quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2015 ... é que vai ser !!!





Enquanto o Tempo se esvai
e esta vida mais se entorta,
eis que o Ano Velho já sai
e o Ano Novo está à porta!

Dos Costas, d’África e do Castelo,
não haverá lugar ao esquecimento
mas já há um Costa, mais singelo.
Este só quer é ir para São Bento!

Já nos canta muitas tretas,
tudo com falinhas francas.
Vão acabar as nuvens pretas!
Só vai haver nuvens brancas!

E se em São Bento, os jornalistas,
lhe perguntam se está contentinho,
ele dirá que tem umas belas vistas
para aquela Fundação, do Márinho!

Matutei! Cansei de tanto pensar
e desta cabeça não me saiu nada!
Como é que alguém vem para dar
e já vem de “mãozinha” fechada?

Acabo, com um conselho
a este tão distraído Povo!
Tudo o que aí vem é velho,
só o Ano é que será Novo!

Claro que deve haver engano
e isto seja tudo minha tolice.
Desejo a todos um Bom Ano
e esqueçam lá o que eu disse!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Elegia a um "Menino Jesus" de ... Évora !

Sem pretender competir com Augusto Gil e as suas sextilhas a um Menino Jesus de Évora  e apesar dum arreliador problema de saúde, não pude deixar de vir aqui mostrar o que “escorreu” da minha veia poética em prol dum certo “Menino”!



(retirado de www.christias.br.com)



Elegia a um “Menino Jesus” de ... Évora!

O que tenho em Évora, eu não sei
que de Évora me estou alembrando!
Ai, mas agora é que já me alembrei,
que os guardas já me vão levando!

Também não sei qual o motivo
pois com tal convite não atino,
vão fazer um presépio ao vivo
querem que eu faça de Menino!

Eu gosto muito desta gente
e essa ideia é muito gira,
porque eu sou um inocente
e o resto é tudo mentira!

É uma ideia muito engraçada
em que até já tinha pensado.
É que não me vai custar nada
estar numas palhinhas deitado!

E se alguém me quiser visitar
eu deixarei a porta no trinco
e não terá nada que enganar,
é ao lado do quarenta e cinco!

Já vejo além, entre chaparros,
bem montado, numa burrica,
o senhor visconde de Nafarros
á frente do “Barbas” do Benfica!

E lá vem o Pinto, à minha procura,
que dantes se dizia ser Monteiro,
a quem a vida deve ser muito dura
agora fala comigo, como livreiro!

E vêm muitos amigos de antanho,
aos magotes, cada vez são mais.
Mais se parecendo com rebanho!
Só não aparecem os dos jornais!

Estes podem vocês acreditar
também estão na minha lista.
Estou danadinho para lhes dar,
pelo menos, só uma entrevista!

Falta máquina de secar roupa,
para poder secar o meu lençol,
mas a rapaziada aqui já poupa
e seca mesmo tudo só ao sol!

É assim mesmo, todos os dias
se passam muito agradáveis.
Todos, sem grandes arrelias,
utilizamos só as renováveis!

No jogo, a sorte é distante
pois só me saiem as biscas,
mas ando muito elegante
com um Armani, às riscas!

Estou bem, que é como quem diz
e como também o diz toda a gente.
Para todos um Natal muito Feliz!
Eu para aqui estou, um inocente!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

É Natal !!!





Todo o mundo diz ao pobre
:- É Natal!,
quando, apenas, o cobre
um jornal!

Políticos tudo oferecem
e mal
pois, logo se esquecem
do Natal!

Efeito da globalização,
qual animal,
pulula a corrupção!
É Natal?

Também a riqueza,
imperial,
vai dizendo à pobreza,
:- É Natal!!!

E tudo o pobre vai ouvindo,
para seu mal,
sem, contudo, ir sentindo
o Natal!

Mas, hoje, nasce uma criança!
O sinal,
da renovada Esperança!
Será Natal?

E perdendo seu ar triste,
já jovial,
aponta ele, dedo em riste,
: - Isto, é o Natal! 

domingo, 14 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS ! SANTO E FELIZ NATAL !


A todos os meus amigos, visitantes e seguidores deste blogue, deixo os meus sinceros Votos de BOAS FESTAS E SANTO E FELIZ NATAL !!!!




Problemas de ordem oftalmológica, não me permitem ser mais "efusivo" nos meus votos!

domingo, 16 de novembro de 2014

Este país ... ao contrário!





Este país ... ao contrário!

Para ouvir seus “sermões”
na rubra catedral da Luz,
a Benfica, vão 6 milhões!
Vão ao encontro do “Jasus”!

E, mostrando não serem ateus,
mas sim paladinos da verdade,
já os verdes levaram o “Deus”, 
a “benzer” os Bês de Alvalade!

Então quem é que me explica,
pois só quero saber a verdade, 
se o Jesus  já está em Benfica,
porque foi Deus pr’a Alvalade?

E também ninguém me diga
que no futebol não há truque.
Até numa republicana Liga
agora, já manda um Duque!

Mesmo com linhas bem tortas,
nos desenhos das minhas filhas,
submarinos não tinham Portas.
Punham-lhe, sempre, escotilhas!

Mudam tudo e a religião,
essa, está a mudar tanto!
No meio de tal confusão,
já nem o Espirito é Santo!

E que posso dizer do Loureiro?
Dantes só dava folhas de louro!
Agora é bom e leal conselheiro!
Seus “conselhos” valeram ouro!

Com tais conselheiros assim,
parece o pais estar muito bem
pois tem um presidente do nim
que não dá Cavaco a ninguém!

Sua Excelência, o “presidente”,
que num passado 5 de Outubro,
fez sorrir e alvoroçar muita gente
ao inverter o pano verde rubro!

Com tanta gestão, tão danosa
que já não há quem nos valha,
os que no peito ostentam rosa
levam também uma medalha!

Sua Excelência, “O admirado”!
Depois de, pelo próprio punho,
ele os ter louvado e agraciado
num soalheiro Dez de Junho!

Um Acordo, princípio do Fim!
O luso vocabulário já se foi!
Já ninguém diz “Tôu Xim!”,
e já só se ouve, “Oi!”, “Oi!”!

E há um Coelho que não corre,
não deixando ninguém em paz.
E, entretanto, o povo “morre”,
vendo a vida a andar para trás.

E este Coelho não correndo,
nem sequer dando saltinhos,
vai-nos a todos bem roendo
e para trás dando passinhos!

Mas para ficar tudo a direito
e nem ter sombra de pecado,
um corta Relvas foi perfeito
e “honoris causa” licenciado!

Um país, onde julguei encontrar,
a boa gente, o sol, o mar, ar puro,
tristemente pude ver e  constatar
que já ninguém está bem Seguro! 

Dizem que a Legião  acabou!
É o que muito boa gente pensa.
Afinal, em Vila Franca, ficou
o rasto de uma má “doença”!

Num país que mais parece o inferno,
quando alguém fala em privatização,
“É uma maravilha!”, diz o governo,
“Grande desastre!”, diz a oposição!

Mas que país, de vigarices!!!
E isto merece ficar a “Bold
pois, são tantas as chinesices
e até já temos vistos “Gold”!

Este país que diz não ter dinheiro
e que na Bolsa só fala em quedas
mas que espanta o mundo inteiro
mandando para a Europa, Moedas!

Depois de ler e reler o que se diz,
em tudo o que é revista ou diário,
triste, bem triste, vejo o meu país
que deve estar todo ao contrário!


domingo, 9 de novembro de 2014

À vela ... ! ( 5 ) "Cutty Sark" e "Rickmer Rickmers"

Não quero fechar este tema dos veleiros sem referir, dois que arvoraram a bandeira nacional e que hoje em dia são admirados, não em Portugal mas noutras paragens. São os casos do “clipper” “Cutty Sark” e da barca “Rickmer Rickmers”.


"Cutty Sark", arvorando bandeira britânica
(retirado de http://www.rmg.co.uk)
O primeiro, construído em 1869, andou na “Rota do Chá” e em 1895 foi vendido à firma portuguesa Joaquim Antunes Ferreira & Companhia, tomando o nome de “Ferreira” até 1916, ano em que depois de reparações, foi transformado em escuna e recebeu o nome de “Maria do Amparo” Porém, em 1922 passou de novo a mãos britânicas e em 1954 foi levado para a doca seca em Greenwich, onde tem estado exposto ao público servindo de museu, não sem deixar de passar por vários infortúnios, o último dos quais um violento incêndio em 2007.




Ainda em relação a este veleiro, tive o grato prazer de, nos idos anos 60, ouvir da boca de um dos seus antigos tripulantes, homem dos seus 80 anos, a descrição pormenorizada de episódios passados com data e tudo, às tantas horas do dia tal entrava o navio no porto tal e o tempo estava desta maneira. Incrível essa descrição que só não era mais incrível porque o dito senhor tinha em casa, feito por suas próprias mãos, uma miniatura do “Ferreira”, completíssima com tripulação e tudo. Queria entregar aquilo a quem de direito para que fosse conservado mas, pelos vistos, ainda nenhuma entidade oficial se tinha dignado receber o espólio! Isto só não é incrível porque se passava em Portugal!
De referir que também, noutra doca, ao lado do “Cutty Sark”, se enconta o “yawl” “Gipsy Moth IV”, relembrando a volta ao Mundo, em solitário, de Sir Francis Chichester, em 1966/67.
Isto, em Inglaterra!



Quanto à barca “Rickmer Rickmers”, muita gente a conheceu mas hoje em dia está um pouco esquecida por via daquela que a veio substituir.
Esta barca, foi construída em 1896, nos estaleiros Rickmers, em Bremerhaven e em 1912 mudou o nome para “Max”.
Durante a Primeira Guerra Mundial foi capturada na Horta (Açores) e emprestada à Grã Bretanha como auxiliar na guerra, tomando o nome de “Flores”.

Aqui está a "Sagres", antes de se chamar "Santo André"
(retirado de http://www.ancruzeiros.pt)
Terminada a Guerra, foi devolvida ao Governo Português e, agora, com o nome de “Sagres”, ficou ao serviço da Marinha de Guerra como navio escola, para treino dos cadetes da Escola Naval.
Em 1960, foi retirada do serviço de navio escola e foi rebaptizada, agora como “Santo André”. E foi em Setembro de 1962 que estando eu a cumprir o 1º ciclo da recruta, como cadete da Reserva Marítima, tive oportunidade de conhecê-la, embora nunca tenha subido às vergas ou ao cesto da gávea porque, além de não ser obrigatório, eu não era trapezista!
A esse tempo e com a vinda da “nova” “Sagres”, a “Santo André” foi reclassificada como navio depósito e permaneceu atracada na Base Naval do Alfeite para ser desmantelada em 1975. Triste fim seria o seu! Mas, como estamos em Portugal, há males que vêm por bem e a demora proporcionou que uma organização alemã a comprasse e a transformasse em navio museu que se pode visitar atracada no porto de Hamburgo e com o seu nome original.


Em Outubro de 1996, atracada e "disfarçada" no porto de Hamburgo, a mim não me enganou.
De verde pintado o casco mas, como era bem mais bonita, toda de branco!
Parece ser, então, um fim feliz para uma vida atribulada.
Também neste caso, a Alemanha quis de volta o que foi seu e honra o seu passado!

Posto isto e tendo em linha de conta que um navio construído em 1896, foi retirado em 1962, portanto com 66 anos de serviço, o que dizer do futuro da “Sagres” actual que foi construída em 1937, o que equivale a dizer que já tem 77 anos. Será que esta tomou o elixir da juventude?
É um facto que me parece esta ter sido sempre objecto de mais cuidados que a anterior que eu, por acaso, considero mais esbelta. E se esta é bonita, a anterior com mais um pano (6 em vez de 5), quando enfunada era um verdadeiro espectáculo!


Para concluir, quero referir que a Alemanha para reaver a “Rickmer Rickmers”,  deu-nos um palhabote, o “Polar”, para treino dos cadetes.
Agora a minha dúvida põe-se. Para quê a “Sagres”? Note-se que eu também gosto muito de vê-la, mas não será hora de “encostá-la” e criar um museu?
Quais os custos de manutenção desta embarcação, pessoal incluído? Será que algum dos cadetes nela treinados, algum dia, vai navegar num tal veleiro? Será que o treino de navegação não pode ser feito nesse tal “Polar” ou até num qualquer navio da Marinha de Guerra?
Será assim tão grande o benefício dumas viagens à volta do Mundo que tal não possa ser feito noutro navio ou será apenas para o currículo dos cadetes e de mais alguém?
Ou será, apenas, para darmos ao mundo uma imagem daquilo que já não somos?
Temos e tivemos navios que apodreceram, e apodrecem, que podiam, podem, fazer esse serviço.
Sem procurar muito, lembro-me do “Gil Eanes”que, no fim de longa agonia, foi recuperado para museu; do “Creoula” que, depois de recuperação, mantém vivo algum do espírito marinheiro das lusas gentes; da “D.Fernando II e Glória” que, no fim de agonia ainda mais longa e trágica, lá foi recuperada e posta à visita mas que duvido seja motivo de grande afluência; da “Boa Esperança” que, “esperança” do António Vilar o levou à falência (segundo constou) e agora, depois da saga da viagem ao Cabo da Boa Esperança, se vê quase sem esperança, em águas algarvias e do “Funchal” que também teve o seu fim bem próximo e parece tê-lo adiado, sabe Deus até quando. Este, julgo eu, ainda poderia não ser só para cruzeiros mas fazer também algumas viagens de “marketing”, relembro uma embaixada comercial espanhola em 1957, a bordo do “Cabo de San Roque” ou navio semelhante. Os nomes que aponto não resultam de nenhum estudo prévio, apenas são nomes que eu lembro, depois de ver o que se tem feito à Marinha Mercante Nacional.
Por último, ponho a questão. Será que os oficiais da Marinha Mercante não sabem navegar? Terão algum atestado de incompetência?
Que eu saiba, eles nunca tiveram treino na “Sagres”! 
A “Sagres”, como museu, talvez possa gerar mais receitas e menores despesas que a “D. Fernando II e Glória” que tão mal aproveitada parece estar, devido à sua localização!
A não ser que pensem deixá-la apodrecer, por não haver dinheiro para a manutenção, ou vendê-la à Alemanha a troco de um “prato de lentilhas”!

Enfim, termino o meu desabafo!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

À vela ... ! ( 4 ) Barquinhos para que vos quero...

Desde o dia em que o homem descobriu que se podia deslocar ao cimo de água, montando um tronco, que a sua imaginação e a sua raiz de “homo sapiens”, terá começado a criar o barco e toda a sua evolução. E a sua dedicação a esta causa terá sido tal que, ao longo dos tempos, a representação dos barcos será como que um prolongamento das primitivas pinturas rupestres.

Desenho, talvez, de uma Lara!
(retirado de http://ideiasemateriaisdojardim.blogspot.pt/)

Assim, nas primeiras figuras que qualquer criança começa a rabiscar, normalmente, lá está um barquinho. É, pois, um sentimento enraizado, principalmente por quem vive junto do mar mas também por quem apenas o imagina.
Pinturas de veleiros foram feitas e ainda o são e embelezam paredes de salões e de modestas casas. Veleiros, feitos dos mais variados materiais, tais como bronze, madeira,  marfim e até de paus de fósforos marcam presença em estantes e secretárias de muito boa gente.
A publicidade também não lhe fica atrás e um veleiro é sempre um bom motivo de atracção.

Por constatar estes factos, resolvi trazer aqui alguns exemplos que espero continuem a ser do agrado de quem os vir. 



Em estantes ou sobre móveis, servindo de “bibelots”, é usual verem-se miniaturas de material náutico, tais como rodas de leme, hélices, sinos ou vigias e mais natural ainda, vários tipos de embarcações. Aqui, vemos uma embarcação “viking” e o que será, talvez, uma caravela.


Caixas de fósforos
Na filumenia, representada por estes 3 exemplares de caixas de fósforos, que serão dos anos 70. Dos anos 40, recordo-me dumas caixas de fósforos da Sociedade Nacional de Fósforos, “Caravela”, em fundo verde. 40 amorfos custavam 25 centavos.



Sêlo do Yemen, em 3D
Sêlos de Moçambique, anos 60





A filatelia também apresenta muitas emissões dedicadas a barcos. Aqui, mostro um sêlo, do Yemen, duma série de 4. A curiosidade é a de ser em 3D.
Os outros 2 sêlos, são de Moçambique e circulavam nessa província do ultramar português nos anos 60. Representam uma Caravela Latina de 1460!




Etiqueta de "Mayflower", tabaco para cachimbo
(retirado de www.todocoleccion.net)
O “Mayflower” foi o navio que, saído de Plymouth, em 1620, depois de muitas agruras, transportou os primeiros colonos, na sua maioria puritanos que fugiam do poder da Igreja Anglicana, em direcção ao Novo Mundo e deram origem ao que hoje são os Estados Unidos da América, fundando aí a cidade de Plymouth.
A indústria do tabaco é, pois, natural que tenha recorrido a essa memória!



Prato das Colecções Philae, por ocasião da Expo98




"Old Spice", a evolução dum logotipo
(eu dei-lhe um fundo marinho, a condizer!)
Nesta imagem eu procuro mostrar até onde vai a publicidade. Até prova em contrário,a publicidade, muito boa ou muito má, destina-se a promover um qualquer produto. No fundo qualquer delas serve o efeito pretendido pois que obriga a falar no produto e logicamente a promovê-lo. Não me cabe a mim avaliar da bondade ou não desta publicidade mas parece-me que está aqui um exemplo de como o consumidor, a exemplo do burro, come tudo, é preciso é saber dar-lho.
Este produto começou, fazendo jus ao seu nome, "Old Spice", por apresentar a silhueta dum veleiro (o Grand Turk ou o Friendship), imagem que nos transportava para os velhos tempos dos veleiros e das viagens na rota das especiarias. Até aqui, tudo bem. Porém, a dada altura (talvez anos 70) alguém pareceu ter começado a ter medo do logotipo e reduziu-o de tal modo que é difícil enxergá-lo. Seguidamente, talvez numa onda de modernização, substituiram o veleiro por, ainda, um barco à vela mas que de “old” nada parece ter. E o facto é que também esse símbolo parece estar a desaparecer, face ao que podemos ver nos exemplares mais recentes.
Permito-me pensar que a onda de modernização será tal que não me admira nada de que o próximo símbolo seja uma modernissima (“very young”) prancha de “surf”!
O consumidor não deixará de consumir, antes pelo contrário pois isso vai dar-lhe uma sensação de liberdade e juventude (“Allways Young”). Virtual, claro está, pois o que interessa é convecê-lo disso!
Com isto tudo, não sei se irão aproveitar a minha sugestão e eu ganhe algo com isso ou se algum publicitário ache por bem insultar-me. Já, em tempos alguém dizia: “Estes publicitários são uns exagerados”!
(P.S.: Exactamente hoje, já depois de ter escrito este texto, deparei com a nova colecção da "Old Spice" e, admirado, reparei que tornou ao veleiro inicial mas muito pequenino, quase um borrão! Quererá isso dizer que é um regresso ao passado?)



O “whisky” não podia faltar e uma destilaria escocesa, bem próxima do estaleiro onde foi construído o “clipper”, resolveu, em 1923, aproveitar-se desse facto para o fazer “navegar” pelo mundo fora, não o metendo dentro duma garrafa mas colando nela a sua silhueta. Dentro da garrafa, meteu um líquido que, a quem o beber, pode fazer “navegar” por “mares desconhecidos”!


Uma lâmpada ... com um sonho dentro! 
Por último, não apresento um veleiro metido dentro duma garrafa (trabalho de muito engenho e arte) mas apenas um “litlle” veleiro, metido dentro duma lâmpada, que não é de Aladino mas apenas obra de umas modernas “chinesices”!

domingo, 2 de novembro de 2014

In memoria ! ( 2014 )






Dia de Finados! Neste dia,
em cada ramo, em cada flor,
aquilo que parecerá alegria
é, sim, espelho da nossa dor!

domingo, 26 de outubro de 2014

À vela ... ! ( 3 ) ... e a vapor! Cenas "marinhas"!

Socorrendo-me, de novo, de um calendário, agora de 1975, editado pela “Hempel’s Marine Paints”, com a permissão de Chronik der Seefahrt, Egon Heinemann, Hamburg,  trago aqui algumas imagens de quadros onde poderemos observar a transição dos veleiros para os navios a vapor.


Barca "Plancius"
Na gravura, da autoria de C. J. Morel, a cerimónia de lançamento da barca “Plancius” nos estaleiros “De Walvisch”, em Amsterdão, no ano de 1840.
Noutro plano,  pode ver-se a barca “Theodora and Sara”, repleta de convidados para o evento.
O lançamento teve lugar às 14.00h do dia 19 de Maio de 1840. O projecto foi do construtor naval Jan Nuveen, para Jacob Hartsen Rotgans, capitão SJ para o comércio das Indias Orientais Holandesas.
Mais tarde este navio viria ser o “Iris” e por fim o “Celeritas”. 

http: //home.hccnet.nl
http://warshipsresearch.blogspot.pt/


Barca "Pudel"
Na gravura, a barca “Pudel” na doca dos estaleiros H.C. Stulcken, em Hamburgo, em 1858.
Era uma barca com casco de madeira e foi construída em 1857 nos mesmos estaleiros.
Foi baptizada com esse nome em homenagem ao impressionante cabelo encaracolado de Sophie, mulher de Carl Laeisz, seu proprietário.


Baleeiro holandês "Albert", no Ártico


Escuna holandesa "Artie et Amicitiae"
Na gravura, a escuna holandesa, com velas e a vapor, de rodas de pás, “Artie et Amicitiae” e um barco holandês de pesca costeira. 


Vapor dinamarquês "Gerda"
Na gravura, o navio dinamarquês a vapor, de rodas de pás, “Gerda” saindo do porto de Copenhaga


Vapores ingleses, "Caledonia" e "Neptune"
Na gravura, no Elba, eis que dois navios ingleses, da General Steam Navigation Company, se cruzam! O “Caledonia”, de 800 ton, deixando o porto de Hamburgo e o “Neptune”, também de 800 ton, dirigindo-se para esse porto e levando a Mala Real (correio) de Sua Majestade.
Pintura existente no National Maritime Museum, Greenwich, Londres, da autoria de Edward Duncan, 1842.
O “Caledonia” parece ter sido vendido em 1850 à Marinha espanhola, para a sua conversão em fragata, por 35.000 libras e ter naufragado em Havana no ano seguinte, encalhando nuns rochedos à entrada do porto.
O "Neptune", também parece ter sido vendido, mas em 1846.

http://www.merchantnavyofficers.com/

sábado, 18 de outubro de 2014

À vela ... ! ( 2 ) America’s Cup

Valendo-me de um calendário de 1974, editado pela “Hempel’s Marine Paints”, com a permissão de Hugh Evelyn, Londres, aqui trago alguns dos vencedores da célebre “America’s Cup”,vistos pelo traço de John Gardner!


"America's Cup"
(retirado de wikipédia)

Em meados do século XIX, com o aparecimento dos navios a vapor, os veleiros tiveram que sofrer grandes alterações, de modo a torná-los mais rápidos para poderem competir com a modernização. Todos queriam ter o veleiro mais rápido! Os veleiros europeus, mormente os ingleses seguiam na linha da frente até que, vindo do lado de lá do Atlântico, chegou o “AMERICA”, com apenas 3 meses de vida, e teve o “desplante” de os levar de vencida!

A “America’s Cup” é a mais famosa regata de veleiros e teve início depois que o iate “AMERICA”, em 1851, enfrentando 15 iates, entre os quais o iate que até ali era considerado o mais veloz, o britânico “AURORA”, venceu uma corrida organizada pelo Royal Yacht Squadron, em redor da ilha de Wrigth, em Inglaterra.
O “AMERICA”, além de ser mais elegante e rápido ostentava panos de algodão (uma novidade) contra os de linho normalmente usados pelos veleiros britânicos!

Recebido o troféu, este foi doado, em 1857, ao New York Yacht Club e rebaptizado com o nome de “America’s Cup” em homenagem ao veleiro vencedor, com a condição de ser criada uma competição internacional  para a sua disputa.



"AMERICA"
O “AMERICA” foi construido em 1851, pelo construtor William H. Brown, sendo George Steers o projectista. Este já tinha projectado o “MARY TAYLOR”, sendo o "AMERICA" um projecto mais evoluído desse e provando ser bastante rápido.
No dia 22 de Agosto de 1851, terminou com 8 minutos de avanço sobre o veleiro seguinte a regata em volta da ilha de Wrigth, perante os olhares da Rainha Victoria.
O “AMERICA” manteve-se a navegar durante a Guerra Civil Americana, primeiro pelos Confederados e depois da sua captura, pelos Federais. Em 1945, foi desmantelado.

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................101 pés  9 pol.
LWL (comprimento na linha de flutuação): .. 90 pés 3 pol.
Boca : ...........................................................23 pés
Calado : ........................................................11 pés
Deslocamento : .............................................170,55 ton
Área de velame : ...........................................5263 pés quadrados



"MAGIC", vencedor em 1870
Em 1870, ao largo de New York, a escuna americana “MAGIC”, levou de vencida a escuna britânica “CAMBRIA”, a qual era cerca de duas vezes maior. Desta vez eram 24 veleiros americanos contra apenas um britânico! Perante tal facto, James Ashbury, o dono do “CAMBRIA”, que chegou em 8º lugar, propôs que no ano seguinte apenas houvesse competição entre dois veleiros mas, infelizmente para ele, perdeu de novo. Desde este ano a competição passou a ser apenas a dois, o vencedor do ano anterior e o desafiante.
O “AMERICA”, já mais velhinho, ainda ficou em 4º lugar!

Características principais:
LOA (comprimento total) : ........................  84 pés
LWL (comprimento na linha de flutuação): .. 79 pés
Boca : ...........................................................20 pés 9 pol.
Calado : ........................................................6 pés 3 pol.
Deslocamento : .............................................92,2 ton
Área de velame : ...........................................(desconhecida)



"RELIANCE", vencedor em 1903
Projectado por Nathanian G. Herreshoff, eminente arquitecto naval americano o “RELIANCE” apresentava cerca de 16.160 pés quadrados de área de velame, a maior na história dos veleiros da regata.
Era pertença do famoso comerciante de chá, Sir Thomas Lipton, do Royal Ulster Yacht Club, em Belfast, o qual fez 5 tentativas, desde 1890 a 1903, para vencer a prova, tudo sem sucesso, apesar do grande esforço e dispêndio económico.
Por fim, em 1903, numa regata ao largo de New York, conseguiu vencer perante o “SHAMROCK III”.

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................143 pés 
LWL (comprimento na linha de flutuação): ..  89 pés 6 pol.
Boca : ...........................................................25 pés 10 pol.
Calado : ........................................................19 pés 7 pol.
Deslocamento : .............................................140 ton
Área de velame : ...........................................16159 pés quadrados


"RANGER", vencedor em 1937
O “RANGER”, tripulado pelo seu proprietário, Harold S. Vanderbilt, era a embarcação mais rápida da classe J. Foi projectado, assim como muitos outros, por Starling Burgess, assistido pelo jovem Olin Stephens que se tornaria igualmente famoso projectista e construído, em aço, nos estaleiros Bath Iron Works, no Maine.
Em 1937 competiu contra o “ENDEAVOUR II”, projecto de Charles Nicholsone propriedade de Sir Thomas Sopwith. O “RANGER” venceu ao fim de uma série de 4 regatas, ao largo de Newport, Rhode Island, onde a prova foi sendo realizada desde 1930.
Durante a segunda Guerra Mundial, foi desmantelado.

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................135 pés  2 pol.
LWL (comprimento na linha de flutuação): ..  87 pés
Boca : ...........................................................20 pés 11 pol.
Calado : ........................................................15 pés
Deslocamento : .............................................166 ton
Área de velame : ...........................................7546 pés quadrados



"COLUMBIA", vencedor em 1958
Em 1958 disputou-se a primeira prova depois de terminada a Guerra Mundial. A classe J estava ultrapassada e já ninguém construía esse tipo de embarcação. Foi, então, segundo os regulamentos, adoptada uma embarcação de 12 metros para as futuras competições.
O “Columbia”, projectado por Olin Stephens, agora já com 48 anos, e tripulado por Briggs Cunningham, obteve, então, uma fácil vitória sobre o britânico “SCEPTRE”, projectado e construído por David Boyd.
Entretanto nas eliminatórias, entre embarcações americanas, a luta foi bastante renhida pois havia 4 embarcações de velocidade muito aproximada, uma delas construída antes do início da guerra, o “VIM”.

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................69 pés  5 pol.
LWL (comprimento na linha de flutuação): ..45 pés 1 pol.
Boca : ...........................................................11 pés 10 pol.
Calado : ........................................................8 pés 11 pol.
Deslocamento : .............................................25,89 ton
Área de velame : ...........................................1825 pés quadrados


"INTREPID", vencedor em 1967 e 1970
Projectado, também e ainda por  Olin Stephens, e tripulado por Bus Mosbacher, venceu a prova de 1967, batendo o australiano “DAME PATTIE”.
Em 1970, depois de Britton Chance ter alterado o projecto, especialmente na zona do leme e da quilha, agora tripulado por Bill Ficker, venceu de novo a prova, após ter sido mais rápido que o australiano “GRETTEL II” que havia eliminado o francês “FRANCE”. 

Características principais:
LOA (comprimento total) : .........................64 pés  6 pol.
LWL (comprimento na linha de flutuação): . 46 pés
Boca : ...........................................................12 pés 10 pol.
Calado : ........................................................9 pés
Deslocamento : .............................................(desconhecido)
Área de velame : ...........................................(desconhecido)

domingo, 12 de outubro de 2014

À vela ... ! ( 1 )

Desta vez, retirados duns mini-blocos de apontamentos, editados pela Hempel’s Marine Paints, trago aqui alguns desenhos de veleiros. O meu “forte” não é marinharia e os seus termos náuticos, pelo que identifico os tipos de veleiros pela sua designação em inglês, tentando traduzi-la para português. Por vezes, serei tentado a fazer uma tradução mais directa mas, por isso mesmo, fico também a original. 

Como me dá prazer este tema, aqui vo-lo deixo! 


Cutter / Cuter, Baleeira, Chalupa
Embarcação de um só mastro, cordame a vante e a ré, tendo duas velas de proa. É um tipo de chalupa mas com gurupés. Embarcação rápida e de fácil manobra.


Sloop / Chalupa
Embarcação de um só mastro, cordame a vante e a ré, tendo somente uma vela de proa.

A figura representa um vulgar tipo de chalupa construído no período entre as duas Guerras Mundiais.


Yawl / Canoa

Embarcação de dois mastros, aparelhada a vante e a ré, sendo o mastro de ré (mezena) mais pequeno e a ré da roda do leme.


Spritsail / Cevadeira?, Palhabote?

Na figura, está representada uma embarcação vulgarmente utilizada no rio Tamisa.


Ketch / Galeota, Chalupa
A figura mostra uma embarcação de pesca de arrasto.

É uma embarcação de dois mastros (o principal e o de ré). O mastro principal está equipado com duas velas. O mastro de ré (mezena) está a vante da roda do leme.



Schooner / Escuna

Embarcação de dois (ou mais) mastros, cada um aparelhado a vante e a ré, tendo duas velas de proa. No caso da figura, pesqueiro, a vela principal está no mastro de ré, o maior e mais alto.



Barque / Barca

Embarcação de três ou mais mastros. Todos eles são aparelhados com velas quadrangulares excepto o mastro de ré.

Barquentine / Bergantim

Embarcação de três ou mais mastros mas só o de vante aparelhado com velas quadrangulares. Os restantes são aparelhados com velas triangulares, ou latinas.



Brig / Brigue
Embarcação de dois mastros, por vezes três, aparelhados com velas quadrangulares.
Na figura, um brigue  de meados do século dezanove.




Nota: Não me meti a pormenorizar mais estes vários tipos de embarcação porque, não dominando a matéria, poderia colocar aqui muito do que vem na net. Porém seria sem grande convicção, dada a disparidade de definições acerca dos mesmos. Assim, resta-me pedir desculpa por alguma incorrecção. Se alguém souber mais e o quiser transmitir, serei todo ouvidos!