sábado, 18 de outubro de 2014

À vela ... ! ( 2 ) America’s Cup

Valendo-me de um calendário de 1974, editado pela “Hempel’s Marine Paints”, com a permissão de Hugh Evelyn, Londres, aqui trago alguns dos vencedores da célebre “America’s Cup”,vistos pelo traço de John Gardner!


"America's Cup"
(retirado de wikipédia)

Em meados do século XIX, com o aparecimento dos navios a vapor, os veleiros tiveram que sofrer grandes alterações, de modo a torná-los mais rápidos para poderem competir com a modernização. Todos queriam ter o veleiro mais rápido! Os veleiros europeus, mormente os ingleses seguiam na linha da frente até que, vindo do lado de lá do Atlântico, chegou o “AMERICA”, com apenas 3 meses de vida, e teve o “desplante” de os levar de vencida!

A “America’s Cup” é a mais famosa regata de veleiros e teve início depois que o iate “AMERICA”, em 1851, enfrentando 15 iates, entre os quais o iate que até ali era considerado o mais veloz, o britânico “AURORA”, venceu uma corrida organizada pelo Royal Yacht Squadron, em redor da ilha de Wrigth, em Inglaterra.
O “AMERICA”, além de ser mais elegante e rápido ostentava panos de algodão (uma novidade) contra os de linho normalmente usados pelos veleiros britânicos!

Recebido o troféu, este foi doado, em 1857, ao New York Yacht Club e rebaptizado com o nome de “America’s Cup” em homenagem ao veleiro vencedor, com a condição de ser criada uma competição internacional  para a sua disputa.



"AMERICA"
O “AMERICA” foi construido em 1851, pelo construtor William H. Brown, sendo George Steers o projectista. Este já tinha projectado o “MARY TAYLOR”, sendo o "AMERICA" um projecto mais evoluído desse e provando ser bastante rápido.
No dia 22 de Agosto de 1851, terminou com 8 minutos de avanço sobre o veleiro seguinte a regata em volta da ilha de Wrigth, perante os olhares da Rainha Victoria.
O “AMERICA” manteve-se a navegar durante a Guerra Civil Americana, primeiro pelos Confederados e depois da sua captura, pelos Federais. Em 1945, foi desmantelado.

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................101 pés  9 pol.
LWL (comprimento na linha de flutuação): .. 90 pés 3 pol.
Boca : ...........................................................23 pés
Calado : ........................................................11 pés
Deslocamento : .............................................170,55 ton
Área de velame : ...........................................5263 pés quadrados



"MAGIC", vencedor em 1870
Em 1870, ao largo de New York, a escuna americana “MAGIC”, levou de vencida a escuna britânica “CAMBRIA”, a qual era cerca de duas vezes maior. Desta vez eram 24 veleiros americanos contra apenas um britânico! Perante tal facto, James Ashbury, o dono do “CAMBRIA”, que chegou em 8º lugar, propôs que no ano seguinte apenas houvesse competição entre dois veleiros mas, infelizmente para ele, perdeu de novo. Desde este ano a competição passou a ser apenas a dois, o vencedor do ano anterior e o desafiante.
O “AMERICA”, já mais velhinho, ainda ficou em 4º lugar!

Características principais:
LOA (comprimento total) : ........................  84 pés
LWL (comprimento na linha de flutuação): .. 79 pés
Boca : ...........................................................20 pés 9 pol.
Calado : ........................................................6 pés 3 pol.
Deslocamento : .............................................92,2 ton
Área de velame : ...........................................(desconhecida)



"RELIANCE", vencedor em 1903
Projectado por Nathanian G. Herreshoff, eminente arquitecto naval americano o “RELIANCE” apresentava cerca de 16.160 pés quadrados de área de velame, a maior na história dos veleiros da regata.
Era pertença do famoso comerciante de chá, Sir Thomas Lipton, do Royal Ulster Yacht Club, em Belfast, o qual fez 5 tentativas, desde 1890 a 1903, para vencer a prova, tudo sem sucesso, apesar do grande esforço e dispêndio económico.
Por fim, em 1903, numa regata ao largo de New York, conseguiu vencer perante o “SHAMROCK III”.

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................143 pés 
LWL (comprimento na linha de flutuação): ..  89 pés 6 pol.
Boca : ...........................................................25 pés 10 pol.
Calado : ........................................................19 pés 7 pol.
Deslocamento : .............................................140 ton
Área de velame : ...........................................16159 pés quadrados


"RANGER", vencedor em 1937
O “RANGER”, tripulado pelo seu proprietário, Harold S. Vanderbilt, era a embarcação mais rápida da classe J. Foi projectado, assim como muitos outros, por Starling Burgess, assistido pelo jovem Olin Stephens que se tornaria igualmente famoso projectista e construído, em aço, nos estaleiros Bath Iron Works, no Maine.
Em 1937 competiu contra o “ENDEAVOUR II”, projecto de Charles Nicholsone propriedade de Sir Thomas Sopwith. O “RANGER” venceu ao fim de uma série de 4 regatas, ao largo de Newport, Rhode Island, onde a prova foi sendo realizada desde 1930.
Durante a segunda Guerra Mundial, foi desmantelado.

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................135 pés  2 pol.
LWL (comprimento na linha de flutuação): ..  87 pés
Boca : ...........................................................20 pés 11 pol.
Calado : ........................................................15 pés
Deslocamento : .............................................166 ton
Área de velame : ...........................................7546 pés quadrados



"COLUMBIA", vencedor em 1958
Em 1958 disputou-se a primeira prova depois de terminada a Guerra Mundial. A classe J estava ultrapassada e já ninguém construía esse tipo de embarcação. Foi, então, segundo os regulamentos, adoptada uma embarcação de 12 metros para as futuras competições.
O “Columbia”, projectado por Olin Stephens, agora já com 48 anos, e tripulado por Briggs Cunningham, obteve, então, uma fácil vitória sobre o britânico “SCEPTRE”, projectado e construído por David Boyd.
Entretanto nas eliminatórias, entre embarcações americanas, a luta foi bastante renhida pois havia 4 embarcações de velocidade muito aproximada, uma delas construída antes do início da guerra, o “VIM”.

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................69 pés  5 pol.
LWL (comprimento na linha de flutuação): ..45 pés 1 pol.
Boca : ...........................................................11 pés 10 pol.
Calado : ........................................................8 pés 11 pol.
Deslocamento : .............................................25,89 ton
Área de velame : ...........................................1825 pés quadrados


"INTREPID", vencedor em 1967 e 1970
Projectado, também e ainda por  Olin Stephens, e tripulado por Bus Mosbacher, venceu a prova de 1967, batendo o australiano “DAME PATTIE”.
Em 1970, depois de Britton Chance ter alterado o projecto, especialmente na zona do leme e da quilha, agora tripulado por Bill Ficker, venceu de novo a prova, após ter sido mais rápido que o australiano “GRETTEL II” que havia eliminado o francês “FRANCE”. 

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................64 pés  6 pol.
LWL (comprimento na linha de flutuação): . 46 pés
Boca : ...........................................................12 pés 10 pol.
Calado : ........................................................9 pés
Deslocamento : .............................................(desconhecido)
Área de velame : ...........................................(desconhecido)

domingo, 12 de outubro de 2014

À vela ... ! ( 1 )

Desta vez, retirados duns mini-blocos de apontamentos, editados pela Hempel’s Marine Paints, trago aqui alguns desenhos de veleiros. O meu “forte” não é marinharia e os seus termos náuticos, pelo que identifico os tipos de veleiros pela sua designação em inglês, tentando traduzi-la para português. Por vezes, serei tentado a fazer uma tradução mais directa mas, por isso mesmo, fico também a original. 

Como me dá prazer este tema, aqui vo-lo deixo! 


Cutter / Cuter, Baleeira, Chalupa
Embarcação de um só mastro, cordame a vante e a ré, tendo duas velas de proa. É um tipo de chalupa mas com gurupés. Embarcação rápida e de fácil manobra.


Sloop / Chalupa
Embarcação de um só mastro, cordame a vante e a ré, tendo somente uma vela de proa.

A figura representa um vulgar tipo de chalupa construído no período entre as duas Guerras Mundiais.


Yawl / Canoa

Embarcação de dois mastros, aparelhada a vante e a ré, sendo o mastro de ré (mezena) mais pequeno e a ré da roda do leme.


Spritsail / Cevadeira?, Palhabote?

Na figura, está representada uma embarcação vulgarmente utilizada no rio Tamisa.


Ketch / Galeota, Chalupa
A figura mostra uma embarcação de pesca de arrasto.

É uma embarcação de dois mastros (o principal e o de ré). O mastro principal está equipado com duas velas. O mastro de ré (mezena) está a vante da roda do leme.



Schooner / Escuna

Embarcação de dois (ou mais) mastros, cada um aparelhado a vante e a ré, tendo duas velas de proa. No caso da figura, pesqueiro, a vela principal está no mastro de ré, o maior e mais alto.



Barque / Barca

Embarcação de três ou mais mastros. Todos eles são aparelhados com velas quadrangulares excepto o mastro de ré.

Barquentine / Bergantim

Embarcação de três ou mais mastros mas só o de vante aparelhado com velas quadrangulares. Os restantes são aparelhados com velas triangulares, ou latinas.



Brig / Brigue
Embarcação de dois mastros, por vezes três, aparelhados com velas quadrangulares.
Na figura, um brigue  de meados do século dezanove.




Nota: Não me meti a pormenorizar mais estes vários tipos de embarcação porque, não dominando a matéria, poderia colocar aqui muito do que vem na net. Porém seria sem grande convicção, dada a disparidade de definições acerca dos mesmos. Assim, resta-me pedir desculpa por alguma incorrecção. Se alguém souber mais e o quiser transmitir, serei todo ouvidos!

domingo, 5 de outubro de 2014

Há mais marés que ... companhias de navegação marítima ! ( 4 ) (Conclusão)


1ª linha:
A/S Ludwwig Mowinckels Rederi ; Lygnos Bros. Shipping, Inc. ; Lykes Bros. SS Co. ; Maersk Line ; Manchester Liners Ltd. ; Marasia Sa ; Marine Transport Lines, Inc.
2ª linha:
Mystic Steamship Corp. ; National Shipping & Trading Co. ; Navale et Commerciale Havraise Peninsulaire; Navios Corp. ; Nedlloyd Lines ; Nervoion Line ; Niarchos
3ª linha:
Orion & Global Chartering Co., Inc. ; Pacific-Australia direct Line / Swedish Transatlantic Line ; Pacific steam Navigation Co. / Royal Mail Lines, Ltd. ; Pan Atlantic Lines ; Panocean-Anco Limited ; Philips Petroleum Co. ; Princess Cruises
4ª linha:
Scindia Steam Navigation Co. , Ltd. ; Sea-Land Service, Inc. ; Shipping & Produce ; Sitmar Cruise Lines ; South African Marine Corp. ; So. Star Shipping Co., Inc. / Westwind Africa Line, Ltd. ; Spliethoff’s
5ª linha:
The Union-Castle Mail Steamship Co. Ltd. ; Union Oil Co. of Calif. ; United Arab Shipping Co. ; United Baltic ; Unitramp (Groupement D’Interet Economique) ; Universe Tankship (Del) Inc. ; United States Lines, Inc.
6ª linha:
Wilh. Wilhelmsen ; World Wide (Shipping), Ltd. ; Yangming Marine Transport Corp. ; Y.S. Line ; Zim Container Service ; Zim Israel Navigation Co. Ltd.


Boa parte destas companhias são bem conhecidas e eu me escuso de enumerá-las. Porém, ressalvo as seguintes:

Maersk Line, porque a sua frota era cliente assídua dos estaleiros da Margueira. 
"Eleo Maersk", o primeiro super petroleiro construído com casco duplo
(retirado de   http://www.mmm.maersk.com)


The Union-Castle Mail Steamship Co. Ltd., porque  me habituei a ver os seus navios em Cape Town, ou em Durban, durante o período em que andei embarcado.
Navio da Union-Castle, defronte de Cape Town



Zim Israel Navigation Co. Ltd., porque todos nos fomos habituando a ver o “Amélia de Melo”, ex-“Zion”, e o “Angra do Heroísmo”, ex- “Israel”. Acresce que o meu primeiro envolvimento em trabalhos de “jumboizing”, no Estaleiro da Rocha, foi com o navio “Hadar”.
 
O "Zion", que viria a tornar-se no "Amélia de Melo"

Aqui o "Israel" que viria a torna-se conhecido por "Angra do Heroísmo"


O "Hadar", na doca nº1 do Estaleiro da Rocha,
Preparando-se para receber mais alguns metros de comprimento

E assim termino esta minha ronda pelas companhias de navegação, dum folheto da "Texaco"!
Espero que tenha agradado a mais alguém!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Há mais marés que ... companhias de navegação marítima ! ( 3 )

Hoje, dia 1 de Outubro de 2014, lembro o meu primeiro dia de trabalho nos Estaleiros Navais da CUF, em Lisboa, na Rocha do Conde de Óbidos, em 1957. 
Já lá vão 57 anos!




1ª linha:
 Knutsen Line ; Koctug Lines ; Lachmar ; Lamport & Holt Line, Ltd. ; J. Lauritzen A/S ; Leif Hoegh & Co., A/S ; Lloyd Brasileiro
2ª linha:
Maritime Overseas Corp. ; Matson Navigation Co. ; Military Sealift Command, U.S. Navy ; Mitsui O.S.K. Lines, Ltd. ; Mobil Oil Corp. ; Moore McCormack Lines / Moore McCormack Bulk Transport ; Mosvold Shipping Co.
3ª linha:
Nippon Yusen Kaisha (N.Y.K. Line) ; Ocean Transport & Trading Ltd. ; Ogden Marine, Inc. ; Oljekonsumenternas Forbund ; Olympic Maritime, S.A. ; Ore Shipping Corp. ; Orient Overseas Lines
4ª linha:
Prudential Lines, Inc. ; P & O Lines ; Rederiet Johan Reksten ; Refrigerated Express Lines (A/asia) Pty., Ltd. ; Sabine Towing & Transportation Co., Inc. ; Saguenay Shipping Ltd ; Salén Reefer Services / Salén Tanker AB / Salén Dry Cargo AB
5ª linha:
Star Shipping A/S ; Sun Company, Inc. ; Texaco Inc. ; Trans Freight Lines, Inc. ; Trinidad Corp. ; Trinity/Oswego Shipping, MTL Group ; Turkish Cargo Lines
6ª linha:
Van Ommeren ; C.A. Venezolana de Navegacion ; Victory Carriers, Inc. ; Wallenius Lines ; West Coast Shipping Co. ; Westfal-Larsen Co. A/S ; West India Shipping Co., Inc. 



Relativamente aos armadores acima representados, junto esta foto do Estaleiro da Margueira, onde se podem ver, da  Mobil Oil Corp  o "Mobil Pegasus", junto à Doca 13, a parte de ré e no cais 3B, a parte de vante; da  Texaco Inc. , na Doca 11, o "Texaco Amsterdam" (pode ver-se o "bottoping" pintado de cinzento).
Porém, nesta foto podem ver-se, entre outros, também os navios da Shell, "Mactra" e "Metula"; os brasileiros da Petrobrás , "Campos Sales" e "Epitácio Pessoa", ambos já com historial de autuação por derrames na Baía de Guanabara; da Soponata, o bloco de vante do "Marofa", em construção.

Da P & O Lines , já referi no primeiro desta série de "posts", o "Arcadia", o "Orcades" e o "Chusan". 



"Seven Seas"
(Retirado de http://www.faktaomfartyg.se)
Da Salen Tanker AB , eram frequentes as reparações dos navios da frota tais como, o "Seven Seas" e o "Sea Serpent".

Também da Trinity / Oswego Shipping , pode dizer-se que foi devido ao acidente ocorrido, em 1972, com a colisão do "Oswego Guardian" com o "Texanita", com explosão e afundamento deste que alertou os técnicos para os perigos que transformavam os petroleiros em "bombas" flutuantes e originou uma corrida à criação de instalações de gás inerte nos mesmos.

(continua)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Há mais marés que ... companhias de navegação marítima ! ( 2 )




1ª linha:
Amoco Shipping Co. ; Anglo Nordic Shipping Limited ; Apex Marine Corp. ; Argentine Lines E.L.M.A. ; The Australian National Line ; Bahamas Line, S.A. ; The Bank Line Ltd.
2ª linha:
T.H. Brovig Smith & Johnson ; Buenamar Compania Naviera S.A. ; Canadian Gulf Lines, Inc. ; Caribbean Steamship Co. / Reynolds Metals Co. / Marine Division ; Central Gulf Lines, Inc. ; Ceres Hellenic Shipping Enterprises, Ltd. ; Cetragpa (Groupement D’Interet Economique)
3ª linha:
Concordia Line ; Cosmopolitan Shipping Co., S.A. ; Costa Armatori S.p.A. ; Cove Shipping Inc. / Cove Tankers Corp. ; Cunard Line Port Line, Ltd. ; DFOS (Nordana Line) ; Dampskibsselskabet Torm A/S
4ª linha:
Evergreen Line ; Exxon Co., U.S.A. Marine Dept. ; Farrel Lines, Inc. ; Fearnley & Eger ; Finnlines, Ltd. ; Flota Mercante Grancolombiana S.A. ; Gazocean
5ª linha:
Hapag-Lloyd AG ; Harrison Line ; Hellenic Lines, Ltd. ; Holland-America Cruises ; Holland Pan-American Line ; Home Lines ; Hudson Waterways, Corp. / Manhattan Tankers Co. , Inc.
6ª linha:
Ivaran Lines ; Japan Line, Ltd. ; Johnson Line ; Jugolinija ; Jumbo Navigation N.V. ; Kawasaki Kisen Kaisha, Ltd. ; Keystone Shipping Co.

Desta série de armadores, são-me familiares os navios de:
Amoco Shipping, conheci na Lisnave o “Amoco Cadiz”, anos antes do seu encalhe na costa rochosa da Bretanha, em 1978, provocando mais um desastre ecológico.
"Amoco Cadiz", preparando a sua descida ao fundo dos oceanos,
não sem deixar um rasto de destruição ambiental!

(retirado de www.datuopinion.com)

Costa Armatori S.p.A., o armador do tão falado “Costa Concordia”, lembro do que diziamos ser a “C” Línea, o “Anna C” e o “Federico C” com as suas frequentes passagens pela Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos.
"Federico C"


Cunard Line, armador dos “Queen”’s, é também resultado duma fusão onde entrou a White Star Line, proprietária do malogrado “Titanic”. Como curiosidade, foi um navio da Cunard Line, o “Carpathia”, que acorreu em seu socorro.
"Carpathia", na doca em New York,
depois de ter resgatado os sobreviventes do "Titanic"
(retirado de pt.wikipedia.org)


Da Exxon Co., recordo bem e penso que muitos mais, o trágico acidente do “Exxon Valdez”, cujo derrame provocou um terrível desastre ecológico. Desta empresa, não me é fácil falar pois receio, devido às várias fusões de empresas, não conseguir ser exacto. Esta Exxon Co. já tinha absorvido a Esso e a Standard Oil mas hoje, ao que parece, já se fundiu com a Mobil e será a Exxon Mobil.
"Exxon Valdez", em operação de trasfega de combustível,
tentando minimizar os estragos do desastre ecológico provocado

(retirado de http//rappler.com)


Da Hapag-Lloyd AG, recordo os porta-contentores, “Elbe Express” e “Alster Express” que, na Lisnave, nos anos 70, foram aumentados, em mais uma operação de “jumboizing”. 
"Alster Express"
(retirado de http//merchantnavyofficers.com)

(continua)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Há mais marés que ... companhias de navegação marítima ! ( 1 )

Há mais marés que companhias de navegação marítima mas, apesar de tudo, são bastantes as companhias que mantiveram ou mantêm as suas unidades cruzando os oceanos.
Portugal também se pôde orgulhar de algumas delas, hoje já bem poucas mas o mar continua no mesmo sítio e à espera de quem o queira utilizar. Porém, por aqui, parece estar-se “à espera de Godot”!
Deixando um pouco esta dissertação, vou dar início a uma série de “posts”, baseados num folheto editado pela “Texaco”, em 1982, apresentando o “design” das chaminés dos navios de 167 companhias de navegação.
Infelizmente, das companhias portuguesas apenas está representada, e mal, a CNN, Companhia Nacional de Navegação. Digo mal, porque o que nos é apresentado é o logotipo da CNN. Julgo que a falta de outras companhias, as mais importantes, será porque já teriam encerrado portas em 1982!
Esta falta, porém, estende-se também a importantes companhias estrangeiras, tais como, Elf, Shell, BP, Esso, Agip e decerto muitas outras. Mesmo assim, acho que vale a pena colocar aqui o documento. 

Desde muito cedo me acostumei a ficar “encantado” pelas cores e desenhos das chaminés dos navios e a identificá-los pela sua origem.
Assim, nos anos 50 e 60, a minha atenção ia para os navios que demandavam a gare marítima da Rocha. E era ver os argentinos, Salta; Corrientes, Eva Perón, Presidente Perón e o Libertad com a sua chaminé listada de preto, azul claro e branco; 
"Salta"
(retirado de www.histarmar.com.ar)
os franceses, Général Leclerc, Louis Lumière; Laennec com chaminé creme, faixa central branca com estrelinhas vermelhas; 
(retirado de www.posterclassics.com)
os ingleses, Arcadia, Orcades e Chusan com a sua chaminé creme forte; 
"Arcadia"
(retirado de www.simplonpc.co.uk)
os italianos, Saturnia, Vulcania e os da Linea “C”, Anna C e Federico C; 
"Vulcania"

"Federico C"
os americanos, Independence e Constitution 
"Independence"
(retirado de www.cruisehinehistory.com)
e holandeses, talvez o Niew Amsterdam,
"Niew Amsterdam"
(retirado de www.ssmaritime.com)
que me chamavam a atenção por terem as cores da chaminé parecidas com as da Companhia Colonial de Navegação. 
É, pois, do meu especial agrado este “post”.



De cima para baixo e da esquerda para a direita temos, então:

1ª linha:
Admanthos Shipping Agency, Inc. ; Alcoa Steamship Co., Inc. ; Almare S.p.A.; American Atlantic Lines ; American Foreign SS Corp. ; American President Lines ; American Trading Transportation Co., Inc.
2ª linha:
Barber Lines ; Sig Bergesen d.y. & Co. ; Blue Funnel Line ; Blue Star Line, Inc. ; Booth Lines ; Thos. and Jno. Brocklebank, Ltd. ; Brostroms Shipping Co.
3ª linha:
Chandris Lines ; Chevron Shipping Co. ; China Union Line, Ltd. / Culny, Inc. , Agents ; Columbus Line, Inc. ; Compagnie General Maritime (French Line) ; Compagnie Maritime des Chargeurs Reunis ; Companhia Nacional de Navegação
4ª linha:
Delta Steamship Lines, Inc. ; Ditlev-Simonsen ; Djakarta Lloyd ; The EAC Lines/East Asatic Co., Ltd. ; Elder Dempster Lines, Ltd. ; El Yam Bulk Carriers (1967) Ltd. ; Empresa Hondureña de Vapores, S. A. ;
5ª linha:
Getty Oil Co. ; Golden Peak Maritime Agencies, Ltd. ; Gotaas-Larsen, Ltd. ; Great American Lines Inc. ; Great Eastern Shipping Co. , Ltd. ; Greenstate Marine Corp. ; Gulf Oil Corp.
6ª linha:
Hvide Shipping, Inc./ Seabulk Fleet ; Iceland Steamship Co., Ltd. ; Independence Maritime Agency, Inc. ; Insco Lines, Ltd. ; Intercontinental Transportation Services, Ltd. ; Interocean Management Corp. ; Italian Line



"Berge Emperor"
(retirado de www.globalleadconsult.blogspot.pt) 
Da Sig Bergesen me acostumei, na Lisnave, a ver e a “sofrer” com os trabalhos de reparação de vários “tankers”, os “Berge”.


"Hildebrand", encalhado em Cascais e já esperando a hora da sua "morte anunciada"
(retirado de www.naviosavista.blogspot.com)
Da Booth Lines, ficou-me na memória o encalhe do “Hildebrand”, no ano de 1957, em Cascais e os trabalhos em que se viram metidos os rebocadores, “Praia da Adraga”, da Sociedade Geral, “Monsanto” da CCN e o “D. Luiz” da AGPL. Trabalho infrutífero pois o “Hildebrand” lá ficou a acabar os seus dias. Por incrível que pareça nos tempos de hoje, consta que o navio não estava equipado com radar, assim como outros da mesma companhia, o que parecia quase ser uma imagem de marca. A austeridade saiu cara!

Da Compagnie Maritime des Chargeurs Réunis, recordo os acima já referidos, “Général Leclerc”, o “Louis Lumière” e o “Laennec”.

Da Companhia Nacional de Navegação, não chegariam várias páginas para escrever sobre ela, mormente sobre o navio “Angola” por maioria de razões e sobre o qual já alguma coisa escrevi e pode ser consultada neste blogue.




A proa do "Universe Patriot" na doca 10 da Lisnave
aquando da grande reparação, devida à explosão nele ocorrida!
(retirado de www.estaleiros-navais.blogspot.pt)
Quanto à Gulf Oil, cujos navios, com alguma frequência, eram reparados na Lisnave, o primeiro com o qual tomei contacto foi o “Universe Patriot” e a sua grande reparação após acidente provocado por violenta explosão. Outros vieram depois, tais como, “Universe Ireland”, “Universe Portugal” e “Universe Japan”.




O navio "Andrea Doria" adornado e prestes a afundar-se
(retirado de www.dw.de)
Da Italian Line, na década de 50, além de “Saturnia” e “Vulcania”, também já referidos, recordo ainda o afundamento do “Andrea Doria” quando rumando a Nova York, devido a forte nevoeiro, colidiu com o “Stockholm” (*). Se já não bastasse o estrago provocado pela colisão, problemas de falta de estabilidade parecem ter apressado o seu afundamento.

(*) Posteriormente à elaboração deste "post" tomei conhecimento de que este "Stockholm" é hoje o "Azores" da Portuscale Cruises.

(continua)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

E ... 5 anos são já passados !




Mas também nada é diferente,
e já esperado, valha a verdade,
porque o coração, o que sente 
é que aumentou nossa saudade!