Aqui já o mancebo no serviço militar
José Celorico
( 19/02/1906 ---- 29/04/1991 )
Em 1906, foi que
aconteceu,
neste dia, um belo
alvorecer
e em Salvaterra, ali
nasceu
quem depois me daria o
ser!
Este blogue foi criado após insistência de muitas pessoas, amigas (assim as considero). Porém não vou utilizá-lo só para a promoção da minha terra, Salvaterra do Extremo, vila de 780 anos, situada (para que conste) no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, na província da Beira Baixa. Vou igualmente tentar diversificar os assuntos e trazer aqui alguns que são do meu interesse e espero que sejam do interesse de mais alguém. Mais um leitor que seja, já valeu a pena!
Aqui já o mancebo no serviço militar
José Celorico
( 19/02/1906 ---- 29/04/1991 )
Em 1906, foi que
aconteceu,
neste dia, um belo
alvorecer
e em Salvaterra, ali
nasceu
quem depois me daria o
ser!
O Ano Velho, era velho e
já acabou.
Por certo, ninguém mais o
esquece!
O Ano Novo, esse, só agora
entrou
mas, já com o velho ele se
parece!
Antes dele entrar, obriga-se
a fazer o teste
e ser vacinado com a 5ª ou,
até, a 6ª dose.
Se virmos que de infectado
ele não preste,
melhor será matá-lo,
então, de “overdose”!
O mínimo exigido é o
Certificado Digital
e o mais que decidirmos,
lá para diante.
É que, agora, poderá nem
tudo estar mal
mas e se ele nos traz uma
nova variante?
Pois bem, vamos lá receber
o novato
ou o nascituro, como
também se diz!
Que não traga uma “pedra
no sapato”,
e veja se toma bem conta
deste país!
Sou bem capaz de não pedir
pouco
para um bonito país, dito
de eleição,
mas posso ser eu que
estarei louco,
olho à volta e só enxergo
corrupção!
Dizem-nos que vem aí uma
“bazuca”
mas olham para ela com um
lamento.
A “plebe” ainda não está
bem maluca!
Ela, só vem para “curar” o
orçamento!
E vem, também, para levar
a esquecer
aquilo que já há muito
tempo tudo grita.
Podem tapar os olhos mas,
deixem ver
as aldrabices e os
louvores do Cabrita!
Até a TAP pelo que nos
impingem agora,
vento em popa, vai dar
lucro, pois então!
Que isto não saia daqui e
sabido lá fora!
São as previsões, para o
signo do Leão!
Para alguém, mesmo pobre,
pôr a render
qualquer coisa, terreno, casa
ou dinheiro,
até um bem simples
motorista poderá ser.
Apenas terá de conduzir um
tal Rendeiro!
E se a renda for mesmo
muito, muito boa
e levar uma falsa pintura,
em tons de azul,
deve dar para deixar, para
sempre, Lisboa.
Para viver, do rendimento,
na África do Sul!
Passado o Natal, na Páscoa
o Espírito Santo
vai, como é o costume, ter
tudo no tempo seu.
Porém, sem que disso se
faça grande espanto,
sem mais, sem razão,
Alzheimer lhe apareceu!
Foi o caso muito grave, o
que a ele aconteceu.
E que parece acontecer a
gente idosa, insana.
Um belo dia saiu de casa e
“pum”, desapareceu!
Deu por si, vejam bem,
numa bela terra italiana!!!
Mostrar, na Assembleia da
República, uns “cornichos”
foi coisa de somenos ou
talvez efeito dum bom vinho.
Porém, além dos “bólides”,
tinha ele outros caprichos
e que não se limitavam a
garrafita em caixa de Pinho!
Aulas, conferências,
palestras em douta universidade
lá bem longe onde, por
mais que se olhe, ninguém vê
qual seria a sua grande,
enorme, fantástica utilidade!
A menos que fosse por uma
luz, iluminada pela EDP!
Mas, um coitado! Vive
muito mal, já ninguém estranha!
Não tem casa. Está em
obras bem baratas, de certeza!
Por tal, na penúria, lá
tem ele um refúgio, em Espanha.
Em domiciliária. Algarve é
a sua residência portuguesa!
Diz-se, quem não deve, não
teme e quem teme, deve
mas, aqui nesta terra da
graça de Deus Nosso Senhor
a quem muito e muito deve,
se lhe perdoa! Subscreve!
A esta gente, tudo
pagamos, ficamos sempre em favor!
Assim para o novo ano,
aquele que vai entrar
vamos pedir que haja
alguém que nos acuda!
E se há Liberdade, gritemos
nós a bom gritar.
Eles não ouvirão! É só
para ver se isto muda!
E no dia 30, lá iremos
qual bem mandado rebanho
e na urna, estranho nome,
colocar nosso papelinho.
Quem irá ganhar? Quem for,
não será um estranho
e eu também não sei.
Porque eu, não sou adivinho!
Portanto, para finalizar
este arremedo de poema,
com meus sinceros votos de
que tudo isto mude,
peço que em 2022 o Mundo
se una e não trema,
acabe a pandemia e a todos
traga, Muita Saúde!
Para todos os meus amigos e visitantes deste blogue, os meus sinceros votos de Festas Felizes e um Santo Natal!
Pensamento de Natal
O mundo, em constante
convulsão,
arranja problemas sempre
novos!
Pandemia, clima,
descarbonização,
ocupam todo o tempo aos
povos!
E neste país que nos
calhou em sorte,
os problemas nascem a cada
momento.
Aqui e ali há notícias de
qualquer morte,
sejam pessoas, governo ou
Orçamento!
Dir-me-ão que isso não é
bem assim
que a realidade é outra,
bem distante,
mas para que a vacinação
tivesse fim
houve de pedir socorro … ao
almirante!
Já ninguém sabe qual
género é o seu!
Adão e Eva? Esses, já nem
estão cá!
Até as flores têm androceu
e gineceu,
porém, homens e mulheres,
já não há!
Mas, hoje, este dia vai
ser bem diferente!
A noite negra, terá um céu
bem estrelado
e para admiração do mundo
e sua gente,
por uma pequenina
estrelinha iluminado!
Acorrem os pastores e seus
rebanhos
ao estábulo, de nascimento
feito local
e os anjos entoam cânticos
tamanhos!
Ecoa o refrão, “É Natal! É
Natal! É Natal!
É assim a nossa vida neste
planeta Terra
e por mais que a palavra
AMOR se pinte
e nesta Santa Noite se
pare toda a guerra,
ela volta, de certeza,
logo no dia seguinte!
Porém, esta nova geração nunca
se cansa
e vai apregoando que de
tudo ela é capaz!
Será, então, ela a nossa
última Esperança
de que possamos esperar a
morte, em Paz!
Pois foi, há já 12
anos, na verdade!
E também, foi, mesmo
nessa hora,
que em nós ficou uma
tal saudade
que mais cresce e não
vai embora!
(Ou um país que já prescreveu)
Neste rectângulo e
amostra dum país
de lendas, muitas das
quais religiosas,
há uma, já dos tempos de
Dom Dinis.
É ela, “São rosas,
Senhor! São rosas!”
Dir-me-ão que a história
não se repete.
Isso é uma das coisas
mais mentirosas,
pois ouvi que quem com o
PS se mete,
verá que “São rosas,
Senhor! São rosas!”
Para que se construa um
tal Freeport,
basta o Plano Director e
umas prosas.
Já não haverá ninguém
que se importe,
porque “São rosas,
Senhor! São rosas!”
“Licenciaturas”
escorreitas, ao domingo,
regadas com tinto e
ementas apetitosas,
pode de vergonha não
sobrar um pingo
porque “São rosas,
Senhor! São rosas!”
Até suas excelsas e
variadas namoradas
afirmavam sua inocência,
tão virtuosas,
quando em seus regaços
eram admiradas,
apenas, “São rosas,
Senhor! São rosas!”
Uma humilde casinha no
centro de Paris
poderá não ter umas
vistas maravilhosas.
Se tivermos um amigo que
nos faça feliz,
esta vida “São rosas,
Senhor! São rosas!”
Comprar apartamento,
herança da mamã,
clamando e usando
entoações maviosas,
ou gritando, poderá já
não haver amanhã,
que tudo “São rosas,
Senhor! São rosas!”
Dinheiro bem vivo ou por
debaixo da mesa,
serão das coisas desta
vida bem insultuosas
mas, poderão ter todos
bem a santa certeza
de que isso, “São rosas,
Senhor! São rosas!”
Por vezes quero versejar
mas não consigo.
Vou filosofando, por não
necessitar glosas.
Para escrever livros,
pago eu a um amigo,
meus louros “São rosas,
Senhor! São rosas!”
Branqueamento de
capitais, mero eufemismo
que serve de desculpa
para pessoas manhosas.
Branquear, não pode ser
considerado racismo!
Branco é puro, “São
rosas, Senhor! São rosas!”
Alguns pequeníssimos
esquecimentos fiscais
apenas tornam as
operações menos onerosas.
Coisa pouca no parecer
duns doutos tribunais
e pelo visto, “São
rosas, Senhor! São rosas!”
Depois de tudo que se
viu, ouviu e aconteceu,
que as pessoas pensem e
não sejam maldosas
e cá ficámos a saber que
este país prescreveu,
pois nele tudo “São
rosas, Senhor! São rosas!”
Todos estavam desejosos
de ver a nossa justiça
sem peias, punindo o mal
das situações dolosas.
Esqueçam, por bem maior
que seja o dolo, chiça,
tudo vai impune, “São
rosas, Senhor! São rosas!”
Nos tempos conturbados e difíceis que vivemos, aqui fico os meus votos sinceros de muita saúde e uma Santa Páscoa para os meus amigos e visitantes deste blogue!
Páscoa … em estado de emergência!
Já passou mais de um
ano!
Este Mundo anda perdido!
De engano em desengano,
vai tudo perdendo
sentido!
Nesta Páscoa, o
sentimento
deste povo, mas em
surdina,
é apenas, ansiar o
momento
duma tão propalada
vacina!
A Quaresma foi esquecida
e esquecida foi a
História!
Esquecem que nesta vida
nunca haverá moratória!
E a urbe que tanto chora
e que maldiz a pandemia,
talvez já sinta, nesta
hora,
os espinhos da Sacra
Via!
O Homem será novo se
aprender
olhando, lá bem no alto,
a Jesus
e quando seu coração
souber ler
Sua mensagem, pregada na
cruz!