segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Vem aí o 2012 + 1 !!!


Para os mais supersticiosos e também para os outros, deixo os meus Votos de um Bom Ano (este que vai entrar) e que ele não nos faça muitas negaças. 
Será pedir muito? A ver vamos ("como diz o cego")! As perspectivas não são muito animadoras mas, a Esperança é sempre a última a morrer!

















Para bem receber o Ano Novo,
toda a gente veio à rua, saudar!
Ainda não percebeu, este povo,
que o treze é número de azar?

Porém, e se pensarmos bem,
já que ele à nossa porta está,
deixê-mo-lo entrar também.
Pior que o velho, ele não será!

Ainda que ninguém se esqueça
dos problemas e maus assuntos,
no Novo Ano entremos de cabeça
ou então, melhor, aos pés juntos!

Grande desejo, é, cá para mim
que este pais encontre o Norte!
Que para todos, oxalá que sim,
treze seja o número ... da sorte!

domingo, 16 de dezembro de 2012

NATAL ... em tempos de crise !



A todos os meus amigos, seguidores e visitantes deste blogue, os meus votos de Boas Festas e um Santo e Feliz Natal!



NATAL ... em tempos de crise!

Uma estrela, lá no céu, apareceu
e algures, nos longes desta Terra,
um Menino, o Messias, nasceu!
Por encanto, se calou a guerra!

Nas secas palhinhas deitado,
então, o Menino perguntou,
tão curioso, quanto admirado
-: O Gaspar, ainda não chegou?

Que não, lhe disseram os Magos,
de seu nome Belchior e Baltasar.
-: Ele à “troika” está dando “afagos”
e não sabendo que mais lhe dar!

Tomai, aqui tendes o meu incenso
e a mirra, em dobro, eu Vo-la dou,
mas ouro do Gaspar, esse, penso
que já ... “tudo a troika levou”!

O Menino Deus não podia crer
tudo isto, que achou sem razão!
“Pai, eles não sabem o que fazer,
dai-lhes o Vosso imenso perdão!”

E, Deus na sua sabedoria infinita,
capaz de tudo nos perdoar, afinal ,
enviou-lhe uma mensagem escrita,
bem simples! Paz na Terra, é Natal!

E porque hoje nasceu uma criança,
o mundo esqueceu a crise e o mal! 
No céu, aquela estrela é a Esperança
e na Terra, é Natal! É Natal! É Natal! 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Eu ... e os aviões ! ( 4 )


Para terminar e pôr os pés em terra, e também para os mais interessados, aqui deixo 3 capas de menus. Da Varig, British Airways e Damania.







Eu, por mim, vou bater asa deste assunto, agradecendo desde já a boa vontade de quem me acompanhou.
Bem hajam!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Eu ... e os aviões ! (3)


Ora bem, já que não posso apresentar todos os aviões em que viajei, apresento apenas alguns comprovativos de viagens!


A 1ª viagem, Lisboa - Londres - Newcastle, que se iniciou
na TAP teve a 2ª parte em voo doméstico, Londres - Newcastle
num "Trident" da "Northeast", subsidiária da BEA, antecessora da BA.
Bilhete da Lufthansa, companhia que utilizei algumas vezes                                   
Bilhete da TAP. Viagem a Amsterdam.
Bilhete da KLM, companhia holandesa que só utilizei uma vez.
Bilhete da SAS, companhia escandinava que utilizei várias veses.
Bilhete da Varig, companhia brasileira que só utilizei
num voo de recurso, Londres - Lisboa. 
Bilhete da British Airways, referente a viagem Londres - Jeddah

Cartão de embarque da Air France, referente a viagem Paris - Argel
Cartão de embarque.
Viagem Sal - São Vicente - Sal 
Cartão de embarque.
Viagem Luanda - Lisboa
Bilhete da British Airways.
Viagem Londres - Bombaim
Bilhete da NEPC Airlines, companhia indiana.
Viagem Bombaim - Pune
Bilhete da Damania Airways, companhia indiana.
Viagem Bombaim - Goa
Além das companhias de aviação acima referidas, apenas viajei na companhia americana, Delta Airlines, em vôos Frankfurt - Bombaim e Bombaim - Frankfurt.

A todas estas viagens os navios me obrigaram!

Porém, encerrei o meu ciclo aéreo com uma viagem Lisboa - Madrid, já não por causa de navios mas, mesmo assim, em serviço. Durante a construção do Centro Comercial Colombo e por via deste e da loja FNAC. Quem diria?



(continua)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Eu ... e os aviões ! ( 2 )


Boeing 737 - 300
Airbus A 300
Conforme prometido, desta vez vou colocar fotos dalguns aviões de companhias estrangeiras, muito embora não sejam todos aqueles em que viajei. Apertem os cintos e vamos levantar voo!



Airbus A 300
Airbus A 300
Aibus A 310-200
Airbus A 320-200
Lufthansa, Airbus A 340-200
Boeing 727 Europa Jet
McDonnell Douglas DC10-30
DC10 e Boeing 747
no Aeroporto Internacional Schiphol, Amsterdam

(continua)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Eu ... e os aviões ! ( 1 )


Já disse que não tinha especial apetência por barquinhos, apesar de desde muito cedo começar o meu contacto com eles. Pois bem, por parodoxal que pareça, também essas “coisas que andam no ar” não me cativaram sobremaneira, isto apesar de, desde os meus 4 anos, beirão largado na aldeia “saloia” do Algueirão, o som algo roufenho dos motores das “avionetes”, lá no alto, fizesse parte dos meus dias, principalmente no Verão. A base da Granja do Marquês, ali bem próxima, fornecia-nos o som ambiente que se sobrepunha à pacatez do lugar, onde só haviam carroças, “bicicletes” e alguma “caminete”.
Parece, então, estranho que nem aviões nem barcos me tenham seduzido. O facto é que o que eu gostava era do campo, de andar à solta  e de jogar “à bola”. Também, ao contrário do que seria normal, as minhas férias eram passadas em Lisboa. Embora de satisfação por estar junto do meu irmão, tios e avó, eram um verdadeiro sacrifício! “Galinha de campo não queria capoeira”!
Mas a roda da vida desandou e os barcos “apanharam-me”. Para sempre! E, foi por mor deles que fui “obrigado” a viajar de avião. E não foram poucas as vezes!
A primeira viagem, Lisboa – Londres – Newcastle, em Outubro de 1971, nem foi uma estreia muito má. 
Este é o "Caravela", da TAP, ainda Transportes Aéreos Portugueses,
que promoveu o meu "baptismo aéreo".
Por casualidade tivémos a companhia da equipa de futebol do Sporting, que se deslocava a Glasgow, onde infelizmente perdeu. Mas, como dizia, deu para me amenizar a viagem e ver o pavor que o Yazalde, sentado perto de mim, sentia ao saber os pés longe do chão! O rapaz, nem abriu boca durante toda a viagem!
Ora, após esta 1ª viagem, algumas outras se seguiram e nelas, com algumas peripécias pelo meio, fui tomando contacto com companhias de aviação e seus aviões. Lembrei-me, então, de fazer aterrar aqui alguns deles!
Aqui, estão! 

Claro que apenas vou colocar alguns dos aviões que me levaram por esses ares fora! E, como é lógico, começo pelos portugueses:

Boeing 727
Boeing 737
TriStar 500
A310-300
 A340
Quanto aos portugueses, é tudo o que posso apresentar. Para os amantes deste género, em próximo "post" aqui deixarei, em continuação, alguns dos estrangeiros!

(continua)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ainda ... Frei Lopo Pereira de Lima (história versejada)




Frei Lopo Pereira de Lima, Balio de Leça

Com o apoio do companheiro,
o seu chefe e seu irmão Diogo,
Frei Lopo, de Malta cavaleiro,
entrou na Galiza e foi dar fogo.

E foi sempre, com seu irmão,
que foi andando nesta guerra.
E glória, de Portugal e D. João, 
foi que  tomaram Salvaterra!

Tomada esta praça, então
uma empresa de tanto valor,
se apressou muito D. João,
nomeando-o, Governador!

A guerra ficava mais mansa
naquela fronteira do Minho.
Tanta guerra, também cansa!
Frei Lopo temia ficar sozinho!

Por tudo aquilo que eu sei,
seu irmão ia fazer-lhe falta,
pois por carta escrita ao Rei,
dizia-lhe querer ir a Malta.

Para não ficar sem o mano,
Frei Lopo Pereira, submisso
escreve então ao soberano
e oferece-lhe o seu serviço!

Oferecimento tão estranho
este de Frei Lopo Pereira
que com denodo tamanho
defendera a sua fronteira!

O rei em carta mui honrosa,
dado que estava em guerra
gostou muito de tal prosa,
e “deu-lhe” ele Salvaterra!

Do Extremo, diz alguém. 
Só acredita quem queira.
Salvaterra, eu acho bem,
mas não é aquela da Beira!

Haja, informação mais precisa!
Eu digo que isso não o temo,
Salvaterra será pois, da Galiza ,
para mim, não é a do Extremo!

Mas não foi muita a satisfação,
Frei Lopo tinha outro objectivo.
Governador da Guerra do Sertão 
talvez fosse um bom motivo!

Isso era o que D. João pensava.
Frei Lopo Pereira pensava maior!
Assim, ele ao seu rei se negava,
que o seu destino, era ser Prior!

Sentindo já do irmão a sua falta
e como um frade também mente,
pede ao rei que o deixe ir a Malta
pois tem o seu irmão ... “tão doente”!

Tardou o regresso a Portugal,
mas foi com grande esplendor.
O irmão, esse, estava tão mal
que Lopo veio de lá feito Prior!

Era o que ele pensava e dizia
a todos os que o queriam ouvir.
Porém se o rei não lho permitia
nenhum outro lho ia permitir.

Assim, Lopo Pereira de Lima,
teve de usar, mas com recato,
o título que lhe estava acima.
Tal era o de ser, Prior do Crato!

E se coisa assim nunca se viu,
para que ninguém o esqueça,
ficou e para sempre, só Balio
das terras, no mosteiro de Leça!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Frei Lopo Pereira de Lima, governador de Salvaterra ... do Extremo ? Coincidência curiosa ou erro histórico ? ( conclusão )


São eles, por exemplo:
a)      Tudo leva a crer que Fr. Lopo Pereira de Lima, sempre se manteve nas lutas da fronteira minhota, na companhia de seu irmão. Em 1643, esteve na tomada de Salvaterra, praça de que era seu governador no ano de 1644 e cujo cargo  exerceu, pelo menos, até Maio de 1645. Tudo isto faz sentido.
b)      O que cria algumas dúvidas, é o porquê da nomeação, em Outubro de 1645, para governador de Salvaterra do Extremo, praça a que nada o ligava. E essas dúvidas não parecem ser esclarecidas quando se lê na “Nova Malta Portuguesa”, escrita em 1800, o seguinte:
“Nela lhe certificou o mesmo Sr. Rei D. João IV, ter recebido a sua carta de 2 do presente, dando conta do bom ânimo em que se achava de se empregar no Real Serviço, no governo dessa Praça de Salvaterra (do Extremo), de que o tinha encarregado, com o zêlo e cuidado com que até então o fizera na mesma Fronteira.”

Quando se diz “dessa Praça”, parece estar a referir-se a uma Praça na qual Lopo Pereira estaria. A colocação de “(do Extremo)”, parece ser uma interpretação do autor, pois não parece crível que esteja assim, entre parêntesis, no documento real, uma vez que é normal, nos documentos conhecidos, Salvaterra do Extremo ser identificada apenas por Salvaterra ou, por vezes, Salvaterra da Beira. Por último diz o autor também, “de que o tinha encarregado, com zêlo e cuidado com que até então o fizera na mesma Fronteira”. Diz “que o tinha encarregado” e não de que o ia encarregar. Diz “com zêlo e cuidado com que até então o fizera na mesma Fronteira”, quando é sabido que, “até então”, Lopo Pereira sempre o fizera noutra e não na “mesma Fronteira”!

Ora o que nos parece é que Frei Lopo Pereira de Lima, nunca terá sido nomeado Governador de Salvaterra do Extremo, mas apenas foi reconduzido no governo da praça de Salvaterra (de Portugal, do Minho, ou da Galiza, conforme as conveniências) que, embora se tenha mantido portuguesa até ao fim das guerras da Restauração, foi devolvida a Espanha.

Pedra de armas, seiscentista, com o brasão dos Pereiras, na Casa de Bertiandos
(retirado de www.cm-pontedelima.pt)
Já vimos, pois, que Frei Lopo Pereira de Lima que tanto ansiava o cargo de Prior do Crato, muito embora nomeado, nunca o pôde utilizar na sua plenitude com as mordomias a ele devidas.
Por outro lado, também se vê o quanto ele ansiava esse cargo e rejeitava tudo o resto. Se não, vejamos:
-         A sua carta de 2 de Outubro de 1645 obtém resposta de D. João IV a 15 do mesmo mês. Não se sabe qual a sua reacção a essa carta, mas julga-se não ter sido de muita satisfação. Já antes, no dia 7 de Julho, o seu irmão, Diogo de Melo Pereira, tinha enviado uma carta a D. João IV, pedindo licença para se deslocar a Malta, e para a qual obteve uma honrosa carta de permissão, no dia 5 de Novembro de 1645.
-         No entanto, Diogo de Melo Pereira, só em Maio de 1646, usou da licença que D. João IV lhe havia dado!
-         Entretanto, D. João IV resolve nomear Fr. Lopo Pereira de Lima para governar a guerra do Sertão, em Pernambuco, escusando-se este a tal nomeação, invocando a necessidade de ir a Malta render seu irmão.
-         D. João IV, porém, em carta datada de 4 de Julho de 1646, escrita em Alcântara (será, em Lisboa?) mostrando grande consideração, sempre lhe foi dizendo que estimava que o seu irmão se encontrasse de boa saúde e pronto a voltar ao reino para que ele, D. João IV, pudesse contar com pelo menos um deles, já que não podia contar com ambos.
-         Em Outubro de 1646, sabe-se que o governador da praça de Salvaterra do Extremo já era o capitão Simão Fernandes Faria.

Para terminar, talvez possamos concluir que a Lopo Pereira de Lima, que andava sempre na sombra do seu irmão, a partir de 2 de Outubro de 1645 e até, no máximo, ao mês de Julho do ano seguinte, só o norteava o ambicionado cargo de Prior do Crato. Portanto, mesmo que tenha sido Governador de Salvaterra do Extremo (o que me permito duvidar), foi um governador ausente, uma vez que nunca sequer é referido nalgum episódio de guerra ocorrido naquela terra.

Assim, Fr. Lopo Pereira de Lima, terá sido um Prior do Crato sem honras (honras de conde, ou ainda mais que isso), um Governador da Praça de Salvaterra sem se saber ao certo de qual Salvaterra e sem deixar rasto e poderia ser Governador da Guerra do Sertão mas, a sua ambição era outra! Aliás, a sua carta de 2 de Outubro parece fazer parte dum plano destinado a, previamente, obter as boas graças de D. João IV, de modo que a sua aceitação à nomeação do novo Prior do Crato fosse quase certa e não apenas para “oferecer os seus serviços”, que era coisa que ele vinha fazendo já desde 1641!

sábado, 10 de novembro de 2012

Frei Lopo Pereira de Lima, governador de Salvaterra ... do Extremo ? Coincidência curiosa ou erro histórico ? ( 1 )


A coincidência de várias terras com a designação de Salvaterra (casos de Salvaterra de Magos, Salvaterra do Minho e Salvaterra do Extremo que também já foi só Salvaterra e Salvaterra da Beira), dá origem a algumas confusões nos relatos históricos que nos foram chegando.
Assim, vamos tentar decifrar o que se passa com a nomeação do Balio de Leça, para ... Governador de Salvaterra do Extremo!
De acordo com o livro “Memórias históricas da antiguidade do Mosteiro de Leça, chamada do Balio”, da autoria de António do Carmo Velho de Barbosa, editado em 1852, consta que:
Em carta de 2 de Outubro de 1645, o Balio, Fr. Lopo Pereira de Lima terá oferecido os seus serviços a D. João IV. Estávamos em plena consolidação da Restauração da Independência de Portugal. Consta, então, que o rei lhe terá respondido, nesse mesmo mês de Outubro de 1645 (terá sido a 15 de Outubro!), com palavras de muito apreço e afecto, nomeando-o para Governador de Salvaterra do Extremo. Algum tempo depois nomeou-o para governar a guerra do Sertão, em Pernambuco mas Fr. Lopo Pereira de Lima, escusou-se a tal nomeação, invocando a necessidade de ir a Malta render seu irmão, Fr. Diogo de Melo Pereira. No entanto esta escusa, e a ida a Malta, não teria outro objectivo que não fosse o de criar condições para ser nomeado para o Grã Priorado do Crato, ideia que já traria há algum tempo. D. João IV, porém, em carta datada de 4 de Julho de 1646, escrita em Alcântara (será, em Lisboa?) mostrando grande consideração, sempre lhe foi dizendo que estimava que o seu irmão se encontrasse de boa saúde e pronto a voltar ao reino para que ele, D. João IV, pudesse contar com pelo menos um deles, já que não podia contar com ambos. Bem “mexidos os cordelinhos”, a Ordem de Malta (da qual dependia o priorado do Crato) nomeou Fr. Lopo para Prior do Crato. Logo que disso teve conhecimento, o Rei não se mostrou assim tão cordato e tratou de impedir que tal nomeação se tornasse efectiva. Esta atitude do Rei, baseava-se em que ele mesmo pretendia esse lugar para o Infante D. Pedro (que viria a ser D. Pedro II).
Com a morte de D. João IV, voltou Fr. Lopo à carga fazendo diligências, junto de D. Afonso VI, para que os seus anseios fossem concretizados. Debalde o tentou pois que o Rei o honrou apenas com uma carta de louvor pelos seus serviços e de seu irmão, mas lhe proíbe “absolutamente de usar tal nomeação”, nem dalgum título que pudesse advir dela.
No entanto no seu epitáfio sepulcral que ele próprio mandou construir, lá está. “Aqui jaz Fr. Lopo Pereira de Lima, Gran Prior do Crato, Balio de Leça…”
Túmulos de Frei Lopo Pereira de Lima de seu irmão, Frei Diogo de Melo Pereira
(retirado de www.cm-pontedelima.pt)
Perante o que aqui nos é relatado, surgem-nos algumas dúvidas, pelo que vamos tentar relembrar o trajecto de Fr. Lopo Pereira de Lima, cavaleiro da Ordem de Malta, durante as Guerras da Restauração.

Frontispício do folheto "Relaçam da entrada que fizeram em Galiza
os Governadores das Armas da Provìncia de Entre Douro & Minho"
(retirado de www.cm-pontedelima.pt)
Em 9 de Setembro de 1641, aparece juntamente com seu irmão Fr. Diogo de Melo Pereira, também cavaleiro da Ordem de Malta e governador das Armas de Entre Douro e Minho, na entrada que se fez na Galiza, em Porto de Cavaleiros. Sempre acompanhando o seu irmão, defendendo as fronteiras do Minho, nelas se foi distinguindo, até que em 1644, ainda em data posterior a 17 de Maio, era Governador da Praça de Salvaterra. Esta Salvaterra, era chamada da Galiza, do Minho ou, depois de tomada, Salvaterra de Portugal.
Ora, no dia 2 de Outubro de 1645, Fr. Lopo Pereira de Lima escreveu carta a El-Rei D.João IV, à qual este respondeu no dia 15 desse mesmo mês, e segundo dizem alguns, nomeando-o Governador de Salvaterra ... do Extremo!
Tudo pareceria normal, se não aparecessem vários factos que me permitem duvidar desta nomeação.

(continua)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mais um ... Dia de Finados !



(retirado de Katrix.com.br)
Mais um ... Dia de Finados

À campa rasa, em pedra fria,
como remindo seus pecados,
o povo crente, qual romaria,
vai chorando os seus finados.

É chorando, na campa fria,
fria, mas hoje bem florida,
que eu relembro, neste dia,
quem um dia me deu a vida!

E é, também, num segundo,
que nesta hora de Saudade,
lembro os que deste Mundo
se passaram! À Eternidade!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Episódio da Guerra da Restauração, em Salvaterra. O sarg.º - mor, António Soares da Costa, um traidor ? ( 3 ) (conclusão)


Réplica do que terá sido a Fortaleza de Salvaterra do Extremo ( o nosso Castelo )!
(Trabalho do Sr. Emílio Martins, um salvaterrenho por afinidade)
Posto isto, é altura de fazer algumas considerações finais sobre este episódio:



a)      Apesar de tudo, não parece colher a ideia de que António Soares da Costa teria prometido entregar a fortaleza. Se não foi D. Alonso a persuadi-lo, então António Soares da Costa teve artes de enganar um muito considerado e inteligente fidalgo espanhol a quem, ao que parece toldou a inteligência a miragem de um grande feito que vaidosamente iria ostentar!

Como já referi, aceitar o vexame não podia agradar nada ao reino espanhol e assim, quase me parece acertado dizer que a sorte de D. Alonso, foi a sua triste sorte. Se tivesse sobrevivido ao desaire, decerto que sofreria a mão pesada de Filipe IV, a quem criou tão grave problema! Deste modo, assacar culpas a António Soares da Costa, terá sido o modo mais fácil de lavar a face!

b)     Igualmente, considerar António Soares da Costa como um traidor ou como um vil soldado, é andar muito depressa, uma vez que a ideia para degolar o inimigo, segundo parece, partiu de Nuno da Cunha Ataíde e o próprio D. João IV, estava informado disso. Por iniciativa de António Soares da Costa, terá sido o cruel castigo infligido a D.Alonso mas, ninguém parece saber os contornos de como isso foi decidido. Porém, não custa muito acreditar que a reacção de D. Alonso não terá sido muito pacífica e sabendo do número das tropas espanholas que se encontravam no exterior da fortaleza, António Soares da Costa ter-se-á decidido por uma solução radical, até porque sabia ter a fortaleza devidamente municiada. Aliás, dizia ele, estava preparado para ir degolando todos os que fossem penetrando na fortaleza e só o não fez porque a desconfiança dos espanhóis o evitou. Ainda segundo ele, ficamos a saber que foram 37 os infelizes degolados e não os 23 que D. Alonso dizia que o acompanhariam, nem os 30 que alguns referem.

c)      Como também podemos ver, a operação teve lugar no dia 21 de Julho ao meio dia e não na noite de S. Pedro (29 para 30 de Junho). Isto, talvez porque por indicação de D. João IV se devia retardar o mais possível. Tudo leva a crer que tal decisão se devesse à presença, em Lisboa, do Cavalheiro de Jant (ou Gant, ou Sant, conforme alguns autores) enviado do Cardeal Mazzarino, ministro francês. Portugal, para consolidar a Independência, estava a tentar o apoio da França e a D. João IV não lhe interessava nada que surgisse, nesse preciso momento, um conflito com Espanha. O facto é que os espanhóis começaram a mostrar desconfiança e não houve maneira de retardar mais o processo.

d)     Alguém diz que o Duque de San Germán, sabedor do ocorrido, terá avançado para tomar a fortaleza mas vendo as defesas que esta tinha, recuou e, enfurecido, terá passado à espada mulheres e crianças que se encontravam no campo. Desta resenha, o que podemos dizer é que o Duque terá avançado mas que, em 25 de Julho, depois de ter regressado a Zarza, já está em Alcântara e daqui foi para Badajoz, onde chegou no dia 31.

e)      Por último, também se diz que António Soares da Costa, devido a essa “traição”, terá sido demitido. É fácil de perceber essa “demissão”. Claro que seria a única forma de tentar amainar os ânimos, não só entre Portugal e Espanha como nas terras daquela raia. A vida, com a manutenção de António Soares da Costa no seu posto, se já não era boa, passaria a ser um inferno! Porém, não se julgue que António Soares da Costa terá desmerecido os favores de El Rei. O futuro, falaria por si!

Portanto, em conclusão, António Soares da Costa, não terá sido um traidor! Foi, isso sim, um entrave à ambição mal contida de um fidalgo tão inteligente, quanto imprudente ou ingénuo, que exorbitou da sua inteligência, tendo artes de convencer o próprio Rei de Espanha mas subestimando o adversário, de tal modo que lhe propunha cometesse um acto de vil traição à pátria, quando esta procurava consolidar a sua independência e a quem ele, até aí, tinha já dado sobejas provas de amor e fidelidade.
Foi cruel o modo como se livrou de D. Alonso mas não se devem esquecer os tempos em que se vivia, apesar de bastas vezes se querer dar a entender que haveria alguma ética militar que proibiria tal desmando. Após a degola dos 37 infelizes, o que é que se poderia esperar da reacção de D. Alonso e das tropas espanholas? Seria igualmente, “olho por olho”! Penso haver poucas dúvidas disso e António Soares da Costa terá pensado, de si para si que, mal por mal, talvez fosse conveniente livrar-se logo ali daquele adversário e dum modo que assustasse o inimigo, pelo menos durante algum tempo.


Com esta resenha, espero ter contribuído para um melhor conhecimento do que se terá passado, sem enjeitar a possibilidade de que algo de novo possa ser trazido a lume e torne tudo ainda mais claro!


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Episódio da Guerra da Restauração, em Salvaterra. O sarg.º - mor, António Soares da Costa, um traidor ? ( 2 )



CRONOLOGIA


1)      Em Março de 1655, D. Alonso de Sande y Ávila, governador militar de Ceclavin, com promessas de mercês várias, tentou persuadir António Soares da Costa a entregar-lhe a fortaleza de Salvaterra do Extremo. António Soares da Costa, decerto dum modo astuto, mostrou-se receptivo à ideia mas, de imediato, comunicou a D. Nuno da Cunha de Ataíde, Tenente General do Partido de Penamacor, em substituição de D. Sancho Manuel, que também sem perder tempo, informou D.João IV.

Claro que isto é a versão lusitana. A versão espanhola é exactamente inversa, dizendo que foi António Soares da Costa que se ofereceu a D. Alonso. Até pode ter sido, mas não só não faz grande sentido como toda a documentação conhecida a desmente.
Decerto não ficaria bem a Espanha reconhecer que um seu fidalgo, tido de grande inteligência, exorbitando das suas qualidades, ou sendo ingénuo, subestimando a inteligência do oponente, tinha tentado apoderar-se da fortaleza aconselhando-o a trair a sua Pátria e que para isso até teria usado o selo do Rei de Espanha. Assim, o desaire só teria sido possível devido a alta “traição” do outro e não ao pouco cuidado posto na empresa e a imagem de Espanha e dos intervenientes ficaria limpa!
A tudo isto acresce que, nunca se saberá se Espanha, apesar de todas as promessas feitas, as iria cumprir, uma vez que da posse da fortaleza, não seria fácil a António Soares da Costa fazer cumprir o que nas cartas estava escrito e se o não fosse, em Portugal também não teria futuro. Mesmo em Espanha, a sua vida estaria ameaçada. Muitos outros, não viveram para contar!

2)      Em 13 de Abril, já uma carta de D. João IV para Nuno da Cunha de Ataíde lhe pede para “armar ao inimigo” e que o mantenha ao corrente de tudo o que se for passando.
3)      Em 20 de Abril, uma Cédula de Filipe IV que diz “conceder ao dito Sargento mor António Soares da Costa os ditos quatro mil ducados de renda cada ano, dois mil de eles perpétuos para a sua pessoa e sucessores, e os outros dois mil pelos dias de sua Vida, e que além disso se lhe entregarão todas as mercadorias que se acharem no dito Castelo. Tudo isto terá inteira execução desde logo que as minhas Armas estejam na posse da dita Praça de Salvaterra”.



4)     Em 24 de Abril, uma carta de D. Luiz Mendez de Haro, valido de Filipe IV, para o sargento mor António Soares da Costa, agradecendo-lhe um serviço tão considerável e garantindo-lhe o pontual cumprimento de tudo o que lhe foi oferecido e oferecendo-lhe a sua protecção.
5)      Em 5 de Junho, uma carta do Duque de San Germán, governador das Armas da Extremadura, a António Soares da Costa, expressando-lhe estima e agradecimento e, também ele, assegurando que correriam por sua conta todas as conveniências e que tudo se cumpriria com pontualidade. Pedia-lhe ele, ainda, que o negócio se executasse com brevidade e se mantivesse ... secreto!
6)      Em 14 de Junho, carta de Nuno da Cunha Ataíde para D. João IV, dando conta de que o duque de San Germán pensa valer-se das forças de baijos (cavalaria?) para, depois de ganha a praça, se meter nela e a defender com todo o empenho. Para tal, viria dormir a Valência de Alcântara, na noite anterior à operação.Diz desconhecer o dia dessa operação, dá conta dos poucos efectivos de que dispõe e que pedirá socorro a André de Albuquerque e João de Mello, ao mesmo tempo que pede brevidade numa resposta e instrucções para o que há-de fazer.
7)      Em 19 de Junho, carta de D. João IV para Nuno da Cunha Ataíde, ordenando-lhe que não vá por diante com o intento de armar ao inimigo na praça de Salvaterra do Extremo mas que publicite o intento do inimigo, para que este desista dele.
8)      Em 27 de Junho, carta de Nuno da Cunha Ataíde para D. João IV, onde acusa a recepção da carta de dia 19 e lhe diz não entender muito bem as ordens recebidas, pois não lhe diz o que fazer a D. Alonso portador de tão infame proposta. Diz ainda que tem a praça bem municiada e que o inimigo, se não levar um castigo exemplar, tentará por outra via obter o que quer. Assim, propôs “que o sargento mor António Soares recolhesse os 30 homens, e os fosse degolando à medida que entrassem, e depois fingindo que  lançava a gente fora se ficasse com ela na praça e fizessem o sinal e, chegando o inimigo com a gente à garupa, lhe desse carga com a mosquetaria, e artilharia”! Com esta carta, envia também, “as cópias das cartas de dom Luis de Aro e do duque de São Germão que escreveram ao sargento mor António Soares da Costa com a Cédula delRei de Castela em que lhe prometia quatro mil cruzados de Renda”.
9)      Em 5 de Julho, carta de D. João IV para Nuno da Cunha Ataíde, que só chegou às mãos deste no dia 10 e em que lhe ordena que prossiga o que inicialmente (por carta de 13 de Abril) estava previsto, ou seja, armar ao inimigo!
10)  Em 21 de Julho, carta de António Soares da Costa para Nuno da Cunha Ataíde, informando do sucesso que desejavam e que foi “degolhar-lhe trinta e sete homens que em hábito de mercadores meteu neste Castelo hoje 21 de Julho de 655 para efeito de lho eu entregar na forma que V. S.ª tem dado conta a S.mg.de que Deus guarde : e não lhe degolamos a gente que traziam para socorrer estes 37, por que assim como anteciparam o dia da facção mudaram o sinal com que haviam de arrimar ao Castelo, e puseram nele tantas circunstâncias de cautela que lho não pude eu desmentir por mais bem feitas que se lhe fizeram as diligências; sendo a primeira alcançar todo o desígnio do inimigo, de Dom Alonso de Sande, que era a pessoa por quem ElRey de Castela me mandou propor este negócio, e vinha por cabo dos que morreram; e deixá-lo vivo até que o inimigo deu mostras de que conhecia o dano que se lhe tinha feito.” Informa ainda que :O duque de San Germán chega hoje à Sarça com 400 Cavalos e alguma Infantaria. Quando queira despicar-se espero em Deus que lhe havemos de dar muito mais que sentir, e com esta confiança esperamos todos muito alegres”. E como última nota, acrescenta :Se o inimigo puzer sítio a esta praça não se apresse V.sª com socorro para que lhe não falte a segurança; que eu tenho muitos mantimentos para a gente com que me acho, e assim pode V.s.ª estar muito descansado da defesa.”
11)  Em 22 de Julho, carta de Nuno da Cunha Ataíde para D. João IV,  dizendo ter recebido aviso de António Soares da Costa assim como o relato do soldado que lho tinha entregue. Tudo o mais seria relatado a D. João IV por Garcia Velez de Castelbranco, portador desta carta e do aviso de  António Soares da Costa, informando do sucesso da empresa.
12)  Em 25 de Julho, carta de D. João IV para Nuno da Cunha Ataíde, em que El Rei, acusa a recepção da carta de dia 22, apressando-se a responder-lhe, elogiando tudo o que foi feito e ficando a aguardar mais notícias do que for sucedendo.
13)  Em 25 de Julho, carta de Nuno da Cunha Ataíde para D. João IV, fazendo um relato mais pormenorizado e informando que o Duque de San Germán se retirou para Zarza e daí para Alcântara, onde está agora.
14)  Em 1 de Agosto, carta de Nuno da Cunha Ataíde para D. João IV, informando, entre outras coisas, que em Salvaterra tudo está bem e que o Duque de San Germán se recolheu ontem para Badajoz com grande sentimento da gente que perdeu em Salvaterra.

(continua)

sábado, 20 de outubro de 2012

Episódio da Guerra da Restauração, em Salvaterra. O sarg.º - mor, António Soares da Costa, um traidor ? ( 1 )



Aclamação de D. João IV
No dia 1 de Dezembro, comemora-se a Restauração da Independência de Portugal, em 1640. É sabido que ninguém larga de bom grado aquilo que lhe pertence, ou julga pertencer-lhe. Foi o que aconteceu com o ocupante espanhol que ao ver-se, durante 60 anos, senhor deste cantinho à beira mar plantado, teve muita relutância em largá-lo. Assim, essa Restauração só se tornou efectiva passados que foram ... 28 anos! 28 longos anos, pejados de episódios de escaramuças, bravura, astúcia, traição, falsidade e  imprevistos de que a História é fértil e que, bastas vezes, mudam o seu rumo.

Vem isto a propósito de um episódio que teve lugar em Salvaterra do Extremo que, situada na raia, esteve bem sujeita a todo o tipo de desmandos. É o caso, quanto a mim ainda mal conhecido e menos explicado, do “convite” feito pelo enviado espanhol, D. Alonso de Sande y Ávila, ao governador da praça de Salvaterra, o sargento-mor António Soares da Costa. Ao que consta, António Soares da Costa pretendia, tal como o governo português, firmar e manter as relações comerciais com o lado de lá, para o que abriu Alfândega em Salvaterra ao mesmo tempo que procurava relações cordiais com o vizinho, dada a situação ainda pouco estável devido às escaramuças constantes. Tal relação cordial terá levado D. Alonso a crer que não lhe seria difícil conseguir que António Soares da Costa, a troco de algumas benesses, lhe entregasse a praça e se passasse para o lado espanhol. Se bem o pensou, melhor o fez! Em Março de 1655, o convite foi feito. António Soares da Costa, não se terá dado por achado e terá feito menção de aceitar tal “honra”, mal adivinhando D. Alonso o que lhe ia na cabeça. O governador, no entanto, fez questão de exigir documento real onde lhe fossem atribuidas essas benesses. Não fosse por isso e D. Alonso, lá arranjou Carta do Rei de Espanha, Filipe IV, datada de 20 de Abril de 1655, onde lhe seriam atribuidos “quatro mil ducados de renta cada año, los dos mil de ellos prepetuos p.ª su persona e suzessores, y los otros dos mil por los dias de su Vida”, contra a entrega da praça de Salvaterra.

Cartas de, D. Luiz Mendes de Haro e do Duque de S. Germán, prometendo-lhe todo o apoio e dizendo da grande consideração que tinham por António Soares da Costa, haviam também de ser por este recebidas.
O certo é que, logo desde o início, António Soares da Costa foi dando conta do que se tramava, a D. Nuno da Cunha Athaide e no dia 13 de Abril, já D. João IV, também já ao corrente de tal facto, dava resposta a D. Nuno, pedindo-lhe que o mantivesse informado do que se ia passando.

O assunto, até aqui, com mais ou menos pormenores, parece ser conhecido. Já o momento da “entrega” da praça, ou é desconhecido ou diz-se ter sido aprazado para a noite S. Pedro, aproveitando as festas. É possível que tal tenha sido alvitrado mas, o facto é que tudo parece levar a crer que D. João IV terá tentado retardar o que se havia de fazer, dado que ao mesmo tempo tinha em Lisboa o enviado diplomático de França, cavalheiro de Jant, no sentido de que a França nos ajudasse na consolidação da Independência e não lhe convinha ter ao mesmo tempo um conflito com Espanha. Nuno da Cunha, sem resposta, ia disfarçadamente reforçando a guarnição da fortaleza com tropas e mantimentos e pedindo a António Soares da Costa que retardasse o mais que pudesse a operação. Desconfiados, os espanhóis puseram pressa no que estava acordado, antecipando-se ao que os portugueses desejavam, e a operação teve lugar no dia 21 de Julho, pelo meio-dia. Não foi, portanto, nem no dia 30 de Junho, nem à noite!

Conforme combinado, os espanhóis, disfarçados de mercadores,apresentaram-se frente à fortaleza e foram entrando, um a um, e um a um foram sendo degolados. Por fim entrou D.Alonso, o qual foi atado à boca dum canhão e disparado este, espalhou os seus restos pelos ares fazendo debandar, aterrorizadas, as hostes espanholas que se encontravam no campo à espera de ordens.

Por último, é o caso de alguém referir que terá sido um acto de traição, da parte de António Soares da Costa. Parece-me totalmente descabida esta afirmação. Pode ser traição, trair um amigo ou uma pátria, a um inimigo ou um desconhecido apenas se pode enganar.

Se não, vejamos a cronologia dos factos: 


(continua)