quinta-feira, 13 de maio de 2010

Salvaterra na ... Universidade de Salamanca!






Universidade de Salamanca





Aproveitando um curto espaço de tempo em que, neste mês de Maio, não encontrei nada de muito significativo na vida de Salvaterra, vou aqui deixar algumas notas sobre figuras de Salvaterra que cursaram, durante o período da ocupação filipina, na Universidade de Salamanca conhecida, e reconhecida, até aos dias de hoje. Nela cursaram, por exemplo, Abraão Zacuto, astrónomo de origem judaica; Calderón de la Barca, escritor e poeta; Miguel Unamuno, escritor e filósofo, por 3 vezes Reitor desta Universidade; Adolfo Suarez, que foi 1º ministro de Espanha e o Cardeal Mazarino, que foi 1º ministro de Luís XIV, de França.Dos portugueses, salientaram-se Pedro Nunes, matemático e, por último, também de origem judaica, nascido em Castelo Branco, no ano de 1511, João Rodrigues, eminente médico da altura e que todos conhecem por "Amato Lusitano".

Embora a Universidade de Salamanca pareça nunca ter sido estrangeira para os portugueses, principalmente por razões de ordem geográfica e de qualidade do ensino, o certo é que durante o período da dominação espanhola ela se intensificou. Outro factor foi também o da Inquisição, obrigando à fuga de estudantes de origem judaica para evitar males maiores. Circunstância atenuada a partir de 1580, quando a Universidade passou para o controle do Estado. Claro que os estudantes de Salvaterra do Extremo não foram alheios a tal facto. Assim, já antes de 1540 há conhecimento de que:
André Gomes, natural de Salvaterra do Extremo, frequentava os estudos de Cânones e talvez Teologia pois que, em 1540, já seria bacharel.
Posteriormente são conhecidos os estudantes:
Em 1592, Pedro Fernandes, cursando Cânones;
em 1593, Francisco Peres, igualmente cursando Cânones;
de 1594 a 1599, Francisco Remelhado, cursando Artes e Teologia;
em 1596, Gonçalo Jorge, cursando Leis
e por último Francisco da Silva Mesquita, cursando Leis (e Cânones).

Para a história ficam os seus nomes e o reconhecimento da importância que Salvaterra do Extremo, como praça importante e sede municipal, mantinha naqueles tempos!

terça-feira, 11 de maio de 2010

11 de Maio de... 1843! Contrabando em Salvaterra!

Na Sessão do dia 11 de Maio de 1843, na Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza, um deputado, um tal sr. Miranda, resolveu usar da palavra para interpelar o Ministro da Fazenda, acerca dum certo caso de contrabando em Salvaterra.
Como se pode ver da transcrição que se segue, os problemas das Cortes, Assembleias Nacionais ou da República, ou o que lhes quiserem chamar, são sempre os mesmos, só mudam os deputados!!!
Aqui vai então um excerto dessa troca de palavras:

.../
O Sr. Miranda : -
.../
O Orador : - Peço que se renove o pedido : qualquer resposta me serve, e aproveitarei a palavra para mandar o seguinte Requerimento de
Interpellação. – Requeiro que se convide o Ex.mo Ministro da Fazenda para o interpellar sobre contrabandos no Districto de Castello Branco: Sala das Sessões 11 de Maio de 1843. – O Deputado pela Estremadura, João Antonio Rodrigues de Miranda.
Sr. Presidente, é necessário que a Camara saiba que se passam cousas vergonhosas, (Rumor). Não me provoquem; essas provocações são fataes. Não há Camara nenhuma que senão degrade senão consentir que se faça esta Interpellação. Tracta-se do bem da Fazenda. Sr. Presidente, em Salvaterra de Extremo, não há muito tempo, apanharam-se por contrabando 15 cargas de lã : aprehenderam-se as cavalgaduras e a lã : a lã foi mandada entregar, porque era de um homem poderoso ; e as cavalgaduras foram vendidas em hasta publica ; de maneira que parte é contrabando, parte não. O Sr. Ministro da Fazenda sabe tudo isto ; as auctoridades já não querem fazer participações a S. Ex.ª, porque as calca aos pés, e promove esses Empregados contra quem se apresentam documentos de ladroeiras vergonhosas. Eu sei de factos horrorosos...
O Sr. Presidente : - Isso parece já uma Interpellação e mui acremente desenvolvida já pelo Sr. Deputado, parecendo uma acusação ao Ministro que tem de ser interpellado, e que não está presente ( Apoiados).
O Orador : - Eu quero que a Camara saiba que o Sr. Ministro da Fazenda não vem aqui. V. Ex.ª sabe que ao Sr. Ministro da Fazenda teem-se annunciado Interpellações, e elle não vem cá há mais de mez e meio : não vem na primeira parte da Ordem do Dia : é de proposito.
O Sr. Presidente : - Devo prevenir o Sr. Deputado de que está enganado. O Sr. Ministro da Fazenda esteve aqui na Sessão d’antehontem por duas horas, inclusivamente na ultima que é a destinada para as Interpellações : e o Sr. Deputado não estava cá, consulte o Sr. Deputado o Diário de hontem ( Apoiados ).
O Orador : - Eu venho sempre antes de V. Ex.ª, que vem ás vezes fóra da hora, e eu nunca. O Sr. Ministro da Fazenda esteve aqui depois da primeira hora, quando tem logar as Interpellações.
O Sr. Presidente : - Repito ao Sr. Deputado que as Interpellações são na ultima hora, e a essa não estava presente o Sr. Deputado : quanto ao mais, a Camara toda é testemunha de que nem de uma única Sessão se tem demorado a abertura desde que sou Presidente, por eu não estar na Cadeira á hora determinada (Muitos apoiados de toda a Camara ).
O Orador : - Eu já consegui o meu fim.
.../


E este caso estava para durar, pois também teve intervenções na Câmara dos Pares do Reino. Havia que pôr toda a gente a trabalhar...

domingo, 9 de maio de 2010

Tenho um "amigo", chamado Museu...!



Eu sou assim, parece-me ter alguma facilidade em fazer amigos!
Travei conhecimento com ele, por intermédio do meu irmão, teria eu uns 8 ou 9 anos e ele pouco mais de 60. A partir de então e durante a minha adolescência fomos cimentando a nossa amizade e essa foi tal que ficou para a vida!
Ele abria-me o seu “coração” e eu retribuía-lhe, visitando-o.
Por razões de proximidade, de residência, era um “amigo” privilegiado dos passeios domingueiros, até por ser paredes meias com o “Jardim 9 de Abril”, vulgo “Jardim da Rocha do Conde d’Óbidos”, varanda sobre o Tejo, onde rapazes e meninas, imberbes e não só, aproveitavam para pôr em dia os seus devaneios. Que não haja maus entendimentos! Os tempos eram outros! Eu, claro, não fugia à regra!!!
E, das vezes sem conta que o visitei, é desse tempo que retenho as primeiras emoções de rapazinho temente a Deus, perante “As tentações de Santo Antão”, de Jheronymus Bosch (do qual, anos mais tarde, por puro acaso, viria a conhecer a casa onde viveu, em s’Hertogenbosch, capital da Brabantia do Norte, Holanda) que me deixaram verdadeiramente intrigado e temeroso, assim como o quadro “Inferno” de autor desconhecido. Outras pinturas retinham a minha atenção, tais como: “São Jerónimo”, de Albrecht Durer; “O Martírio de São Sebastião”; “Retrato de D. Sebastião”; os “Painéis de S. Vicente”, julgados da autoria de Nuno Gonçalves; os quadros de Domingos Sequeira e de Vieira Portuense; a “Capela das Albertas”, restos do convento de Santo Alberto, ali implantado e destruído pelo terramoto de 1755; os Biombos Namban; a Custódia de Belém, atribuída a Gil Vicente; o mobiliário indo-português, com os seus maravilhosos contadores; as porcelanas e faianças; as peças de ourivesaria, joalharia e arte sacra; o Presépio dos Marqueses de Belas. Pormenor estranhíssimo, para mim, era o elevado número de obras de arte que ostentavam uma pequena placa onde se dizia algo como, “cedido pela Colecção Gulbenkian”. Anos mais tarde eu viria a entender tal mistério! Mas, havia uma pequena sala onde se encontravam desenhos e gessos de trabalhos de Joaquim Machado de Castro que eram o meu enlevo. Foi uma sua gentileza para comigo quando eu andava na Escola Industrial de Machado de Castro!

Esta minha descrição, está bem de ver, é uma pequena súmula do tesouro que o meu “amigo” Museu Nacional de Arte Antiga, vulgo Museu das Janelas Verdes, em Lisboa, nos vai, a todos, dando a conhecer!


(Este texto é a minha participação na Blogagem Colectiva do mês de Maio, levada a efeito pelo blogue http://aldeiadaminhavida.blogspot.com
onde poderá ver e ler outros textos sobre o tema dos museus e, além disso, poderá também comentar os mesmos e habilitar-se a receber um prémio. É só vantagens!)

sábado, 8 de maio de 2010

8 de Maio de...1901...1914...1923. Gafanhotos, tufão e protestos em Salvaterra!


No dia 8 de Maio de 1901, na Sessão nº 75 da Câmara dos Deputados, o Conde de Penha Garcia, deputado da nação, a propósito duma invasão de gafanhotos, teve uma intervenção de certo modo caricata de que a seguir transcrevo parte:

.../
O Sr. Conde de Penha Garcia: - Sr. Presidente: começarei por pedir desculpa, a V.Exª e á Camara, de roubar um ou dois minutos aos trabalhos parlamentares, para voltar a referir-me a um assumpto, para o qual, já por duas vezes, tive a honra de chamar a attenção da Camara.
Mas, Sr. Presidente, V.Exª sabe muito bem, que isso é perfeitamente desculpavel, quando eu vejo deante de mim, para o futuro, a ruina de uma grande parte da minha provincia, invadida pela praga dos gafanhotos, e, provavelmente, a miseria e a fome para uma grande parte da população das regiões actualmente atacadas.
Devo confessar, Sr. Presidente, porque eu gosto sempre de fazer justiça a todos, que o Governo tem providenciado a este respeito, como lhe cumpria, e que o Sr. Ministro das Obras Publicas tem realmente prestado relevantes serviços á minha provincia, empregando todos os meios, que ao seu alcance tinha, para combater efficazmente a praga que actualmente a invade.
Sei que S.Exª. está disposto a auxiliar os agricultores da provincia para que possam continuar a luta, com efficacia, contra o flagello.
E, se hoje pedi a palavra, foi para chamar a attenção do Governo para um facto, que é gravissimo, de uma gravidade excepcional, e que me foi relatado pelo delegado da comarca de Idanha a Nova, certo de que o Governo não deixará, nesta conjuntura, de empregar todos os esforços para auxiliar os lavradores da região, e evitar que o perigo tome proporções maiores das que já actualmente apresenta.
O facto é o seguinte:
Sr. Presidente: até aqui lutava-se na provincia contra a invasão dos gafanhotos nascidos na propria região, producto da postura dos gafanhotos no outono.
Essa luta tinha já dado algum resultado e tinha conseguido, senão debellar a praga, pelo menos reduzi-la e attenuá-la bastante.
Agora, porem, acontece, Sr. Presidente, que dos lados da Hespanha vem uma nova invasão, apresentando a praga uma importancia maior do que a que já tinha.
Sou informado de que na zona da fronteira começam os gafanhotos a atravessar para o nosso país e de que já na região de Salvaterra do Extremo teem sido devastadas algumas cearas.
O que eu desejava era, que o Governo levasse os seus esforços até ao ponto de solicitar do Governo Hespanhol para que, da parte da Hespanha, se collaborasse comnosco na extincção da praga dos gafanhotos que, evidentemente, prejudica toda a região da zona mais importante da provincia de Caceres.
Eu estou certo de que o Governo Hespanhol, a instancias do nosso Governo, não deixará de intervir em uma obra tão importante para a provincia hespanhola e para a nossa provincia.
Peço, pois, ao Sr. Presidente do Conselho que recommende ao Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros, que não deixe de attender a este assumpto, e estou certo de que elle alguma cousa há de conseguir, para que o Governo Hespanhol collabore comnosco no sentido de que a praga seja atacada quanto possível, e ao Governo, em geral, peço que redobre de esforços para que os gafanhotos que veem de Hespanha não venham juntar-se áquelles que já temos na provincia.
.../

Naqueles tempos, de Espanha:"Nem bons ventos, nem bom gafanhoto"! Gafanhotos, sim, mas só com "passaporte"!

No dia 8 de Maio de 1914, já em plena República, foi Salvaterra assolada por um tufão e uma tempestade que devastou completamente, não só as searas e vinhedos mas, inclusivamente, muitas casas de habitação.
Esta tragédia iria ser falada no Senado da República.




No dia 8 de Maio de 1923, fazendo eco das vozes de muitos católicos que se sentiam incomodados com tudo o que se passava no relacionamento da República com a Igreja, chegavam à Câmara dos Deputados muitos “telegramas aprovando as reclamações dos católicos”, entre os quais os de Salvaterra do Extremo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

7 de Maio de...1704. Salvaterra, cai nas mãos de Espanha!

Duque de Berwick

Em 7 de Maio 1704, devido ao problema da sucessão ao trono espanhol e, como Portugal apoiava o candidato austríaco, o arquiduque Carlos, dos Habsburgos, Salvaterra foi ocupada e saqueada pelo duque de Berwick (filho ilegítimo de Jaime II, de Inglaterra) e o general D. Francisco Ronquillo, ao comando de um exército franco-espanhol de 10.000 homens, partidários de Filipe V, candidato bourbónico.
A ocupação duraria cerca de 1 ano (4 de Maio de 1705), dia em que o Marquês das Minas pôs tudo como dantes!

A entrada de Portugal nesta Guerra da Sucessão espanhola, teve um desfecho inesperado. Por muitos e variados motivos, depois do Marquês das Minas entrar em Madrid, como grande triunfador, os desígnios políticos alteraram-se e ele foi deixado desapoiado e regressou a Portugal, sem honra nem glória. Os interesses políticos falaram mais alto e o apoio mudou de rumo, em sentido contrário!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

6 de Maio de ...1882. Salvaterra na Câmara dos Deputados!










É verdade! No dia 6 de Maio, de 1882, na Câmara dos Deputados, alguém se lembrou de que Salvaterra, que em 1855 tinha perdido o seu estatuto de sede de concelho, ainda existia e que, tal como hoje, sofria os efeitos da interioridade. Foi então que, o deputado Franco Frazão, eleito pelo círculo de Castelo Branco, usou da palavra para dizer o que a seguir se transcreve, do "Diário da Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza", da Sessão desse mesmo dia:

.../
O sr. Franco Frazão: - Desejo chamar a attenção do governo para o estado lastimoso da viação publica no districto de Castello Branco, provincia da Beira Baixa.
Aquella provincia não tem uma única ligação completa com o resto do paiz, em uma raia de 18 leguas não tem uma estrada nova que a ponha em communicação com o reino vizinho.
Isto é o mais deploravel estado em que póde encontrar-se a viação de uma provincia em pleno 1882.
Eu pedia pois ao sr. ministro das obras publicas que mandasse activar os trabalhos da estrada de Castello Branco a Segura e Salvaterra, para termos pelo menos este ponto de ligação com o reino vizinho, que mais adiantado do que nós tem a sua corteva concluida até á ponte de Segura.
Como disse, em 18 leguas de raia não temos communicação com os nossos vizinhos, e para o lado do sul do reino temos apenas uma ligação, mas imcompleta, porque nos falta a ponte do Tejo, o que obriga a baldeações incommodas e despezas.
O sr. ministro das obras publicas deve prestar toda a sua attenção a este importantissimo assumpto, fazendo com que o districto de Castello Branco tenha uma ligação completa de viação publica com o sul do reino, com o caminho de ferro do leste, e portanto com a capital. Seguramente a construcção da ponte sobre o Tejo em Villa Velha é uma das necessidades mais instantes de viação publica do districto de Castello Branco, que tem sido injustamente retardada há bastantes annos.
Já vê v. ex.ª que digo com verdade que é lamentavel o estado da viação do districto de Castello Branco.
.../


Depois de muitas promessas eleitorais,(onde é que eu já ouvi isto?), que chegou a meter colocação de bandeirolas para marcar o trajecto da estrada, e tudo, e as mesmas serem retiradas logo após as eleições,(Portugal, não muda mesmo nada!), o certo é que, desta vez, a estrada chegou ao adro de Salvaterra nesse mesmo ano de 1882!
Mas, que não haja ilusões, o alcatrão viria muitos anos depois!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

5 de Maio de...1319...1705...2007, na vida de Salvaterra!


Neste dia, em 1319, fruto do tombo ordenado por si, o rei D. Diniz,por carta régia, decidiu que a vila de Salvaterra da Beira faria parte da Comenda de Santa Maria da Ordem de Cristo. Esta Ordem fora recém-criada, em 14 de Agosto de 1318, a seu pedido, pela necessidade de manter a luta contra os muçulmanos e a defesa da fronteira Sul, e foi confirmada pela Bula Ad ea exquibus do Papa João XXII, de 14 de Março de 1319, devido à extinção oficial, no Concílio de Viena (1311-1312), da Ordem dos Cavaleiros do Templo, retirando assim à vila de Salvaterra alguns dos privilégios e isenções adquiridos através do Primeiro Foral.
Nessa mesma data, de 5 de Maio de 1319, e o castelo de Segura já construído, com os dinheiros provenientes da isenção dos pagamentos desta terra a Salvaterra, o rei D. Dinis doou a vila de Segura à Ordem de Cristo, retirando-a da jurisdição de Salvaterra.

Igreja de Zarza la Mayor, onde se podem ainda ver estragos causados por muitas das lutas da Guerra da Restauração

Também no dia 5, mas de 1705, e após a reconquista de Salvaterra, o Marquês da Minas encetou uma operação de retaliação sobre Zarza la Mayor. Esta não ofereceu muita resistência e a história, já habitual, repetiu-se. Foi tomada e mandado fazer saque para se ressarcir dos danos recebidos no ano anterior, sendo que nesse saque participaram, além dos soldados, muitos populares. Para que a destruição fosse completa mandou, de seguida pôr fogo à vila, demolir os edifícios e tudo o que fosse fortificação.
Há quem diga que, após a reconquista de Salvaterra, o Marquês das Minas reuniu com os generais e tomaram a iniciativa de avançar sobre Madrid!
Este ciclo só terminou em 1713!


A ponte/açude, dita do Vau de Idanha

Por último, no dia 5 de Maio de 2007, foi inaugurada a ponte/açude sobre o rio Erges, obra ansiada há muitos anos e que permite um maior estreitamento das relações, já de si bastante fortes, entre os povos das duas margens que, mau grado todas as vicissitudes da história, sempre viveram de frente um com o outro e se apoiaram nas horas más! A ponte é apenas uma passagem, para a outra margem!