação extra conjugal de mulher casada, eram crianças abandonadas, normalmente recém nascidas, deixadas em encruzilhadas, portas de moinhos, capelas, igrejas, soleira da porta de um casal sem filhos, da porta dalgum lavrador abastado ou remediado ou até do próprio pai, e que, mais tarde (séc. XVIII), começaram a ser deixadas na Roda. Em regra podiam ser expostas na própria freguesia mas nem sempre isso acontecia, como a prudência recomendava, havendo até o caso de pessoas que vinham da vizinha Espanha. Normalmente, o exposto, era deixado com roupas e um bilhete indicando o nome e se já se encontrava baptizado. As roupas, se as levava, seriam, 4 casacos, 4 camisas, 4 cueiros, 4 carapuças, 4 corpetes, 6 baetas e o lenço onde iam embrulhadas. A Roda entregava-os a uma ama que para isso recebia uma subvenção. Coisa pouca, como sempre e mal dava para a alimentação e cuidados. Assim, os expostos raramente ultrapassavam o ano de vida e muito poucos os 5 anos e, mesmo esses, eram muito débeis de saúde.
No Concelho de Idanha-a-Nova, na década de 1820 a 1829, são referenciados 14 expostos e na de 1880 a 1889 há 405 (em Salvaterra do Extremo, os expostos representam 1,3% do total da população)! No ano de 1921, último ano referenciado, há apenas 2. A partir daqui deixou de haver Livro dos Expostos mas continuou o abandono das crianças! No séc. XIX, os filhos eram enjeitados por vários motivos, tais como uniões clandestinas, a suma pobreza dos pais ou pela perversidade destes.
A razão dos expostos deve-se principalmente a que a miséria e a falta de trabalho, fora dos meses da ceifa e debulha era grande e “as pessoas tinham de sujeitar-se”! Assim, as mulheres e moças do povo, não estavam livres das vontades dos senhores das terras, filhos segundos, feitores, lavradores abastados ou padres. Eram, pois, estes os pais dos filhos da miséria. Alguns assumiam, como padrinhos, e não eram só os padres como diz a quadra maliciosa:
Não há fruta como o medronho,
nem lenha como a de azinho,
nem filhos como os do padre,
que chamam ao pai, padrinho.

Sabe-se, por exemplo, que na segunda metade do séc. XIX, em Monsanto, o padrinho mais conhecido era o feitor da casa do Visconde da Graciosa. Em Idanha-a-Velha era o maior proprietário, António Pádua Marrocos e na Zebreira, era o Regedor!

Não deve haver muitas dúvidas quando, hoje em dia, algumas humildes pessoas do povo ostentam nomes declaradamente de nobre e abastada família! São, decerto, o fruto dessa sujeição!

Bibliografia:

António Maria Romeiro Carvalho, in Medicina na Beira Interior da Pré-História até ao Séc. XX, Cadernos de Cultura, vol. 8, Out.1994

domingo, 1 de junho de 2014

Dia Mundial da Criança !

Em Portugal, o Dia Mundial da Criança, é comemorado neste dia 1 de Junho!
Infelizmente, mau grado todos estes Dias Mundiais, a Criança vai sofrendo maus tratos, de toda a ordem.
Seria conveniente que todos nós nos lembrássemos, todos os dias, da criança que fomos e dos sonhos que tivemos, de modo a proporcionar às crianças, de hoje, o concretizar desses nossos sonhos e a realização dos seus próprios.
Que estas minhas palavras, dalgum modo contribuam para isso, já faz parte do meu sonho!

Na "Estrada do Sonho", rumo ao Futuro!
Mala cheia de sonhos e o fiel companheiro de viagem, é tudo quanto precisa!
( retirado de www.tudointeressante.com.br )


Toda a criança um sonho tem.
De ser alguém quando crescer!
Mas, a grande verdade, porém,
é que será criança até morrer!

Que o Dia Mundial da Criança
no nosso mundo, tão tristonho,
seja mais um dia de Esperança
no concretizar dum belo sonho!

Sonho feito de muito querer!
O Mundo, só pula e avança,
quando o Mundo, até morrer,
nunca deixar de ser Criança!


quinta-feira, 22 de maio de 2014

A vida em Salvaterra ( 1 ) - No séc. XVIII


Baseando-me em trabalhos apresentados nos "Cadernos de Cultura"- "Medicina na Beira Interior, da Pré-História ao séc. XX", da Universidade da Beira Interior, hoje vou começar uma série de "posts" relacionados com a vida em Salvaterra do Extremo, nos séc. XVIII e XIX.
Embora esses estudos sejam efectuados tendo em atenção o universo do concelho de Idanha-a-Nova, ou até do distrito de Castelo Branco, permito-me fazer alguma extrapolação para o caso específico de Salvaterra do Extremo, baseando-me na minha própria observação ou conhecimento através de informação, escrita ou oral. Espero, assim, não andar muito longe da realidade. Oxalá o consiga!

Campos de Salvaterra e os longes que a vista alcança.
À direita, o Erges serpenteia e a Espanha é já ali!

A vida em Salvaterra do Extremo, no século XVIII

A esperança de vida, à nascença, era inferior a 27 anos para os homens e a 28 para as mulheres. A taxa de mortalidade era elevada, sobretudo nos primeiros anos de vida, tendo em vista que cerca de metade das crianças morria antes de atingir os 10 anos e meio. A morte era, portanto, um fenómeno natural e com o qual era preciso viver. Mas, como se isso já não bastasse, ainda havia períodos em que a mortalidade atingia números inusitados devido a epidemias. A fome, a agrura do clima e a escassez de água em muito contribuíam para isso. São vários os relatos que nos chegam acerca da raia da Beira, das suas qualidades naturais, dignas de realce no que respeitava às defesas do território e de clima agreste. No que a Salvaterra do Extremo diz respeito, já as Memórias Paroquiais, de 1758, diziam “ e nelle se experimentarão no tempo de Verão grandes calores por ser esteril de agoas”. Lá diz o povo “seis meses de Inverno após seis meses de inferno…”.
Os campos eram pobres, divididos em grandes propriedades, e vivia-se da cultura e da criação de gado, bovino, ovino e caprino. As árvores eram escassas, as margens dos rios, abertas, não tinham protecção e a água evaporava-se mais depressa, secando os leitos e trazendo a doença a pessoas e animais.
A terra era uma “terra de pão”, normalmente centeio e também de aveia, em épocas de escassez do primeiro. A produção de cereais era a principal fonte de economia da região o que, como é natural, também era a sua maior fraqueza quando a produção era afectada por inconstância climática, moléstia ou ainda por situações de guerra de que esta região era fértil e que lhe traziam além da desorganização da vida agrícola, provocando a escassez de alimentos, também doenças como o tifo e a desinteria (doenças de exércitos em campanha). Há notícia de que em 1704 e 1762, houve crises de subsistência, epidemias de tifo, fugas e destruições. Na Zebreira, povoação vizinha de Salvaterra do Extremo, em Maio de 1704, a população abandonou a vila não ficando ninguém para enterrar os mortos. Disso nos dá conta o padre que fez o registo do óbito, dizendo que um homem foi sepultado num chão de Domingos Vaz Ripado, junto ao Castelo, por não haver naquela vila quem o sepultasse, por terem fugido todos os moradores quando o inimigo ali deu entrada.
Conquanto as situações de guerra se pudessem considerar excepcionais, por passageiras, as doenças eram presença continuada na vida das populações. Assim, no quadro patológico desta região raiana podem incluir-se, o tifo, febres tifóides, a desinteria e outras doenças do aparelho digestivo, o paludismo (que permaneceu endémico até ao séc. XX e que era conhecido e temido, pelos nomes de "sezões" ou "maleitas"), doenças do aparelho respiratório (catarros e gripes) e o, decerto endémico, carbúnculo, dado esta ser uma região de gado.

Estas doenças tiveram, garantidamente, grande influência na mortalidade, quer natural quer epidémica, as quais se iam verificando ciclicamente. Na mortalidade natural ocorriam picos cada 4 a 5 anos e na epidémica a média era de 7 anos.

Bibliografia:
Maria João Guardado Moreira, in Medicina na Beira Interior da Pré-História até ao Séc. XX, Cadernos de Cultura, vol. 7, Nov.1993

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Era uma vez ... no Algueirão !


Muitos dos que hoje deliram com os brinquedos electrónicos, não sonham sequer com o que fazia sonhar a miudagem de antigamente. Mais propriamente, vou falar da década de 40 do século passado.
Eu morava no Algueirão, que também não sonhava ser a urbe dos nossos dias. As nossas brincadeiras eram fruto da imaginação de cada um e do aproveitamento do que outros, já anteriormente tinham pensado e posto em prática.
Assim, além dos jogos da bola, das corridas de arcos com a gacheta em arame (guiador), dos jogos de berlinde (com os “abafadores”, o “contra mundo” e o “papa”), o “par ou ímpar” com os bonecos da bola,
a “revirada” (suponho que era assim que se dizia) também com os bonecos da bola ou as estampas das caixas de fósforos,






os jogos de pião (com os piões e “monas”) e o jogo da malha, ou chinquilho, este praticado já por mais crescidos ou adultos, ainda se saltava ao eixo e jogava à apanhada. Porém da imaginação e criatividade ainda saiam os “papagaios” de papel (a que nós chamávamos de “estrelas”)
e no Carnaval, as “bisnagas” eram improvisadas com dois pedaços de cana, em que um, de menor diâmetro, servia de êmbolo dentro do outro.
Mas havia sempre mais qualquer coisa para descobrir. Coisas mais sossegadas, tais como jogos de mesa, cartas, dominós (o normal e o de figuras) e vários jogos da “Majora”.
Ainda não havia “Lego” mas havia peças coloridas, em madeira, com as quais se faziam algumas construções. Nunca tive nada disto e recordo-me que delirava só de olhar para os restos duma velha tampa de caixa da “Meccano”, o supra sumo das construções daquela altura, tal como os comboios “Marklin”. Isto era só acessível a bolsas bem fornecidas e eram bem o entretenimento de muitos adultos que nem quase deixavam a miudagem tocar neles.
Posto isto, e como as nossas brincadeiras tinham de ser por nós criadas, aconteceu que eivados do fervor desportivo e nacionalista, também nós quisemos, orgulhosamente, comemorar os feitos da equipa nacional de hóquei em patins. Se bem o pensámos, melhor o fizemos e o João Manuel  deu a ideia de que uns primos, que moravam ali para os lados de Sacotes, estariam na disposição de vir ao nosso terreno de jogo, em plena rua poeirenta, pois claro. O hóquei não seria em patins e
uns calçariam sapatos, outros botas e por mero acaso não havia nenhum descalço. E éramos só cinco. Eu, o João Manuel, o Lino (morávamos na que é hoje a Rua de Santo Estêvão) e dois miúdos da rua onde se realizaria tão importante evento desportivo (hoje dita de Rua de São João). Acresce dizer que também não seria fácil arranjar mais gente para, por exemplo, organizar um jogo de futebol. A rapaziada, daquela idade, nas ruas em redor, era pouca
Chegado o dia aprazado, lá nos dirigimos para o local combinado, porque a mãe do que iria ser nosso guarda redes não lhe dava autonomia suficiente para ele sair de ao pé da porta, esperando a chegada da equipa adversária que havia de vir estrada abaixo. O tempo ia passando, não havia telemóveis e ia-se aproximando a hora do almoço. Cada um começou então a ter o seu problema. O guarda redes já tinha ouvido uma primeira chamada da sua mãe e nós não tínhamos suplentes. Depois dalgumas conversas lá conseguimos a disponibilidade do guarda redes por mais algum tempo. Por fim, lá apareceram, ao cimo da rua, os tão esperados atletas adversários e o nosso espanto foi total. Nem queríamos acreditar no que os nossos olhos viam. O nosso adversário levou muito a sério o convite para uma mera brincadeira e apresentou-se todo equipado a rigor, calção e camisola “à Benfica”, sticks a condizer e só não traziam patins porque não seriam adequados ao terreno de jogo mas traziam botas de futebol, com travessas, de acordo com o piso que iriam encontrar. Tudo à séria! E se a nossa primeira reacção foi de espanto, a seguinte, pelo menos da minha parte, foi de riso, um riso que hoje, à distância de mais de 60 anos ainda me vem à face, só de me lembrar da estranha situação. A razão de ser de tudo isto, era bem simples. A nossa equipa, dum amadorismo a toda a prova, equipava com a roupinha que trazia nas brincadeiras, sapatos ou bota cardada e nas mãos, orgulhosamente, ostentávamos aquilo que o nosso engenho e arte tinha achado perfeito para jogar hóquei, uns "tarolos" de couve galega
de cerca de 1 metro eram o stick mais económico e altamente ecológico. Escusado será dizer que a outra equipa não ficou menos incrédula com a situação e quase se recusaram a entrar em campo. Do jogo, a história é curta, o nosso guarda redes foi convocado, com urgência, para ir almoçar e isto acelerou o descalabro já previsto da equipa e eu diria que também desejado. Também, de urgência, eu corri direito a casa não sem antes encontrar o meu pai no caminho, desejoso de me aplicar o devido correctivo. O almoço estava na mesa, a arrefecer e eu, em contrapartida, se já ia quentinho do esforço do jogo, ainda levei um suplemento que nem atendeu à minha condição de esforçado desportista amador!
Além das sequelas da derrota em campo e fora dele, ficou pois o que foi um confronto entre o puro amadorismo e o que já se adivinhava de evolução tecnológica aplicada ao desporto, mesmo nas camadas jovens!


Legenda das imagens deste “post”:
1-       Caderneta de “bonecos da bola”. São os primeiros “bonecos” de que recordo, esta é a equipa do Sporting, da época de 1944/45 e eu ainda sem saber ler, conhecia-os mesmo que só me mostrassem o “boneco” apenas da cintura para baixo. (retirado de www.cadernetasdefutebol.blogspot.com)
2-       Estampa duma caixa de fósforos da época. Recordo uma bem bonita, com balões. (retirado de ????)
3-       O pião rodava na palma da mão. (retirado de www.willyrenan.wordpress.com)
4-       Lançando os “papagaios”, mais conhecidos como “estrelas”. (retirado de ???? )
5-       Caixa de jogos da “Majora”. (retirado de www.santoantoniodacharneca.olx.pt)
6-       Tampa de caixa da “Meccano”. (retirado de www.melright.com)
7-    Equipa nacional de hóquei em patins, campeã mundial em 1947. Na foto, em cima: Sidónio Serpa; Jesus Correia, Cipriano Santos, Olivério Serpa e Álvaro Lopes. Em baixo: Correia dos  Santos e José Prazeres (treinador). (retirado de www.mundodesportivo.wordpress.pt)
8-       Couve galega e o seu “tarolo” pronto para fazer de stick. (retirado de wikipédia)

domingo, 4 de maio de 2014

Mãe ! Dia da Mãe !

No Dia da Mãe, aqui está mais um dos meus "devaneios". Mais uma cópia! Esta, do Picasso!


"Maternidade"
(cópia de desenho de Pablo Picasso)



Mãe! Dia da Mãe!

E o meu sentimento, profundo,
um sentimento que se adivinha,
é para todas as mães do mundo! 
Eu, nunca esquecerei a minha!