Bem de manhã, ao alvorecer
e pela Santa graça do Senhor,
a Terra uma moça viu nascer.
O seu nome da graça, Leonor!
Este blogue foi criado após insistência de muitas pessoas, amigas (assim as considero). Porém não vou utilizá-lo só para a promoção da minha terra, Salvaterra do Extremo, vila de 780 anos, situada (para que conste) no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, na província da Beira Baixa. Vou igualmente tentar diversificar os assuntos e trazer aqui alguns que são do meu interesse e espero que sejam do interesse de mais alguém. Mais um leitor que seja, já valeu a pena!
Bem de manhã, ao alvorecer
e pela Santa graça do Senhor,
a Terra uma moça viu nascer.
O seu nome da graça, Leonor!
Num lar humilde e bem pobre,
um ninho, da família Celorico,
um choro alegre a casa cobre.
Ainda pobre, ficou mais rico!
Um Carnaval … mascarado!
(des… confinado, des…vacinado, des…graçado)
Se esta maldita pandemia
leva tanta gente a morrer
haja um pouco de alegria
que é a vacina para viver!
Num cantinho, a ocidente da Europa,
há um país, como não há outro igual,
Brinca comigo, contigo, com a tropa!
Parece que vive sempre em Carnaval!
Espantoso! Duma forma bem sentida,
esta notícia até me está a deixar tonto!
O governo teve extraordinária medida!
Carnaval? Não há tolerância de ponto!
Diz o povo que aos amigos dá-se tudo!
Também não quero que lhes falte nada!
Recebam então, de mim, neste Entrudo,
esta minha tão assintomática mascarada!
Se o Carnaval no Mundo faz sentido,
no nosso Portugal, com maior razão!
Como a política, nunca será proibido!
Está ali bem escrito, na Constituição!
Sentem-se, cada um em sua cadeira,
com o devido distanciamento social!
Vamos lá! Dê-se início à brincadeira
e assistamos, ao bem luso Carnaval!
À frente do desfile um mascarado,
seguido pela sua comitiva maluca!
Vem ele, palavroso, bem montado
numa enorme, gigantesca, bazuca!
E vou olhando com muita atenção
para que deles nenhum me escape.
Vejo aquele a fugir com um avião.
Deve ser algum que resta da TAP!
Em tempos idos, os que já lá vão,
pôs alemães com pernas a tremer!
Agora quer ele uma reestruturação.
Paga “zé povinho”, a bom gemer!
Mas o palhaço, diz ser muito bom,
e é assim mesmo que tudo o indica.
Di-lo que é bem a cara do PS bom,
quem pinta seus lábios “à Benfica”!
Titubeante, lá vem, e não me engano,
dos jornalistas o terror, “o magarefe”,
trazendo ao colinho um só ucraniano,
e fazendo afagos à directora do SEF!
O que também me parece ele trazer
e decerto não sou só eu que tal acho,
debaixo do braço enrolado creio ver
o que servirá ao Costa. Um capacho!
E se aqui neste lindo país, nossa terra,
o que todos queremos é viver em paz,
eis que todos nós entramos em Guerra
que é o melhor que a Justiça nos traz!
Guerra que pelo visto, nos é imposta!
Que perdemos de certeza quase certa,
mas esta mascarada é disto que gosta,
armando-se, sempre, de muito esperta!
E porque isto tudo já cheira a porcaria,
negócios de corrupção, de muito cartel,
para me defender desta outra pandemia
lavo as mãos com sabão, ou álcool gel!
Para mostrar do que esta gente é capaz
sem, pelo menos, se mostrar algo aflito,
vem alguém, proclamando estar em paz
pois vacinou a mulher, gato e periquito!
Ainda há coisas mais para a gente ver
e bem interessantes que todas elas são.
Vejo médicos alemães, pernas a tremer,
de medo mal podendo descer do avião!
E na pista deste Carnaval, douta comitiva
arrogante, anunciava, muito senhora de si,
estendendo a rosa passadeira, bem altiva,
“Willkommen tolle freund”, é já por aqui!
Noutro ponto deste Mundo, um qualquer,
até que um Carnaval poderá ser diferente,
porém, num país do salve-se quem puder,
o dia a dia é lindo! Carnaval permanente!
Com o Bloco de democratas, adiante,
que se apresentam em todos os anos,
Chega, lá ao fundo, cantando o cante,
um rebanho de fascistas, alentejanos!
Lá vem a marcha dos públicos hospitais
mas, ali bem perto, mantendo a distância,
ouve-se o coro de rastreados soltando ais.
É a esperada festa, a festa da ambulância!
E tal barulho era tanto, tanto, tanto,
que para não provocarem desacatos,
desapareceram, como fosse encanto!
Tudo obra e graça do Luís de Matos!
Agora adivinhem quem lá ao fundo passa,
clamando e dizendo palavras sem sentido!
Lá vem, da pandemia arauto da desGraça,
um vírus, da bendita DGS, muito Temido!
E, eis que neste Carnaval sem sentido,
surge uma boa ideia, que não é minha!
Depois de tanta, tanta, água ter metido,
foram buscar um homem, da Marinha!
Ali vem Jesus e atrás de si a revolta
duma imensa turba que ele conduz,
clamando por melhor segunda volta
ou, então, o último só apaga a Luz!
Até a catedral da rubra religião
onde dizem a corrupção medra!
Oh, grande tristeza! Essa então,
não irá ficar pedra sobre pedra!
Podem querer ver o fim a este desfile,
mas eu, confesso, já me sinto cansado,
pois que ainda que o povo muito refile
terá que se manter em casa, confinado!
Portanto, vamos a levantar da cadeira,
cumprindo a regra que a todos arrasa.
Amigo, acabemos com a brincadeira!
Paciência! Vá, cuida-te, fica em casa!
Ainda um último aviso. Atenção!
Espero que seja, apenas, mais um!
Lavar bem as mãos, é com sabão!
Máscaras, isso, é no lixo comum!
Quando a pandemia acabar, clima ameno,
o governo tomará uma das suas iniciativas,
apoiar a nossa Cultura no Campo Pequeno
e permitir reuniões políticas, mas criativas!
Procurei muito, em toda a Medicina
e fui da mais antiga à mais moderna,
mas não encontrei sequer uma vacina
para um tal governo que não governa!
Portanto, pode o povo estar descansado
que já está quase debelada a pandemia!
Prioritário, idoso ou não, será vacinado!
Se não for ainda neste ano, será um dia!
Se o vírus cá ficar e a vacina não aparecer,
então, vamos encher um saco de paciência
e depois o melhor que nos pode acontecer
é viver, sempre, em estado de emergência!
P.S.:
Será bom lembrar o que a vida nos ensina
e que também deste luso Carnaval emana!
Todo o mundo, até mesmo a própria China,
vai tremer, só de cheirar a variante lusitana!
2020 (Sonho ou pesadelo?)
Lá vai o
ano velho, envergonhado
por
deixar tanta doença e maldade.
Deixa um
mundo inteiro confinado
e só não
nos deixa grande saudade!
Já
espreita o ano que dizem novo,
e a medo
vai batendo a cada porta.
Assoma à
sua janela o pobre povo,
gente
triste, mete dó, quase morta!
Os
novos, depressa velhos são
e aquilo
que a vida nos ensina
é que
pode ser grande a ilusão
mas para
morte não há vacina!
Portanto,
face a esta pandemia
antes que
ela mais de desregre,
vamos
vivendo o dia após dia.
Depois,
aguentar e cara alegre!
O que
este ano nos pode trazer,
isso
ainda o não sabe ninguém,
mas eu
julgo que poderei dizer
que ele
entre, se vier por bem!
Não
devemos criar muita ilusão!
Talvez
não seja muito diferente,
pois que
teremos, após a eleição,
surpresa,
um mesmo presidente!
Mas, se
neste novo ano nada muda,
num país
onde há tanto para mudar,
então,
que Nosso Senhor nos acuda
e nos
leve muito depressa a vacinar!
O velho
ano ainda não saiu de cena!
É isso, malvado,
ainda não se sumiu.
Então, tornemos
a vida mais amena
e façamos
de conta que não existiu!
Se o
novo ano, ao chegar ao fim,
tiver
levado com ele a pandemia
meus
caros senhores, então sim,
partirá,
velho e cheio de alegria!
E para
que isto termine em beleza,
ainda que
nada desta vida se mude,
só os
meus votos são uma certeza.
Feliz
Ano Novo com muita Saúde!
Neste ano da graça de 2020, o Natal será ... menos alegre!
No entanto, não quero deixar de desejar a todos quantos seguem este "blogue" e aos esporádicos visitantes, um Natal Feliz com muita saúde e Esperança em dias melhores!
NATAL… (em tempo de pandemia)
O mundo parece
andar sem norte,
perdido e sem rumo,
dia após dia.
Tempo de doença,
vacina e morte
que nos trouxe
maldita pandemia!
Acende-se uma luz
de Esperança
para que se acabe
todo este mal.
Num estábulo nasce
uma criança!
Tudo no Mundo
parará. É Natal!
De longes terras ao
estábulo irão
gentes guiadas pelo
bendito sinal,
máscara na cara, lavadinha
a mão,
tudo com o
distanciamento social!
Os Reis Magos,
foram já testados,
burro, vaca e
pastores igualmente,
descem dos céus os
anjos, alados,
cantando ao Menino
alegremente.
E uma vez ao
estábulo chegados,
perguntam-lhes o José
e Maria:
Por acaso, não estarão
infetados?
Não nos tragam mais
pandemia!
Que pergunta? É
fácil o motivo!
Está assintomático?
Temos pena
pois, enquanto não
for negativo,
vai ter de cumprir a
quarentena!
Mesmo, ali no céu,
aquela estrela,
sempre de grande luminescência,
tem uma nuvenzita a
escondê-la.
Está no “estado de
emergência”!
Tudo isto, abaixo à
Terra chegou
mas o Povo não o
esquece, afinal,
contra o que “Herodes”
ordenou,
nasceu o Deus
Menino. É Natal!!
------------- zzz --------------
Isto, é o que
trouxe um Natal,
o que deste ano vos
é contado
e para sacudirmos
todo o mal,
fica todo o Mundo
confinado!
Com isto, não perco
o ensejo
de enviar, a todo o
luso povo,
o que é o meu
sincero desejo.
Feliz Natal e Bom
Ano Novo!
12 de Agosto de 1911